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Ah, se não fosse o Senhor!

Por José Lima de Farias Filho

Este é um momento apropriado para refletirmos sobre alguns acontecimentos do ano que se encerra. E um dos textos sagrados que nos inspira nesta tarefa é o Salmo 124. Nele, Davi apresenta Deus como nosso protetor e libertador.

O ano foi marcado por uma gigantesca crise econômica. Todos os países foram afetados. Uma crise econômica dessa dimensão tem efeitos em todas as demais esferas da vida humana. Um enorme gigante que a humanidade teve de enfrentar.

Quando Davi escreveu o Salmo 124 também enfrentava uma grave crise em Israel. Um conflito internacional imenso estava à frente do povo de Deus. Os filisteus se levantaram com força para destruir Israel, varrê-lo do mapa. Eram inimigos mortais, sanguinários, impiedosos, prontos a moer seus adversários.

Outrora, Saul os havia imposto derrota humilhante. Todavia, a desobediência e o desvio espiritual daquele rei resultou em terrível derrota de Isarel, com a morte de Saul e de Jônatas, numa das revanches mais chocantes narradas no Antigo Testamento. Desde então os filisteus machucavam, humilhavam, pilhavam, castigavam, oprimiam os israelitas.

Foi nessa situação de iminente desintegração do povo de Deus que Davi foi convocado a restabelecer e restaurar Israel. Os filisteus souberam que Israel tinha Davi como rei. Lembraram-se da humilhante derrota que sofreram quando seu gigante foi destruído com uma pedrada na testa por aquele menino que agora era homem e rei. Era como um espinho atravessado na garganta. O ódio era visível nos rostos e nos músculos. Israel tinha que ser destruído definitivamente.

A impotência humana e a força de Deus

Davi tinha o exército mais treinado da época. O Antigo Testamento destaca os soldados israelitas dos demais. Eram extremamente habilidosos no manejo de armas e nas estratégias de guerra. Eram experientes e tinham no curriculo vitórias grandiosas contra seus adversários. Contudo, a Bíblia diz que Davi "não confiava em suas próprias forças".

Ciente da finitude humana, da impotência e da fragilidade dos homens em meio às situações graves da vida, Davi apresentou-se para a batalha decisiva. A postos no Vale de Baca, o maior rei de Israel viu o sanguinário adversário surgir no topo do monte rumo ao vale. Ele viu os filisteus avançando contra os israelitas como abelhas no mel, como gafanhotos nas folhagens, incontáveis e incontroláveis.

Davi viu que não teria a menor chance. E ao ver a iminente derrota, o rei se lembrou de tempos passados, quando em situações extremamente adversas o Senhor lhes dera a vitória sobrenaturalmente. Foi lembrando desses momentos gloriosos, que Davi expressou-se emocionado:
"Não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, Israel que o diga; não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, e nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós; as águas nos teriam submergido, e sobre a nossa alma teria passado a torrente; águas impetuosas teriam passado sobre a nossa alma". (124: 1-5)
Os filisteus chegaram bem perto, sacaram os arcos e as flechas. Mas o Senhor agiu com barulho, alarido e poder, e destruiu, mais uma vez, os inimigos de seu povo. Então Davi encheu o pulmão, abriu a boca e declarou:
"Bendito o Senhor, que não nos deu por presa aos dentes deles. Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres. O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador do céu e da terra". (124:6-8)
Deus é nosso protetor e libertador

Quantas vezes você se viu em situações adversas? Quantas vezes se sentiu impotente, frágil, inseguro diante do problema gigante que se abateu sobre seu ministério, sua família, sua fé? Filisteus modernos e ferozes tentaram abocanhar, destruir sua vida?

Você sabe muito bem quem são esses gigantes. Pode ser o seu chefe, que nunca leva em conta suas falhas, que é incapaz de dialogar, que é sempre indisposto com você e com seu Deus. O filisteu pode ser o marido violento, o professor insensível, o pai alcoólatra, a mãe insensata, o filho viciado em drogas, o pastor carnal, o vizinho traficante, a falta de afeto e de compreensão.

Ah, nessas horas, nesses dias, se não fosse o Senhor... Você teria sido tragado vivo. Quando o monstro afiou os dentes e abriu a boca, o Senhor apareceu e destruiu o filisteu maligno, pois não há nada que possa abater você se o Senhor estiver ao seu lado como protetor.

Lembra-se quando vieram as cachoeiras, as corredeiras de problemas? Você teria sido afogado. Você teria ido ao encontro do abismo. Você teria despencado ladeira abaixo. As águas impetuosas teriam arrastado você. Você não teria a menor chance de chegar ao final do ano.

Lembra-se dos momentos das dívidas? Lembra-se daquela doença letal? Lembra-se quando foi deixado sozinho? A solidão iria corroer a sua alma. Quando todas essas coisas se ajuntaram contra você, não havia como escapar. Todavia, em meio ao grande turbilhão, em meio ao grande dilúvio, apareceu a poderosa mão do Senhor e o libertou. Ah, se não fosse o Senhor! Aleluia!

Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres. O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador do céu e da terra.

Esteja certo de uma coisa: os gigantes e as torrentes virão em sua direção outra vez. Você só tem uma chance de vencê-los: tendo Jesus ao seu lado. Tenha Deus próximo, ou melhor, dentro de você, em comunhão constante, tendo-o como protetor, mentor, companheiro.

Para ter o Senhor sempre ao lado, busque coisas sérias e santas, projetos nos quais Deus possa participar com você. Procure atuar em áreas onde a paz e a justiça expressem o caráter de Deus. Faça coisas com as quais o Senhor se deixa associar.

Agindo assim, você verá que quando o monstro se aproximar, quando os abismos aguacentos chegarem, o Senhor aparecerá e mostrará que é maior que o chefe opressor, maior que o marido violento, maior que o professor insensível, maior que o pai alcoólatra, maior que a mãe insensata, maior que o filho viciado em drogas, maior que o pastor carnal, maior que o vizinho traficante, maior que a falta de afeto e de compreensão, pois o nosso socorro está em o nome do Senhor, criador do céu e da terra.

Amém!


***

Texto de autoria do pastor José Lima de Farias Filho e adaptado por Paulo Cesar Amaral para o blog PCamaral.

Um comentário:

  1. Em momentos de adversidade, eu me lembro da música do irmão Lazaro, Ainda bem que eu vou morar no céu! Fique na paz de Cristo.

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