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A Suprema Lembrança


"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." (João 1:12-13)

*Rubinho Pirola


O dia hoje começou cedo com as suas pressões para além do normal: Mil coisas a fazer. Mas graças ao bom Deus, como uma brisa nova, fui lembrado de algo especial e que faz toda, mas toda a diferença.

Como todo santo dia em que somos pressionados pelas responsabilidades, por aquelas coisas do "se eu não fizer, se eu não isso, eu aquilo, como conseguir, etc...", hoje pude ouvir algo simples e quase sussurrado: "Você é meu filho!"

De todas as revelações, ciências e descobertas, nenhuma teve o impacto dessa declaração na minha vida, hoje repetida, sussurrada, entre todas as outras vozes interiores, acusações, medos, anseios e dúvidas... a lembrança que sou filho de Deus.

Alguém recebido, aceito pelo Pai, mas alguém agora feito um filho, tal como Cristo.

Me lembrei hoje, de todas as vezes que vemos repetir-se na Palavra, nos momentos cruciais da vida de Jesus, uma voz do céu, a reafirmar algo tremendo, lembrando a ele e os que estavam à sua volta: "Tú és meu filho!".

Foi assim no seu batismo, quando novamente a voz se ouviu a afirmar: "Este é o meu filho amado em quem tenho todo o meu prazer."

Foi assim na transfiguração de Jesus, postado entre a figura de Moisés o "tal" do tempo da Lei e o outro, o ícone de todos os profetas, Elias, uma vez mais a voz veio reafirmar: "Este é o meu filho amado, a ele ouví".

Foi assim também, pela boca de Pedro, quando afirmou pelos céus (mais do que pela sua humana compreensão e capacidade): "És o Cristo, o filho do Deus vivo".

Foi assim também, nos seus últimos e derradeiros instantes, quando pela boca de um centurião, ouviu-se um testemunho cabal: "Este era verdadeiramente o Filho de Deus".

Como em todo tempo do ministério de Jesus (e em especial na tentação no deserto) e como contra nós constantemente, o diabo tem feito e irá fazer, pelejando sempre para por em dúvida, "...se verdadeiramente" somos filhos de Deus, tenhamos isso em mente - nada pode ser maior que esta verdade. De todos os títulos, de todos os poderes, não há outro mais belo e mais fantástico: "Somos filhos de Deus, por meio de Cristo".

Podia Deus ter usado vários adjetivos, vários títulos, para nos nomear, todos dependentes, condicionais e frágeis, posto que seriam dependentes do nosso fazer, do realizar, do atuar,... mas preferiu esse, forte, definitivo, pois diz respeito à nossa identidade: Filhos!

Não que precise eu fazer algo para ser chamado e tratado como tal, implorando pela graça de alguém distante, o juíz togado, o líder máximo, o controlador da vida e do universo. Na verdade, é porque justamente somos filhos, que podemos, agora sim, realizar, empreender,... na presença, na suficiência e na companhia fiel do Pai.

E, porque somos filhos, somos chamados a andar com o Pai. Não como servos, que não conhecessem o coração do seu senhor, não como servos que não sabem se possuem algo e por isso, empreendem na expectativa de virem - ou não - receber algo (a paga, o salário pelo seu trabalho) mas filhos, certos da herança que já possuem, e que podem ir com confiança ao colo do Pai, e a dizer Aba, Pai!

Que o seu dia, como o meu hoje, possa ser cheio dessa santa convicção.
"Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo." Gl 4:4-7



Fonte: Rubinho Pirola


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