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Quantas vidas você tem?

Ielton Isorro


Obviamente qualquer cristão responderá a pergunta com: Uma. E alguns ainda citarão Hb 9:27.

Mas não é disso que estamos falando. Estamos falando de uma teologia que propaga a idéia de que temos vidas espiritual, sentimental, familiar, profissional e por aí vai a lista. Não é raro ouvirmos afirmações do tipo: ”A minha vida sentimental vai bem, mas a minha vida profissional precisa melhorar”.

O problema não está apenas na linguagem em si e sim no fato dos ensinamentos que estão por trás dela não levarem o cristão a refletir a sua vida como um todo, conduzindo a espiritualizações indevidas em questões que devem ser tratadas de maneira prática, causando as constantes transferências de responsabilidades para Deus.

Como exemplos disso podemos citar a “vida financeira” onde os simplistas ou os oportunistas pregam que para ser resolvida é apenas uma questão de devolver o dízimo e dar ofertas, impondo a automática repreensão devorador e tudo correrá bem, não se ensina que o dizimista não deve gastar mais do que ganha.

Na “vida sentimental” planta-se a ilusão de que Deus preparará a “escolhida” ou o “escolhido” e a vida a dois será um conto de fadas gospel, não se ensina que a vida a dois é de renúncia de um em função do outro.

Na verdade não temos essas “vidas” que pregam. De fato, o que temos são papéis distintos a serem exercidos dentro de uma única vida. Cada um desses papéis nos impõe as suas devidas responsabilidades, que se não forem assumidas a contento resultarão em conseqüências desagradáveis.

No âmbito familiar, no trabalho, na Igreja ou na sociedade exercemos funções distintas e, como não poderia deixar de ser, a Bíblia não prescreve, mas descreve as maneiras como um verdadeiro cristão desempenha cada uma delas.

Então, logo de saída já vemos uma inversão de conceitos. Enquanto numa proposta as “vidas” são colocadas diante de Deus para que Ele resolva, na outra, os papéis são colocados diante de nós para serem desempenhados de uma determinada forma.
Uma postura é para quem espera o “milagre” a outra é para quem tem a atitude da nova criatura. II Co 5:17

A nova criatura tem uma nova vida e esta lhe dá as condições espirituais para que, se corretamente discipulado, possa desenvolver as capacidades morais necessárias ao desempenho dos papéis propostos, com a desenvoltura e o alto nível descritos pela Bíblia.

Na carta aos efésios, capítulos cinco e seis, Paulo discorre sobre a maneira como esses papeis são desempenhados pelos cristãos o que reafirma uma máxima já estabelecia por Cristo em JO 13:1-17. Os papéis, que nos cabem, são necessariamente para servir os que nos rodeiam. O esposo serve a esposa, os pais servem os filhos, o patrão aos empregados e vice-versa para todos os casos.
Obviamente, por causa de nossas limitações, é factível falharmos no desempenho de qualquer um deles Rm 7:14-15. Tais tipos de falhas podem ser aferidas pelos frutos do arrependimento, o que não necessariamente eliminará as consequências.

Mais preocupantes são as falhas sistemáticas no desempenho dos papéis, que podem ser atribuídas às fissuras de caráter ou a pecados como o egoísmo, por exemplo. A falta de conversão ou o discipulado equivocado podem ser as principais causas desses sintomas. A correção desses desvios é uma das atribuições da Igreja, no tocante aos crentes, de acordo com a orientação de 1 Tm 3:13

São flagrantes as falhas nos discipulados, estimulados principalmente pelas teologias equivocadas estabelecidas no meio cristão, que resultam em crentes rasos, “umbigólatras” e hedonistas, incapazes de desempenhar os seus papeis à altura das exigências da nova vida e de assumir as responsabilidades implícitas.

Dessas incapacidades resultam as conseqüências e daí vem as propostas do caminho mágico das funcionalidades da fé, manipuladas para resolver esses problemas na “vida x y z” do crente, causados por alguma “maldição hereditária”, “uma ação demoníaca” ou qualquer outra espiritualidade fútil. Menos, é claro, culpa do indivíduo por causa do fraco desempenho de seu papel na área afetada.

Isso não é colocado em questão por que o mesmo cumpre todos os ritos da religião, dentre os mais comuns podemos citar: devolver o dizimo, freqüentar os cultos, ser ativo na comunidade, etc. Então, como o crente “faz tudo certinho” não se abre a nenhum arrependimento e por sua vez nenhuma mudança de conduta acontece, transferindo-se para Deus a responsabilidade de resolver a questão, após a “campanha da vitória”, ou o depois do “jejum das causas impossíveis”, ou após “seção de cura e libertação do pastor fulano de tal”, ou do “desafio financeiro da conquista”. Tais soluções são apresentadas como verdadeiras chaves, passos, ou receitas para fazer Deus consertar os erros nas “vidas” dos insensatos.

Temos uma só vida e se Cristo não for o modelo (Lc 9:23), para desempenharmos os papéis nela propostos, nada poderemos fazer (JO 15:5)

Comentário PC@maral:

Vida!

Nos é concedido por Deus viver. Ele é o dono da vida! E nos dá este presente maravilhoso. E não só nos dá, cuida de nós, quer você reconheça ou não, Deus está sempre presente em todos os momentos de "nossa" vida. O que acontece conosco é resultado de nossas escolhas durante a vida. Se escolhemos não ouvir Deus nos orientando, e nem crendo que Ele está ao nosso lado sempre, colheremos determinados frutos, que, com certeza, serão amargos e trabalhosos. Se escolhemos ouvir as orientações de Deus, seguir seus principios morais e atentar para todas as Suas orientações, com certeza, colheremos frutos doces e agradáveis e nossa vida será próspera e abundante. Abundância não de bens materiasi, mas de Deus, interagindo conosco, nos trazendo paz, alegria, felicidade e a certeza de um futuro eternamente feliz.

Vida! Vida só "temos" uma e cabe a nós escolher, Deus nos permite isto, ou nos entregamos ao mundo ou nos entregamos a Deus. A primeira escolha nos divide e nos fragmenta em várias seções, onde buscamos respostas para nossas dores e aflições. A segunda escolha nos torna um com o Pai para refletirmos a Glória do Filho em "nossa" vida!
"Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o SENHOR, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o SENHOR, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la.

Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses, e os servires, então, hoje, te declaro que, certamente, perecerás; não permanecerás longo tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres.

Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.

[Deuteronômio 30:15-20]

Que Deus nos abençoe e guarde!

***

Fonte: Clamando no Deserto do pastor Ielton Isorro

Um comentário:

  1. Agradeço ao irmão pela visita e por postar esse texto.

    Continuemos a luta pela divulgação do Evangelho verdadeiro. Estou lhe seguindo.

    No Amado

    Ielton Isorro
    http://clamandonodeserto.blogspot.com/

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