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Sobre Contos Infantis não tão infantis assim...

Sergio Giorgini Junior



No famoso conto infanto-juvenil de Hans Christian Andersen “A Nova roupa do Imperador” um rei, a nobreza de sua corte e todos os seus súditos são enganados por dois trapaceiros.

Aproveitando-se da gigantesca vaidade do soberano e gabando-se de fabricarem trajes esplêndidos e tecerem os tecidos mais lindos que existem (e que possuem a rara qualidade de parecerem invisíveis aos pouco inteligentes e aos inaptos para suas funções profissionais) conseguem convencê-lo que podem, apenas com este tecido mágico, elevar a qualidade de vida e a figura real a um novo patamar.

O rei, entorpecido pela vaidade, entrega tudo que é solicitado pelos trapaceiros. Estes fingem trabalhar e tecer no tear vazio, cortar e costurar ao vento. Todos que presenciam a cena, do seu primeiro conselheiro ao tratador de cavalos, temendo serem rotulados, afirmam ver o tal tecido e a vestimenta por eles a se coser. Inclusive o rei que, mesmo sem enxergar, ou sentir, o manto e as roupas reais, se dispõe a desfilar publicamente para exibir as tais tão majestosas vestimentas, afinal, não podia passar-se por tolo, que não era, simplesmente por não ver, ou sentir, os vestidos.

Na hora do desfile e após o rei estar completamente “vestido” com o figurino invisível os cortesãos, responsáveis por carregar o manto, se abaixam solenemente e, segurando o ar, caminham atrás do imperador com pompa e nobreza. Todos que nas ruas observam o cortejo real enaltecem a beleza, os padrões e as cores do tecido, além de seu excelente caimento. Ninguém via a roupa, mas não se atreviam a dizer coisa alguma.

Até que um garoto, em sua inocência, grita: - O rei esta nu! O rei está nu!

Mas mesmo assim a procissão continua, pois o cortejo (assim como o show) não pode parar.

Apesar de este ser um conto infantil tem uma mensagem profunda e muito real.

Sabe que muitas vezes eu tenho a impressão que muitos de nós, cristãos do século XXI, estamos dentro deste conto? É impressionante como ele retrata clara e fielmente a situação de crentes, ministros e ministérios, nestes nossos dias. Acho que poderia até chamar "A nova unção do Apóstolo" ou "O novo manto do Bispo". Deixa eu te mostrar os por quês desta impressão através de paralelos, das coisas comuns a ambos: (Quando digo invisíveis, aqui e em qualquer local deste texto a partir daqui, quero me referir à ausência de evidência, de eficácia de transformação pessoal, familiar, social ou espiritual e não à incapacidade de algo ser percebido através da luz, o fenômeno físico que possibilita a visão)

1- Existem vendedores de tecidos invisíveis

Como no conto, existem pessoas e ministérios prometendo mantos, coberturas, e afins, ditos maravilhosos, inigualáveis, a um preço determinado e que são absolutamente invisíveis. Quantos ministros têm vendido a idéia de uma vida e de objetivos que não são biblicamente reais? Quantos ministérios estão oferecendo a seus membros um ensinamento ineficiente, que não é a eficaz e quiçá alcançável? Infelizmente vemos mercadores de ilusão que, se valendo das fragilidades da vida, de pessoas prisioneiras de seus vícios, reféns de padrões e cobiças mundanas, de modelos satânicos, vendem-lhes soluções que não solucionam, quebras que não quebram, veredas que não levam a lugar algum, e que servirão apenas para encher seus bolsos, gasofilácios ou egos.

2- Existem muitos que “vêem” a roupa invisível

Nesta categoria vemos dois tipos de pessoas. As que são ingênuas por serem débeis de entendimento e as que são omissas por qualquer que seja o motivo.

O primeiro grupo é composto de pessoas dedicadas e compromissadas, submissas a autoridades e operantes, mas que não alcançam uma transformação de seu estado de fragilidade em muitas situações de sua vida. Pessoas que não são livres, não se sentem plenas, não estão satisfeitas. Com sinceridade de coração agem por temor a Deus sofrendo do medo de homens que habilmente manipulam as escrituras com este propósito final. Estes são desculpáveis por serem incapazes de ver e entender. Realmente não enxergam.

Por outro lado, o segundo grupo, os que vêem e estão calados pela conveniência de permanecerem em silêncio. São aqueles que receberam a capacidade de ver, que foram agraciados, mas se mantêm em silêncio por que é conveniente, porque temem ser taxados. Na verdade protegem seu status, sua honra e notoriedade, não o Rei ou o Reino. Estes do segundo grupo são covardes e omissos, pois têm a capacidade de ver e de sua visão dependem os que são do primeiro grupo.

Esta covardia é a responsável final da exposição de qualquer nudez, principalmente a do Rei. Expõe a ignorância do povo ignóbil, a covardia dos sábios, a vaidade dos lideres. Expõe, afinal, toda sorte de nudez, menos a de caráter dos mercadores de tecidos invisíveis.

3- Existem poucos, bem poucos, garotos gritando

Os poucos meninos que ousam gritar e proclamar a nudez real são rotulados de hereges ou, com boa vontade, inocentes ou imaturos pelos outros envolvidos no negócio. Somente se esquecem estes acusadores de que, como ensinou Nosso Senhor, o Reino de Deus é dos tais meninos.

"Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos...vir a mim, porque dos tais é o Reino de Deus" Mt. 19:14

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Comentário PC@maral

Muitas vezes sou pego de surpresa com comentários sobre esta ou aquela igreja que promove curas e milagres em "escala industrial". “Os milagres acontecem, eu vi!” Declara entusiasmada uma irmã, fã de um determinado “apostolo”.

Sabemos que Jesus Cristo cura, liberta e salva, e que seu poder é ilimitado e ultrapassa o entendimento humano, [restrito a percepção deste mundo material], mas temos a obrigação de lembrar de seus ensinos. Das orientações dadas através de seus discípulos e apóstolos, e que nos servem de parâmetro para “julgar”. Sim! Julgar a profecia, o profeta e o milagre. Pois, se esta prerrogativa não nos fosse dada seriam incontroláveis as manifestações “do Espírito” sem nenhuma base Bíblica.

Seria dito a nós, a mesma frase do alfaiate do conto acima transcrito, só que de modo contextualizado:
"Dois crentes afastados por rebelião em sua igreja se fazendo passar como se fossem homens de Deus, se intitulando “apostolo” e “pastor” abrem, em uma certa cidade um ponto de oração, onde, muitos supostos milagres acontecem. Para validar os sinais eles usam de esperteza e declaram “profeticamente” que: “Só os que tem muita fé em Deus, não só recebem, como vêem as bênçãos e os milagres aqui realizados”.

O ponto de pregação cresce, e logo alugam um enorme salão e multidões seguem aquele ministério “tão poderoso”. Quem tenta denunciar a farsa, com provas bíblicas e até materiais é tido como “herege” e “não espiritual” e “perseguidor” daquela “igreja” tão poderosa.

Afinal, os milagres acontecem ou não? Não é visível a manifestação de Deus?"
Muitos sabem do engodo em que se meteram, mas não denunciam, pois tiram vantagens da mentira coletiva. Estes amam mais o mundo do que as coisas de Deus. E o que denuncia toda essa vergonha e falta de caráter é condenado como mentiroso, perseguidor, invejoso, pobre das bênçãos de Deus.

Jesus cura? SIM! Jesus liberta? SIM! Mas estes não são os principais motivos da primeira vinda de Cristo.

Cristo veio para curar o homem da enfermidade maior que o leva para a morte eterna, a saber: o PECADO!

Cristo veio para libertar o homem da maior escravidão imposta a ele, a saber: A escravidão do PECADO!

Cristo veio salvar seu povo dos pecados dele (Mateus 1:21).

Quer entrar na vida eterna? Segue a Jesus Cristo. Quer esteja são, esteja doente, maneta, perneta, cego, falido ou com a maior de todas as enfermidades, ou até mesmo esteja preso cumprindo pena ou internado em um hospital, entra na vida eterna assim!

Porque lá nos será dado um novo corpo! Incorruptível, novinho em folha, não haverá mais choro, nem angustia, nem doenças ou enfermidades, seremos perfeitos como Jesus Cristo É!

Não corra atrás de bênçãos, seja tu uma benção!

Não se deixe enganar pelas palavras doces destes homens que pervertem o evangelho da verdade. SIGA somente Jesus. Ouça as palavras de Jesus Cristo!

E grite de verdade, como meninos, que enxergaram a falcatrua, pois não estavam com as suas mentes corrompidas pela dissimulação do “alfaiate”, “apóstolo” “bispo” “pastor” semi-Deus”.

PC@maral


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Fonte: Sergio Giorgini Junior - Altar de Pedra

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