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Espírito Santo – Deus que vive na Igreja

Hermes Pereira Brito


“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados”. (At 2:1-2 – RA)

Além de crermos na pessoa Espírito Santo, cremos também em sua atuação, e a experimentamos em nosso viver diário. Assim como um corpo, sem espírito, não tem vida, sabemos que uma igreja sem o Espírito Santo, também é morta. E, a exemplo de Jesus, que desenvolveu todo o seu ministério no poder do Espírito (Lc 4:14), é que a igreja deve desenvolver o seu! Por isso, antes de a igreja sair para o mundo, Cristo prometeu que lhe mandaria o Espírito Santo! Ele disse, antes de sua ascensão: “Ficai na cidade até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24:49). Somente por meio do poder e da morada da pessoa do Espírito Santo é que os discípulos seriam capazes de testemunhar Cristo ao mundo! É justamente o cumprimento desta promessa que encontramos registrado em Atos 2. O Espírito Santo veio!

Depois deste dia, ele nunca mais deixou a igreja. Ele vive na igreja. O Espírito de Deus habita em nós, em cada crente! (cf. I Co 3:16; 6:19). Esta é uma realidade indiscutível. Por isso, nesta oportunidade, iremos meditar sobre a natureza deste Deus. O texto de Atos, capítulo 2, versículos 1 e 2, tem algumas informações sobre a natureza do Espírito Santo: Deus que vive na igreja. Vamos destacar cinco delas. Vejamos a primeira.

I. O DEUS QUE VIVE NA IGREJA É MISSIONÁRIO

O segundo capítulo de Atos, conforme já mencionamos, relata a chegada do Espírito Santo. Ele veio (At 2:2)! Agora, uma coisa precisa ficar bem clara. O Espírito Santo já estava ativo e operante, antes do Pentecostes. Na criação (Gn 1:1-2); durante o período do Antigo Testamento (Jz 6:34; I Sm 16:13, etc.) e em todo o ministério de Cristo (At 10:38), podemos vê-lo agindo! Agora, depois do evento do pentecostes, duas coisas iriam ficar diferentes: 1) o Espírito começaria a habitar nas pessoas e, não somente a vir sobre elas; e 2) sua presença seria permanente e não apenas temporária. Jesus disse aos seus discípulos: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, para que fique para sempre convosco” (Jo 14:16).

Pois bem, quando foi que o consolador chegou? Essa informação é muito importante. Antes de ser ascenso aos céus, quando se referiu ao evento que marcaria a vinda do Espírito, Jesus disse que aconteceria dentro de poucos dias (At 1:5). Notem que ele não cita nem a data e nem a hora. O momento seria de¬finido por Deus. E, enfim, de acordo com o que disse Jesus, o Espírito chegou alguns dias depois: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes” (At 2:1). Agora, preste atenção na expressão “o dia de Pentecostes”. A pergunta agora é: porque o Espírito Santo não veio imediatamente após a ascensão de Jesus, mas só no dia de pentecostes?

Precisamos pensar um pouco sobre isso. Esta informação não pode passar despercebida. Ela nos revela algo sobre a natureza do Espírito Santo, Deus que vive na igreja: ele é missionário. Não foi sem razão que o Espírito Santo veio exatamente durante essa importante festa dos judeus. A vinda no dia de Pentecostes não foi acidental, mas proposital. Não foi coincidência, mas providência! Jesus disse que o Espírito Santo viria para glori¬ficá-lo (Jo 16:14) e para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8). O dia de Pentecostes, com toda certeza, era a ocasião apropriada para realizar estas coisas. E, a razão para isso é simples. Jerusalém ficava abarrotada de pessoas neste dia! Dentre todas as festas do calendário judaico, o Pentecostes era a mais fortemente frequentada.

Os perigos durante as viagens, devido às más condições do tempo, no início da primavera e no fim do outono, impediam as pessoas de irem à capital, Jerusalém, durante as festas da páscoa e dos Tabernáculos. Isso não acontecia na época do pentecostes; em que, as condições atmosféricas favoreciam as viagens, tanto por mar quanto por terra. Portanto, durante esta festa, Jerusalém recebia, judeus e gentios, tantos da Juéia como de todas as outras nações da terra, mais do que em qualquer outro período do ano. O Espírito também veio na ocasião certa!

O discurso de Pedro foi proferido para uma platéia internacional, o que resultou numa colheita mundial de novos cristãos, que levaram a sua nova fé em Jesus para todas as partes do mundo de então! O trabalho missionário do Espírito Santo foi extraordinário! Naquele dia, quase três mil almas se converteram e levaram de volta para suas terras a mensagem do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Quase três mil almas levaram consigo o Espírito Santo dentro dos seus corações! O resultado foi fantástico!

Quisera Deus que esse caráter missionário do Espírito Santo influenciasse a todos nós, aqui, nos dias de hoje. Vivemos em partes diferentes do nosso país e do mundo. Estamos num contexto totalmente diferente do contexto do dia de Pentecostes. Entretanto, oremos para que o Espírito faça com que a chama missionária arda em nossos corações!

Aleluia! Faz isso em nós, Senhor!

Essa é a primeira informação sobre a natureza do Deus que vive na igreja: ele é missionário. Vamos agora à segunda.

II. O DEUS QUE VIVE NA IGREJA É IMPREVISÍVEL

Segundo o dicionário, algo ou alguém imprevisível é algo ou alguém que não se pode prever. O texto de Atos capítulo 2, nos mostra que o Deus que vive na igreja é assim. Seus movimentos não podem ser calculados e a sua agenda não pode ser controlada por nós. Onde podemos encontrar essa verdade revelada? Confira, em sua Bíblia, o início do versículo 2. O texto inicia-se assim: “De repente...” Esta expressão é significativa e esclarecedora. Ela é a tradução da palavra grega áphno, que é um advérbio e pode significar, também: “repentinamente”, “de surpresa”, “de forma inesperada”.

Áphno se repete apenas três vezes em todo o Novo Testamento. Uma dessas repetições aparece em Atos, capítulo 16, versículo 26. Nesta ocasião, Paulo e Silas estavam na cidade Filipos. Depois de serem espancados, eles foram colocados na prisão e acorrentados aos pés de um tronco. Por volta da meia-noite, enquanto eles cantavam, o versículo 26 diz: “De repente, houve um terremoto tão intenso que os alicerces do cárcere foram abalados”. Da mesma maneira que Paulo, Silas e os outros presos não esperavam que um terremoto acontecesse. No dia de Pentecostes, os 120 reunidos no cenáculo também não sabiam que o Espírito viria naquele momento. Ele chegou de surpresa!

O Deus que vive na igreja é imprevisível! Ele vem “de repente”. Age quando não esperamos. Sua agenda não é humana, mas celestial. Seu tempo não é o nosso tempo. Sua maneira não é a nossa maneira. Nós não podemos marcar o dia, o mês, ou o ano para o Espírito Santo agir. Não existe “programação certa”; ele age quando e como lhe apraz! E, entenda bem o que estamos afirmando. Não estamos, com isso, dizendo que não devemos fazer programações, que não precisamos organizar os nossos cultos, devemos sim! "... tudo deve ser feito com decência e ordem" (I Co 14:40). Mas, estejamos preparados para ser surpreendidos! Ele é imprevisível, age na hora que ninguém espera.

Outro detalhe deste texto, que mostra esta verdade, é o final do versículo 2. Confira o texto: “...e encheu toda a casa onde estavam assentados”. De que maneira eles estavam? Leia de novo o texto: ...assentados. Eles não estavam de joelhos, com as mãos para cima. Tem muita gente pregando que existem posições sagradas. Irmãos e irmãs, o Deus que vive na igreja é imprevisível, porque age na hora que ninguém espera e do jeito que ninguém espera!

O Espírito de Deus veio quando eles estavam assentados para dizer que não existe postura sagrada. “Deus olha o coração. Ele não se impressiona com os nossos gestos nem com as nossas formas pomposas de culto”.

O Deus que vive na igreja não é cerimonialista e nem ritualista. No Pentecostes isso é enxergado claramente. O que importa para Deus é um coração quebrantado e contrito. Por isso, rasguemos o nosso coração e não as nossas vestes (Jl 2:13), na presença deste Deus! Conforme dissemos, o Espírito Santo é imprevisível. Se quiser, ele pode nos encher com o seu poder hoje. Agora! E, apesar de não sabermos e não podermos prever quando ele agirá, sabemos de uma coisa: será maravilhoso! Creia! Ele já vive em nós e, a qualquer momento, pode nos fazer transbordar com o seu poder. Por isso, de pé, ajoelhados ou sentados; clamemos: cobre-nos com teu poder, ó Espírito Santo!

Até agora, já vimos duas informações sobre o Deus que vive na igreja: ele é missionário e imprevisível. Vamos agora a terceira.

III. O DEUS QUE VIVE NA IGREJA É GLORIOSO

O versículo 2 do capítulo de Atos que estamos estudando, nos dá um indicativo claro de que o Espírito Santo é glorioso em sua procedência. Veja a parte “b” do versículo: “...veio do céu”. O Espírito Santo não veio da terra, não é da terra; ele veio do céu! É do céu! Do alto! Existem religiões, como o budismo, por exemplo, que pregam e ensinam que o poder que o ser humano precisa vem de dentro. “As religiões orientais, A Nova Era, a Confissão Positiva dizem que o homem tem poder, e a sua necessidade é acordar esse poder latente dentro dele”. Todavia, o Pentecoste ensina que o poder que o ser humano precisa não procede de dentro dele, é do alto! Do céu!

Um outro fator importante a ser observado nesta expressão, é que o fato de o Espírito Santo ter vindo do céu, também é um indicativo claro de sua divindade. Ele é Deus. Não podemos confundi-lo com uma energia, uma força, ou coisa do tipo. Nos dias atuais, existe, na igreja, muita confusão em torno do Espírito Santo.

Muitos o estão tratando como se ele fosse apenas um poder, que fica, constantemente, à disposição dos crentes. Quando estes clamam, esse poder lhes obedece e aparece. Entendido dessa forma, o Espírito Santo é negado como um ser pessoal e divino. As Escrituras Sagradas não ensinam isso. Ao contrário, a Bíblia mostra que o Espírito Santo é tanto uma pessoa, quanto é Deus. Ao examinarmos a Palavra de Deus, percebemos claramente que o Espírito Santo possui características pessoais. Vale a pena dizer que características pessoais não têm nada haver com corporeidade (mãos, olhos, etc.), mas, antes, com qualidades, tais como: inteligência, sensibilidade e vontade. O Espírito Santo têm todas estas características:

1) Ele “guia”: O Espírito Santo disse a Felipe: Avance e caminhe ao lado da carruagem (At 8:29 – BV).

2) Ele se “entristece”: E não entristeçais o Espírito Santo (Ef 4:30).

3) Ele “fala e escolhe”: Enquanto cultuavam o Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: Separai-me Barnabé e Saulo para obra para o qual os tenho chamado (At 13:2).

4) Ele “intercede”: O Espírito Santo nos ajuda em nossos problemas diários e em nossas orações (Rm 8:26 - BV).

Todos estes textos fortalecem e comprovam que o Espírito Santo é uma pessoa. As Escrituras também ensinam que o Espírito Santo é Deus, pois várias qualidades que só são empregadas a Deus lhe são próprias, tais como: eternidade, onipresença, onisciência, onipotência, liberdade, santidade, e etc. Um dos textos mais claros no que diz respeito a deidade do Espírito Santo, se encontra, no livro de Atos. No capítulo 5, versículo 3, na pergunta de Pedro a Ananias, ele afirma: “...mentisses ao Espírito Santo”. E, no versículo 4, o apóstolo completa: “...não mentiste aos homens, mas a Deus”. Portanto, fica claramente evidenciada, nestes versículos, a deidade do Espírito Santo.

Entender esta verdade deve nos encher de temor e tremor! O Deus que vive em você é glorioso! Ele não é da terra, é do céu! Agora; veja que coisa interessante: mesmo sendo Deus, Todo-poderoso, O Espírito Santo veio (At 2:2). “Veio” para habitar na vida de pessoas simples, reunidas num cenáculo. “Veio” para ficar. “Veio”, e é Deus; é um ser pessoal, e deve ser respeitado como tal. “Veio” mesmo sem merecermos! “Veio” para cumprir a promessa do Pai. “Veio” para cumprir o que disse Jesus! “Veio” e habita nos nossos corações! “Veio” e está no nosso meio! “Veio” e vive em nós! Glórias a Jesus!

Conforme estamos estudando, o Deus que vive na igreja é missionário, imprevisível e glorioso. Passemos agora a analisar sua quarta característica.

IV. O DEUS QUE VIVE NA IGREJA É MISTERIOSO

A linguagem simbólica tem a grande vantagem de transmitir muito conteúdo com poucas palavras. Quase todos nós estamos acostumados com ela. A Bíblia Sagrada, em diversas ocasiões a utiliza. Podemos encontrar um exemplo disso no texto de Atos capítulo 2. Quando Lucas, o autor de Atos, descreve o evento do Pentecostes ele diz: “De repente, veio do céu, um som, como de um vento impetuoso” (v. 2). Observe, que a vinda do Espírito foi comparada com um “vento impetuoso”. O Espírito Santo não é um vento e nem veio em “forma” de vento. Todavia, o som ouvido, por ocasião da vinda dele, era um barulho semelhante a um vento soprando muito forte (At 2:2 – KJV).

Barulho de vento, e não vento. Lucas faz uma comparação. Jesus também já havia feito uma comparação neste sentido. O vento é um dos símbolos do Espírito Santo. Jesus disse: “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (Jo 3:8). De acordo com o que já afirmamos, uma das grandes vantagens da linguagem simbólica, é que ela diz muito, com poucas palavras. Qual é, então, o grande ensino contido na simbologia do Espírito Santo sendo comparado ao vento? Para respondermos esta pergunta, pense um pouco no vento. Ele é misterioso, ninguém sabe de onde vem, ninguém sabe para onde vai. Pois bem, em linhas gerais, este é o principal ensino contido nesta simbologia.

O Deus que vive na igreja é misterioso! “O Espírito Santo não deixa pegadas na areia”. Por mais que tentemos estudar ou montar resoluções sobre ele, não conseguiremos dizer tudo o que o Espírito é, e faz. As resoluções estarão sempre incompletas! Todavia, não obstante ser misterioso, ele é real! O vento é real. Nós não o vemos, mas podemos senti-lo. Podemos contemplar os efeitos do vento. Arvores balançam, rios e mares se agitam, bandeiras drapejam e etc.

Apesar de não conseguirmos ver o vento, temos a certeza: ele está presente. Assim é o Espírito de Deus. Ele está presente! É real! E, assim como não se pode deter o vento, ninguém pode deter o Espírito Santo. O próprio texto de Atos nos mostra isso. Confira novamente em sua Bíblia. Qual é a característica atribuída ao vento? O texto diz: “um vento impetuoso...” (At 2:2). O Espírito Santo é como um vento “impetuoso”! Ele não pode ser domado. É livre e soberano. Não se prende a agenda dos homens. Não pode ser domesticado. Não cede diante de pressões.

Faz tudo como lhe apraz. Tudo de acordo com a sua vontade. Sopra onde quer! Sopra em quem desejar! “Muitas vezes, ele sopra onde jamais sopraríamos e deixa de soprar onde estamos soprando com toda a força”. O Espírito Santo é como o vento, sopra onde quer. Ele é misterioso. Se quiser pode soprar sobre nós hoje, com toda a força. Por ocasião do Pentecostes, os discípulos oravam de forma unânime. Oravam em harmonia; oravam como uma linda sinfonia; e o Espírito veio sobre eles. Unamos as nossas vozes nesta oportunidade. Não desanimemos! Peçamos a todo o momento a Jesus, que o vento do Espírito sopre sobre nós. Sopre sobre as nossas famílias! Sopre sobre os nossos casamentos! Sopre sobre os nossos filhos! Sopre sobre os nossos ministérios! Sopre sobre a Igreja! Vem ó Espírito! Vem ó Espírito!

Até agora já estudamos, quatro características da natureza do Espírito Santo: Ele é missionário, imprevisível, glorioso e misterioso. Vamos agora para a última.

V. O DEUS QUE VIVE NA IGREJA É IMPARCIAL

Segundo a definição dos dicionários, uma pessoa imparcial é aquela que age com imparcialidade, que não privilegia um em detrimento do outro. Assim é o Espírito Santo. Imparcialidade é uma característica que, podemos sim, dizer que faz parte de sua natureza. O Deus que vive na igreja é livre de preconceito, não faz acepção de pessoas. Ele ama a todos, capacita a todos e veio para todos! Onde podemos constatar isso? Veja, o final do versículo 2, de Atos capítulo 2: “...e encheu toda a casa”. Preste atenção na palavra “toda”. Ela é esclarecedora aqui. Não foram só alguns; “todos” foram cheios do Espírito Santo nesta oportunidade!

O Espírito Santo não veio para privilegiar uma classe especial de pessoas. Essa verdade fica mais evidente, quando pensamos nas pessoas que estavam presentes no cenáculo, por ocasião da vinda do Espírito. Ele encheu toda casa. Mas, quem são as pessoas estavam ali? É importante pensarmos nisso. Será que todos aqui, diz respeito somente aos doze apóstolos?

Acompanhe comigo a leitura do capítulo primeiro de Atos, versículos 14 e 15: “E, unidos, todos se dedicavam a oração, juntamente com as mulheres (...)”. Naqueles dias, estavam ali reunidas cento e vinte pessoas. Por isso, afirmamos, não foram somente os doze que receberam o Espírito Santo! Cento e vinte pessoas participaram desta alegria! A vinda do Espírito, no dia de Pentecostes, rompeu alguns paradigmas. Em primeiro lugar, o Pentecoste rompe com o preconceito social e mostra que o Espírito Santo é para o negro, para o branco, para o rico, para o pobre, para o adulto, para a criança, para o homem, para a mulher, para o idoso, para o jovem, para o letrado e para o analfabeto. Aleluia! Ele é imparcial! Ele rompe com as convenções sociais segregadoras. O Espírito Santo é destituído de qualquer tipo de preconceito. Principalmente no que diz respeito às mulheres, estas, eram discriminadas e excluídas na época do Novo Testamento. A mulher era tratada como propriedade do marido ou do pai. Sofria preconceitos esmagadores.

A vinda do Espírito, também sobre elas, de igual modo como veio sobre os homens, ressalta a sua importância para Deus. Ele sempre honrou a mulher! O Espírito Santo não discriminava as pessoas por conta da etnia ou do gênero. Ele é Deus e estabeleceu os padrões morais; portanto, as convenções sociais segregadoras pouco lhe importam! Além das mulheres, pensemos, em segundo lugar, no conflito de gerações, que sempre existiu ao longo da história. O Pentecostes rompeu com a idéia de uma idade sagrada. O Deus que vive na igreja não tem preconceito de idade. Não privilegia o idoso em detrimento do jovem e nem o jovem em detrimento do idoso. “O idoso pode ser cheio do Espírito e sonhar grandes sonhos para Deus. O jovem pode ter grandes visões na obra de Deus (...). Onde o Espírito de Deus opera, velhos e jovens tem a mesma linguagem, o mesmo ideal, a mesma paixão, o mesmo propósito”. Desta forma, para o Espírito Santo, “não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, porque todos são um em Cristo Jesus” (Gl 3:27). O Deus que vive na igreja é imparcial! Ele vive no coração das irmãs! Dos irmãos! Dos jovens! Dos idosos! Das crianças! Do pobre! Do rico! Do branco! Do negro! En¬fim, de todos nós!

CONCLUSÃO

Concluímos este sermão lembrando que tanto a promessa que diz respeito a morada permanente do Espírito Santo na vida do crente, quanto a promessa que diz respeito ao batismo no Espírito Santo, estão registradas no Antigo Testamento. Sobre a primeira lemos em Ezequiel: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de dentro de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito” (36:26-27); sobre a segunda, está escrito em Joel: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e servas derramarei o meu Espírito naqueles dias” (2:28-29). Os dois versículos que serviram de base para esse sermão, registram o cumprimento de ambas as promessas!

A partir do Pentecostes o Espírito Santo nunca mais deixou a igreja! Ele vive em nós, e pessoas, ainda hoje, continuam sendo batizados no Espírito. Todavia, conforme acabamos de estudar, estes versículos não mostram apenas o cumprimento destas promessas; cinco características da natureza do Espírito Santo podem ser vistas neste texto de Atos capítulo 2, versículos 1 e 2. Vamos relembrar quais são elas? Primeiro: vimos que ele é missionário; segundo: vimos que ele é imprevisível; terceiro: vimos que ele é glorioso; quarto: vimos que ele é misterioso; e quinto: vimos que ele é imparcial!

Esse é o Deus que vive em nós! Finalizo minhas palavras propondo um desafio. Num dos momentos críticos de sua vida, depois de cometer o pecado do adultério e do assassinato, Davi orou pedindo perdão a Deus. Na época do Antigo Testamento O Espírito Santo não morava “permanentemente” no coração das pessoas, mas vinha “ocasionalmente” sobre os profetas, sacerdotes e reis. Davi fazia parte de uma destas classes. Em sua oração de con¬fissão ele pediu: “...não retires de mim o teu Santo Espírito” (Sl 51:11).

Que essa seja a nossa oração! Ore: “Apesar de nós, Senhor, ...não retires o teu Santo Espírito das nossas vidas! ...não retires o teu Santo Espírito das nossas casas! ...não retires o teu Santo Espírito dos nossos ministérios! ...não retires o teu Santo Espírito da tua igreja! Em nome de Jesus, amém”.

***

Fonte: Sermão pregado pelo pastor Hermes Pereira Brito na 45ª Assembléia Geral da Igreja Adventista da Promessa, com texto adaptado de PC@maral para o blog. Este Sermão faz parte de uma série de três que foram pregados no dia 27 de novembro de 2009. O pastor Hermes Pereira Brito pregou na parte da manhã. Portal IAP


BIBLIOGRAFIA

CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado v.v. São Paulo: Hagnos, 2003.

LOPES, Hernandes Dias. Pentecostes, o fogo que não se apaga. São Paulo: Candeia, 1999.

SPROUL, R. C. O mistério do Espírito. São Paulo: Cultura Cristã, 1997.

WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento. Vol. 1, Santo André, SP: 2006.

Um comentário:

  1. Olá Sr. Paulo Amaral... Gostei de suas idéias sobre relígião, fé e crenças bíblicas. Tenho muito interesse em aprender mais e discutir os tems bíblicos para produção de um conhecimento mais exato dos fatos que ocorreram no passado e que moldaram a fé que hoje professamos. Gostaria de saber se não poderíamos iniciar juntos um estudo bíblico temático. Me mande um e-mail, se vc tiver msn mande-me também seu endereço. Meu e-mail é agairgil@yahoo.com.br. Vamos desvendar as verdades bíblicas!

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