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A Igreja não pode ser refém dos crentes.


No capítulo 6, do evangelho de João, Jesus se revela como o Pão vivo que desceu do céu, e que todo aquele que vai a ele não terá fome, e todo aquele que crer nele nunca mais terá sede, bastando para isso que creiam que ele é o Filho de Deus enviado ao mundo para salvá-lo.

Os discípulos não compreendiam o que o Mestre estava falando. Os lideres religiosos ouvindo essas palavras, murmuravam entre si e freqüentemente pediam que Jesus lhes provasse porque ele era melhor do que os profetas que o antecederam. Então, Jesus fez uma alusão ao maná que os antepassados judeus receberam no deserto, na época de Moisés (Êxodo 16).

Este pão era material e temporal. O povo comeu e foi sustentado fisicamente por um dia. Porém, necessitavam de mais pão a cada dia; e o pão não era capaz de evitar que morressem. No entanto, Jesus, que é muito maior que Moisés, ofereceu a si mesmo como Pão espiritual do céu, que satisfaz completamente a nossa fome e nos leva à vida eterna.

Comer o pão vivo significa aceitar a Cristo em nossa vida e unirmo-nos a Ele de duas maneiras: Crendo em sua morte (o sacrifício de seu corpo) e em sua ressurreição, e, consagrando-nos para viver como Ele ordena na dependência de seu ensino para a nossa orientação e na confiança de que o poder do Espírito Santo está e estará presente em nossa vida.

Quando Jesus disse que quem não comesse da sua carne e não bebesse do seu sangue “não teria vida em si mesmo” (parafraseando) os discípulos se escandalizaram e disseram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6: 60). Todos foram embora, abandonando o Mestre.

Jesus pergunta, então, aos doze que ficaram: “Quereis vós também retirar-vos?” (Jo 6: 67). E Pedro responde por todos: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus”. (Jo 6: 68-69).


A Salvação pertence a Deus! Somente a Ele!

O que as pessoas não queriam aceitar, eram as exigências de lealdade e obediência a Cristo. Logo, para se protegerem da mensagem rejeitam o mensageiro.

Se olharmos para nós mesmos com um olhar critico, podemos constatar que não temos grandes diferenças, tanto,em relação aos discípulos quanto aos sacerdotes da época de Jesus. Assim como eles, não desejamos ouvir verdades sobre nosso caráter ou comportamento. Verdades assim doem, e nos obriga a uma reação. Alguns optam por reagir negativamente, afastando-se, como fez a multidão. Uma minoria compreende, assume o erro, a falta de fé, e arrependida, reconhece que Jesus tem Palavra de Vida Eterna. E que, somente Ele é capaz de nos sustentar e de nos salvar.

A mensagem dada por Jesus era chocante, comer o corpo e beber o sangue pode parecer canibalismo, mas a mensagem era uma alegoria. Jesus se referia a sua vida, que deveria tornar-se a vida de seus discípulos, contudo, eles não conseguiram compreender este conceito.

Durante todo tempo em que ficou conosco, Jesus se reuniu com as pessoas, pregou para grandes multidões, treinou os seus discípulos e debateu com líderes religiosos. A mensagem de que ele é o Filho de Deus provocou uma reação confusa. Alguns o adoraram, outros ficaram perplexos, uns retrocederam e outros tantos ficaram em silencio.

Presenciamos as mesmas reações variadas no nosso dia a dia. Os tempos são outros. Muita coisa mudou no mundo, mas o coração das pessoas continua endurecido. Que possamos reconhecer-nos nesses encontros que Jesus teve com o povo daquela época. E que a nossa reação, não seja oura, a não ser adorá-lo e segui-lo. Comer da sua carne e beber do seu sangue.


Fonte:
Pb Paulo Cesar Amaral

Notas:
Bíblia de estudo Aplicação Pessoal CPAD



Um comentário:

  1. Excelente!

    Estou cansado de ouvir aquele tipo de apelo: Dá uma chance pra Jesus!

    É Cristo que está nos dando uma chance.

    Ele sem nós, continua sendo Deus. Nós sem Ele, somos coisa alguma.

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