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O Israel de Deus

Comer e beber são duas das necessidades básicas para a vida humana. No livro de Êxodo, iniciando a leitura no capítulo quinze, versículo vinte e dois e, prosseguindo até ao capitulo dezessete, versículo sete, encontramos a narrativa de momentos em que o povo de Deus esteve ameaçado: faltou-lhes água e comida. Mas são constatados também, a onipresença e a onipotência de Deus, preservando-os da sede e da fome, ainda que tenham se rebelado e demonstrado falta de fé em Deus.
Estes fatos relativos à história do antigo Israel tem profunda ligação conosco, o Israel de Deus, comprado e lavado pelo sangue de Cristo Jesus.

Como povo de Deus, devemos estar preparados para, quando submetidos às provações, evitarmos o pecado e as rebeliões ocasionadas pela desobediência e pela falta de fé. Devemos confiar nas providências divinas, nos ensinamentos e buscar, todos os dias, as dádivas materiais e espirituais.

A primeira necessidade básica que ameaçou o povo de Israel no deserto foi a falta de água: Logo após terem atravessado o Mar Vermelho, os filhos de Israel seguiram caminho numa região desértica.

Andaram por três dias, e logo veio o primeiro desapontamento: faltou água (Ex 15:22-23). Eles haviam chegado a Mara, mas "as águas de Mara eram amargosas" (Ex 15:23). Diante desse imprevisto qual foi a reação do povo? Suplicar ao Senhor? Ao invés disso acusaram Moisés. Ao murmurar contra Moisés o povo estava murmurando contra Deus que o havia levantado como líder (Ex 16:18).

Diante daquelas dificuldades Moisés clamou ao Senhor. Sua oração foi ouvida e respondida de forma miraculosa: “E o Senhor mostrou-lhe um lenho que lançou nas águas; e as águas se tornaram doces; ali lhes deu estatutos e uma ordenação e ali os provou” (Ex 15:25).

A segunda necessidade básica que ameaçou o povo de Israel no deserto foi a falta de comida: Depois que partiram de Elim, onde, mais uma vez, murmuraram por falta de água Ex 15:24), os israelitas acamparam no deserto de Sim, que fica próximo ao Sinai (Ex 16:1). A Bíblia declara que ali todo o povo se rebelou contra Moisés e Arão. (Ex 16:2-3).

Passados 30 dias da saída do povo de Israel do Egito, esqueceram-se de que seus opressores os haviam tratado de forma degradante e desumana e começaram a elogiar o pouco de bom que havia no cativeiro: as panelas cheias de carne e a fartura de pão.

Mais uma vez dirigiram sua crítica a Moisés acusando-o de tê-los colocado naquela situação ameaçadora. O Senhor então, assim como preservou seu povo quando proveu água em Mara e em Meribá, agora provê o pão (maná) e carne (codornizes) em pleno deserto de Sim.

Os cristãos precisam confiar em Deus, para evitarem o pecado da rebelião.

Quando colocados à prova, os israelitas reagiram com agressiva murmuração. Por ser misericordioso, Deus intervinha e os abençoava. Mas, colocados à prova novamente, voltavam a murmurar contra Moisés e contra Deus. Por causa do pecado da rebelião, todos os que saíram do Egito morreram no deserto, sendo preservados apenas Josué e Calebe. (Nm 26:65).

Os cristãos precisam confiar em que Deus os preserva materialmente.

Quando Israel teve sede Deus lhes deu água (Ex 15:15-27); quando teve fome, Deus lhe deu comida diariamente; pela manhã caía o maná, o “pão do céu”; pela tarde vinham as codornizes a “carne do céu” (Ex 16:5). Para aquele que serve a Deus em obediência, mesmo nas horas mais difíceis, sempre haverá uma saída, porque Deus o preserva com bênçãos materiais.

Séculos depois, Cristo ensinaria a oração da preservação, dizendo: “(...) o pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” (Mt 6:11).

Os cristãos precisam confiar em que Deus os preserva espiritualmente.

No deserto, Deus determinou que, a cada dia, os israelitas buscassem certa quantidade de alimentos. Com esse procedimento, além de preservar a vida material, preserva também a vida espiritual de seu povo, pois o maná apontava para Cristo. O próprio Senhor Jesus afirmou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que Eu darei pela vida do mundo, é a minha carne” (Jo 6:51).

Nesse sentido, quando Jesus nos convida a orarmos pedindo: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6:11), está nos ensinando a pedirmos muito mais do que o “pão material”: também o “pão espiritual”. Assim como no deserto, o pão de um dia não era suficiente para o outro, nossa experiência com Cristo deve ser diária:

Todos os dias, temos de ir à fonte da vida. Comer a carne e beber o sangue de Cristo significa recebê-lo como Salvador e Senhor, de modo que a Sua vida se torne a nossa vida, e assimilar, em nosso coração, o seu amor e a sua graça.

O Senhor nos chamou para formar o seu exército:
O Israel de Deus. Para estes, aos quais o Senhor chamou, a preservação vinda de Deus vai além das necessidades materiais, pois a Palavra diz: “Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais.” (Lc 12:7) – “Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido.” (Gn 28:15) - “O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (II Tm 4:18).
A vida na terra torna-se cada vez mais difícil, mas o nosso Salvador está empenhado em preservar seu povo, pois Jesus garantiu: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4). Ele nos prometeu o permanente conforto da sua presença; portanto, podemos confiar nas providências divinas e depositar no Senhor a nossa fé.

Confie no Senhor! Certamente o seu pão e a sua água de cada dia não faltarão, porque o nosso Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas a nossas necessidades e nos levará a salvo para a Pátria celestial.



PCamaral

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