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Homens de Deus - Martyn Lloyd-Jones

Renato Vargens
Série: Homens de Deus - Parte III - Martyn Lloyd-Jones



Alguns homens de Deus nos marcam substancialmente, outros transformam nossas vidas. O Dr. Martyn Lloyd-Jones é um destes. Confesso que o Doutor, como carinhosamente era chamado, influenciou o meu modo de enxergar a vida. Seus livros foram e são o que mais de importante temos na literatura evangélica mundial.

Outro dia estava pregando numa igreja fora da minha cidade, quando reparei na mesa do pastor todos os livros do Dr. LLoyd-Jones. Ao olhar aquela preciosidade comentei com meu anfitrião: Que maravilha estes livros! E ele me respondeu: É bom? Ganhei esses livros há alguns meses e nunca tive curiosidade de ler.

Caro leitor, este pastor é líder de uma igreja com mais de 3 mil membros e nunca tinha ouvido falar de Martyn Lloyd-Jones. Ora, sinceramente fico a pensar o quão diferente a Igreja Brasileira seria se em vez de ter lido Kenneth Hagin, Benny Hinn, David Young Cho, Rebeca Brown, T.L. Osbourn, Peter Wagner, entre outros, tivesse lido os livros do doutor.

Ora, O Dr. Martyn Lloyd-Jones foi provavelmente o maior pregador Britânico do século vinte. O seu ministério em Westminster Chapel e os seus escritos grangearam-lhe respeito e admiração em todo o mundo. Ele teve uma influência decisiva em muitos indivíduos e no evangelicalismo como um todo.

O Dr. Lloyd-Jones era famoso pelo seu estilo expositivo na pregação, e nos cultos de Domingo de manhã e à noite, em que ele pregava, eram atraídas centenas de pessoas, como também nos estudos Bíblicos às sexta-feiras que eram sermões no mesmo estilo. Ele levava muitos meses – mesmo anos – a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinquenta minutos, uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres. Os seus sermões também eram transcritos e impressos praticamente literalmente, sendo lidos com avidez pelos que gostavam das suas pregações.

Uma das suas contribuições para o movimento evangélico atual foi sua crítica ao secularismo/mundanismo, isto é, a tendência da Igreja de tornar-se semelhante ao mundo. Assim como os israelitas (que deveriam ser luz para os gentios) precisavam ser diferentes dos gentios em sua maneira de vestir, enfeitar-se, comer, praticar sua religião e outros aspectos culturais, a Igreja não deve vestir o manto do mundanismo nem mesmo a pretexto de atrair novos crentes: "Nosso Senhor atraía os pecadores porque Ele era diferente". Aproximavam-se dEle porque sentiam haver nEle algo diferente... E o mundo sempre espera que sejamos diferentes, ensinava o doutor.

Lloyd-Jones dedicou grande parte do final dos seus dias à publicação de livros e a visitar pequenas igrejas, encorajando-as. A maioria dos seus títulos traduzidos para o português foram publicados pela editora PES (Publicações Evangélicas Selecionadas).

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Fonte: Renato Vargens

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