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O Pastor Aprovado por Deus


Como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações”. (I Ts 2:4)

Sabendo da fundamental necessidade de, na relação pastor/igreja, as coisas caminharem bem, vamos dedicar dois artigos para falar sobre esse tema. Nesta publicação, iremos analisar: como os pastores devem se comportar em relação às igrejas. Na próxima, iremos analisar como a igreja deve se comportar em relação ao seu pastor.

Começamos com a seguinte pergunta: qual a imagem que você tem do seu pastor? Responder essa pergunta é de vital importância. Um dos motivos pelos quais as pessoas do, nosso tempo não querem saber da igreja está relacionado diretamente à figura dos servos de Deus que estão à frente dela; [pastores e liderança em geral], por isso, vamos ao estudo!

Corria o ano 51 d.C., quando Paulo escreveu a sua primeira epístola aos Tessalonicenses. O que o levou a escrever? Sua conduta e ministério pastoral estavam sendo atacados. O capítulo 2 de I Tessalonicenses é uma defesa do apóstolo Paulo aos ataques dos seus caluniadores. Ele tinha consciência de que as acusações eram infundadas e mentirosas. Paulo sabia que era um “pastor” aprovado por Deus (I Ts 2:4). Em sua brilhante defesa, o apóstolo nos mostra alguns princípios que nortearam o seu ministério entre os tessalonicenses. Esses princípios devem e podem ser aplicados por pastores de qualquer tempo. Vejamos, então, quatro princípios bíblicos que devem ser cultivados pelo pastor aprovado por Deus.

1. O princípio bíblico da proximidade:

Os crentes em Jesus que moravam em Tessalônica conheciam bem o apóstolo Paulo. Ele inicia a sua defesa contra as falsas acusações que foram levantadas contra sua pessoa, apelando para “a intimidade do seu relacionamento com eles”. Observe, com atenção, os seguintes versículos: Vós mesmos sabeis (I Ts 2:1); ... como sabeis (I Ts 2:2); Como bem sabeis (I Ts 2:5); ... vos lembrais (I Ts 2:9); ... como bem sabeis (I Ts 2:11). Paulo não era uma “celebridade remota”, um “executivo indiferente”. Ele vivia entre suas ovelhas, trabalhava ao lado delas, todos o conheciam. Todas essas declarações, dos versículos acima citados, indicam, de forma muito clara, o estilo de liderança do ministério pastoral de Paulo. Enquanto esteve entre os Tessalonicenses, o apóstolo cultivou o princípio bíblico da proximidade. Em Atos 17, temos relatado o início do ministério de Paulo nesta cidade. O texto se concentra em narrar as três semanas que o apóstolo pregou na sinagoga, entre os judeus. Todavia, ele e seus amigos devem ter ficado alguns meses ali. Durante esse pouco tempo, Paulo não se mostrou apenas como um pregador distante, inacessível, mas sempre esteve junto com os irmãos.


2. O princípio bíblico da integridade:

Nos dias de Paulo, a religião estava se transformando num meio de se ganhar dinheiro. Paulo estava sendo acusado de charlatanismo pelos mesmos judeus que, movidos de inveja (At 17:5), já haviam conseguido tirar o apóstolo da cidade de Tessalônica tempos antes. Por isso, ao escrever esta carta, o apóstolo deixou bem claro aos tessalonicenses que não usava desse expediente. Ele era um homem íntegro no que fazia, por, pelo menos, quatro razões.

Em primeiro lugar, a origem da sua mensagem era verdadeira: “Pois a nossa exortação não procede de engano” (I Ts 2:3a). Em segundo lugar, o motivo da sua mensagem era puro: “... nem em motivos impuros” (I Ts 2:3b). Em terceiro lugar, o método da sua mensagem era digno: “... nem é feita com dolo” (I Ts 2:3c); e, em quarto lugar, o objetivo da sua mensagem era claro: “... não falamos para agradar as pessoas, mas a Deus” (I Ts 2:4).

Não havia manipulação na maneira pela qual ele os liderava. Ele fazia tudo às claras. Sua principal preocupação era agradar a Deus! Paulo cultivava, em seu ministério, o princípio bíblico da integridade. “Pessoas de integridade nada tem a esconder e nada temem. Suas vidas são livros abertos”.

O pastor aprovado vive o que prega e prega o que vive; porta-se de maneira santa, justa, e irrepreensível (I Ts 2:10), diante da igreja de Cristo.

3. O princípio bíblico da afetuosidade:

Até agora, já vimos dois princípios bíblicos que devem ser cultivados pelo pastor aprovado: o da proximidade e o da integridade. Chegamos ao terceiro: o da afetuosidade. Leia, com atenção, o versículo 7 de I Tessalonicenses 2: “Mas quisemos tratar-vos com a delicadeza com que uma mãe trata os seus próprios filhos”. Veja que descrição espetacular: Paulo compara seu ministério a uma mãe carinhosa, que amamenta e cuida dos seus filhos com delicadeza. Ele, Silas e Timóteo eram afetuosos em seu modo de tratar os crentes em Jesus sob suas responsabilidades. Veja o que diz o versículo 8: “Nós os amávamos tanto, que gostaríamos de ter dado a vocês não somente a boa notícia que vem de Deus, mas até mesmo a nossa própria vida. Como nós os amávamos!” (I Ts 2 - NTLH). Isso não é realmente fantástico? O pastor Paulo não tinha medo de compartilhar suas emoções com a igreja de Tessalônica. Ele cultivava, em seu ministério pastoral, o princípio bíblico da afetuosidade. Paulo não era autoritário, truculento, não pisava nos crentes, não usava a igreja para “afirmar” sua liderança, mas usava sua liderança para “firmar” a igreja. Paulo guiava a igreja com generosidade e afeto.

4. O princípio bíblico do encorajamento:

Além de usar a figura de uma mãe ternamente cuidando dos seus filhos, Paulo também diz que se preocupou com os tessalonicenses como o pai a seus filhos (I Ts 2:11). O ministério pastoral de Paulo equilibrava a doçura de uma mãe com o cuidado de um pai. No mundo antigo, o pai era o responsável pela instrução moral e pelo comportamento de sua prole. O verdadeiro pai não era aquele que gerava filhos, mas o que cuidava deles. Um pai não deveria apenas querer que seus filhos seguissem o seu exemplo, mas também deveria ensinar-lhes a fazer isso. Paulo, como um pastor-pai, ensinou os seus filhos a viverem da maneira digna de Deus. Mas como ele fez isso? O texto informa. Paulo disse: “... como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus” (I Ts 2:11b-12a). A primeira parte do versículo 12 – “exortamos”, “consolamos” e “admoestamos” – contém três verbos que descrevem as técnicas de ensino usadas por Paulo, no desenvolvimento do seu ministério pastoral em Tessalônica. Todos eles estão ligados diretamente ao princípio bíblico do encorajamento, cultivado pelo apóstolo, em seu ministério. Destacamos esses três verbos como as três fases do ensino de Paulo.

Em primeiro lugar, uma exortação objetiva. O verbo “exortar” (I Ts 2:12a) indica encorajar para uma determinada linha de comportamento. Em segundo lugar, uma consolação insistente. O verbo, “consolar” (I Ts 2:12b), indica encorajar a continuar em um tipo de conduta. Em terceiro lugar, uma admoestação exemplar. O verbo “admoestar” (I Ts 2:12c), tem o sentido de fazer uma exigência ou afirmação solene e inclui também a ideia de testemunho pessoal.

Em seu ministério pastoral, muito mais do que pregar sermões ácidos e cheios de críticas, o apóstolo era um extraordinário pastor encorajador!

Depois de termos visto quatro características do ministério do pastor aprovado, com base na defesa do apóstolo Paulo, em I Ts 2:1-10, vejamos, agora, como o pastor aprovado deve conduzir a igreja de Cristo, ainda baseados neste texto bíblico.

1. O pastor aprovado conduz a igreja de Cristo com uma diligência incansável.

No versículo 1 de I Tessalonicenses 2, Paulo faz um retrospecto do seu ministério na igreja de Tessalônica. Ele disse: “Irmãos, vocês mesmo sabem que a visita que lhes fizemos não foi inútil” (NVI). O ministério de Paulo nesta cidade foi frutífero! Por que razão? Qual era o seu segredo? Um dos motivos: ele conduzia a igreja com uma diligência incansável. Ele lembrou os irmãos: “... vocês se lembram do nosso trabalho esgotante e da nossa fadiga; trabalhamos noite e dia” (I Ts 2:9). Paulo se gastou e se desgastou no ministério. Não foi classificado como um preguiçoso ou parasita pelos tessalonicenses.

O pastor aprovado é assim: esforçado, diligente, aplicado no serviço a Deus; trabalha com dedicação e esmero.

2. O pastor aprovado conduz a igreja de Cristo com uma conduta irrepreensível.

Veja como Paulo descreve a sua conduta entre os crentes de Tessalônica: “... nos portamos de maneira santa, justa e irrepreensível entre vocês” (I Ts 2:10 - NVI). Paulo não teve do que se envergonhar durante todo o tempo em que ficou entre eles. Ninguém podia encontrar falta alguma nele. Seus inimigos até podiam acusá-lo, mas não podiam apresentar qualquer prova que o incriminasse. Deus e os tessalonicenses eram testemunhas (I Ts 2:10a). Paulo era um pastor de conduta irrepreensível.

O pastor aprovado é assim: não faz nada às ocultas, na “calada da noite”; não tem do que se envergonhar; é santo na maneira de se portar diante de Deus, da sociedade, da família e da igreja.

3. O pastor aprovado conduz a igreja de Cristo com uma mensagem irretocável.

Durante todo o seu ministério, Paulo só pregou uma mensagem entre os tessalonicenses: “... vos pregamos o evangelho de Deus” (I Ts 2:9). “Pregamos” é uma tradução de uma palavra referente ao arauto do rei, “que devia ser ouvido e obedecido como se o rei estivesse falando em pessoa”. Paulo falava em nome de um rei: o Senhor Jesus! Sua única mensagem era o evangelho, o verdadeiro evangelho. Ele deixa isso muito claro nos dez primeiros versículos do capítulo 2 (I Ts 2:2,4,8,9). Paulo nunca pregou o outro evangelho, para ser popular, para fazer crescer a sua igreja. Ele sempre a alimentou com o pão nutritivo do evangelho de Cristo. Ele era fiel às Escrituras! Sua mensagem era irretocável.

Essa deve ser a mensagem do pastor aprovado: o evangelho, somente o evangelho, nada além do evangelho!

Concluindo

Paulo foi um pastor “testado e aprovado” por Deus. Sua vida e seu ministério, com toda certeza, podem ser tomados como paradigma pelos pastores de hoje. Em seu ministério, sempre cultivou os princípios bíblicos da proximidade, da integridade
, da afetuosidade e do encorajamento. Sempre conduziu a igreja de Cristo com seriedade. Era um trabalhador incansável, portou-se de forma irrepreensível e sempre pregou fielmente o evangelho.

Que o Senhor nos dê pastores assim: aprovados! Estes “não têm do que se envergonhar, manejam bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15), “apascentam o rebanho tendo cuidado dele, servindo-lhe de exemplo” (I Pe 5:3).
Pense nisso


Fonte:
Departamento de Educação Cristã
Paulo Cesar Amaral

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