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“Homens e Mulheres da Bíblia – O Exemplo dado por eles”

Relendo algumas lições bíblicas à procura de temas para pregação me deparei com esta série que trata de homens e mulheres que viveram em períodos e épocas diferentes, mas com muitas coisas em comum, inclusive conosco. Com o mundo atual, entulhado de maus exemplos, cabe aqui registrar o trabalho e a vida destes servos. A estes artigos que publicarei ao longo dos dias darei o nome de “Homens e Mulheres da Bíblia – O Exemplo dado por: ....”. No artigo de amanhã falarei sobre Josué.

Pessoas e Máquinas:

É grande o número de pessoas que lêem a Bíblia e a vêem meramente como um conjunto de regras a serem obedecidas pelo ser humano. Essa percepção deficiente sobre as Escrituras Sagradas vê também a pessoa de Deus como um ser indiferente a sua criação; vê, ainda, as pessoas como se fossem máquinas criadas unicamente para cumprir ordens e tarefas programadas por seu Criador.

Essa concepção vê as pessoas como seres que não precisam de nada, não têm outras necessidades, a não ser serem alimentadas por doutrinas, princípios morais e regras comportamentais. Contudo, quando lemos a Bíblia Sagrada com atenção, facilmente percebemos que ela trata acerca do Deus Criador e da forma como ele se relaciona com as pessoas que criou: ele se mostra, se apresenta, se revela a homens e mulheres cheios de virtudes, defeitos, desejos, vontades.


Pessoas e Deus:

Quando lemos a Bíblia Sagrada com atenção, vemos Deus falando, trabalhando, encorajando, disciplinando, amando e castigando homens e mulheres. Cada pessoa é tratada por Deus com singularidade, seja negro ou branco, baixo ou alto, forte ou fraco, culto ou inculto. Antes de revelar suas verdades, Deus se revela às pessoas; antes de dar-lhes regras, mostra-se a elas.

Primeiramente, ele se apresenta: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão (Êx 20:2). Depois, revela seus princípios: Não terás outros deuses diante de mim (Ex 20:3). Esse é o padrão de relacionamento de Jesus com a sua igreja: ele se apresenta a ela, repreende-a e faz-lhe elogios, censuras e recomendações (Ap 2–3).

Quando lemos a Bíblia Sagrada com atenção, constatamos que o Senhor Deus nunca vê o homem como um cérebro ambulante, mas como um ser que pensa, sente e têm vontade. Conquanto seja Deus soberano, cuja vontade sempre prevalece, deu ao homem livre arbítrio para analisar, sentir e decidir sobre as questões da vida. É por isso que a Bíblia mostra homens e mulheres fracos “que confiam em Deus e o adoram, e são usados por Ele (...) e poderosos deste mundo, que não confiam no Senhor nem o adoram, despojados de seus tronos, quando Deus exerce sua soberana vontade”.

Da mesma forma, a Bíblia apresenta pessoas pecadoras sendo perdoadas, porque se voltaram com fé para Deus, e pessoas sendo castigadas, “por se recusarem até mesmo a ouvir os avisos sobre o juízo de Deus”.

Pessoas da Bíblia e pessoas de hoje:

Ao termos contato com os personagens bíblicos, logo percebemos que todos eles são pessoas pecadoras, e, por isso, nos identificamos com suas qualidades e seus defeitos, constatando que os homens e as mulheres da Bíblia são como qualquer outro ser humano, em qualquer época da vida. Não obstante, vemos, também, como Deus perdoou todos os que se arrependeram, e “assim, temos esperança para nós mesmos, se também confiarmos em seu perdão e salvação”. Tudo isso produz em nós, um conhecimento mais profundo “do Deus que ama, perdoa, salva o homem do castigo e o conduz à eternidade junto consigo”.

Quando lemos sobre a vida de Josué, Raabe, Sansão, Abigail, Geazi, Marta, Naamã, Dorcas, Absalão, Joana, Judas, Priscila e Ananias, entendemos melhor “o lugar de cada servo de Deus dentro dos propósitos divinos e da história de seu povo”; isso porque a melhor maneira de entender o relacionamento de Deus com os seres humanos é estudando “os homens e as mulheres [da Bíblia] em sua comunhão com Deus”.

Por outro lado, talvez uma das formas mais eficientes de se ter uma visão geral das Escrituras Sagradas seja através da vida dos homens e das mulheres que viveram as experiências escriturísticas; afinal, a história dessa gente também nos dá experiência com a Bíblia. Quando lemos, na Bíblia, o que aconteceu com nossos semelhantes, entendemos, com mais clareza, a batalha que se trava ao nosso redor, em nossa alma, em nossa busca por Deus.

Quando nos envolvemos neste estudo, é certo que, teremos ricas experiências com o Deus das pessoas com quem ele se relacionou no passado, incluindo, entre essa gente, “pacificadores e guerreiros, santos e marginais, reis e camponeses, profetas e rebeldes (...), homens reais cujas dificuldades e vitórias muitas vezes espelham nossa própria luta para crer e obedecer”. E mais: “poderemos apreciar melhor como o Senhor trabalha na vida dos indivíduos e também obteremos maior apreciação da natureza e caráter dele”.

Portanto, se envolver com as verdades que enchem as páginas da Bíblia, ainda que as pessoas da Bíblia tenham vivido num tempo e numa cultura extremamente diferentes dos nossos, “suas perspectivas, vitórias, derrotas e paixões são notavelmente similares às que você e eu experimentamos todos os dias”, certamente, nos trará edificação e confiança para continuarmos nossa carreira, trabalhando com a certeza que o Senhor sempre estará conosco nos orientando e ajudando a transpor todos os obstáculos.

Toda honra e glórias sejam dadas a Jesus Cristo!

Fonte:
Texto de introdução original de autoria do Pr José Lima de Farias Filho, adaptação de pequena introdução e parte do texto para direcionamento universal por Paulo Cesar Amaral editor do blog.

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