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Ah, os profetas... Tristes profetas!


Ricardo Mamedes



Eles já tiveram status de primeira grandeza na Bíblia; não andavam de automóveis último tipo e não possuíam grandes aeronaves (como alguns nossos contemporâneos). Caminhavam com passos cansados. Uns eram medrosos , outros, tão angustiados que se escondiam em cavernas... Porém, todos, tinham algo em comum, eram genuínos, autênticos. Nem precisava se auto-proclamarem profetas, pois tal qualidade lhes era tão peculiar que 'saltava aos olhos'. Primavam pela humildade ao invés da arrogância. De fato eram apenas instrumento d'Ele.

Hoje também há profetas (dizem), mas quem sabe? Quem atirará a primeira pedra? Profetas profanadores... alquimistas da palavra não escrita.

Há profetas...? Homens que se vestem de santidade - profetas boquirrotos. Pilhadores da fé alheia, depenadores de incautos, incultos.

Profetas...? Jogando as suas redes e recolhendo-as cheias - não de peixes, tampouco de almas, como Pedro. Mas cheias de sonhos. Sonhos das pobres criaturas que se enredaram nas 'malhas', seduzidas pela volúpia do 'espírito' fácil, convencidas pela garantia do 'escambo' da bênção.

Profetas gritadores, gritalhões; plantadores de verbos malfeitos, advérbios imperfeitos, substantivos nada substanciais.

Eles sobejam, bafejam 'anjos' , trafegam pelas vias celestiais do inusitado, trazendo para a espantada plateia a cura - cura pelo vento: vento de doutrina, de falsos ensinamentos. Eles curam! Curam? Sim, eles curam doenças imaginárias - imaginadas por eles. Enfermidades subjetivas, que se encontram no recôndito invisível das entranhas: veias entupidas, rins 'estragados', vesículas carcomidas, cânceres não diagnosticados. Curam tudo...

Eles libertam... de todos os demônios: do colesterol, do álcool, da prostituição, da depressão, da loucura, do triglicérides, do ácido úrico. Amarram, expelem, algemam, prendem. Não, não prendem. Eles dialogam com as entidades, num clima de quase respeito, quase camaradagem, velhos conhecidos...

Os profetas fazem tudo: pregam (histrionicamente) , ministram (insanamente), derrubam (espantosamente) e gritam (insistentemente).

Só lhes falta uma única qualidade, uma somente: eles desconhecem a Graça, como dom gratuito do Soberano Deus. Se esqueceram do Cordeiro, oferecido em holocausto como propiciação pelos nossos pecados. Assim, eles vendem a ideia da salvação ministrada por eles, porque eles são o canal, eles intermediam, eles fazem e eles acontecem.


Pobres profetas...

Comentário do PC@maral no "Pulpito Cristão" e no "A verdade liberta, o erro condena":

O maior testemunho que uma pessoa pode ter é o testemunho dado por Deus:

"Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal." (Jó 1:8)

"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." (Mt 3:17)

E como este testemunho de Deus é reconhecido em nossa vida? Através dos frutos "dignos de arrependimento" Através de uma vida piedosa e compromissada com a obra de Deus, estando visivel a condição de servo: "pois aquele que desejar ser grande, seja o que sirva".

Ser profeta hoje em dia é muito fácil, basta olhar a proliferação de igrejas evangélicas por todo o país.

O sujeito perde o emprego, ou, em vários casos se demite, e abre uma congregação para ele, levando consigo, outros que querem participar da maracutaia de brincar de ser pastor, de ser profeta enviado por Deus.

O verdadeiro homem de Deus exala o "bom perfume de Cristo" e não é ele que testemunha sobre esta condição, mas as pessoas e o próprio Senhor Jesus.

Vou publicar no PC@maral.

Que Deus abençoe a todos!



***
Fonte: A verdade liberta, o erro condena - Vi no www.pulpitocristao.com

Um comentário:

  1. Olá PC, obrigado por ter publicado o meu post no seu blog. Já o estou seguindo, como podes ver. A partir de agora o visitarei regularmente. Um grande abraço em Cristo! Meu blog: ricardomamedes.blogspot.com

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