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Socorro! Os Levitas voltaram!

José Barbosa Júnior


Como tirados de folhas amareladas pelo tempo, eles surgem para atrapalhar a já atrapalhada igreja evangélica de nossos dias. São os “levitas”, os grandes homens e mulheres que ministram louvor em várias igrejas pelo país.

Um pouquinho só de conhecimento bíblico já nos faz ver que por trás disso tudo há um grande equívoco. Um movimento re-judaizante, com fortes tendências neo-pentecostais traz em seu bojo, figuras como essa, tema de nosso breve comentário.

Há algum tempo, já vinha querendo escrever sobre isso, pois é uma área da vida da igreja com a qual trabalho há muito tempo (13 anos), e uma área que certamente precisa de um maior cuidado por parte dos líderes maiores (pastores), pois navega por mares nunca dantes navegados... e perigosos.

Quem se diz levita, não sabe o que está dizendo. Creio que o desejo de ser levita surge, antes de qualquer coisa, de uma vontade de possuir títulos nobres, o que é bem comum em nosso meio. Apóstolos, Bispas, Bispos, que assim se auto-denominam são comuns em nossos arraiais. Gente que carece de profundidade bíblica e de seriedade no modo de encarar a verdade revelada. Gente que fica buscando no Velho Testamento coisas que já foram abolidas há muito tempo, há pelo menos 2.000 anos.

Esse movimento de levitas é um caso clássico que vivenciamos em nosso tempo. Pessoas que mal chegam a estar na frente da igreja dirigindo cânticos, e já se sentindo “levitas”. Já tive problemas por causa disso... fui dizer que não éramos levitas... e foi terrível, e isso numa igreja histórica.

As pessoas precisam disso, afinal, ser levita é ser especial, ser diferente da simples massa mortal que assiste ao culto (isso mesmo! As pessoas não participam, assistem ao culto). Ser levita é fazer parte daquele grupo seleto, pessoas que surgiram lá no Antigo Testamento, ficaram omissos por 2.000 anos e agora ressurgem assustadoramente. Pra gente assim, sugiro uma leitura rápida (nem precisa ser muito profunda) do livro de Hebreus. Se restar alguma dúvida, leia novamente... se ainda tiver alguma dúvida, sugiro que procure a Sinagoga mais perto de sua casa! Creio que deve se sentir bem lá!

Nosso meio musical tem passado por momentos terríveis ultimamente... é uma enxurrada de coisas de baixa qualidade (que alguns insistem em chamar de música) que somos obrigados a ouvir tanto nas rádios que se dizem evangélicas, como nas igrejas. Há cânticos que não dizem absolutamente NADA! Cantamos porque o ritmo é gostoso, às vezes agitado, às vezes meloso, mas não dizem nada! Há cânticos até heréticos! A coisa é séria !

Que saudade de Sérgio Pimenta, Janires, Jairinho, etc... que pena nossa juventude não ouvir tanto Vencedores Por Cristo, Logos, etc. Gente comprometida não só com a qualidade da melodia, mas também com letras sadias, bíblicas, que nos fazem bem... E graças a Deus, surgem novos nomes comprometidos com esse trabalho sério: Gladir Cabral, Arlindo Lima... e outros continuam, como João Alexandre, Jorge Camargo, Guilherme Kerr, etc.

Engraçado é que nunca vi nenhum deles arrogando o título de “levitas”. Não precisam! São sérios, comprometidos... não vivem atrás de títulos, nomes, caras e bocas...

Tenho medo de onde podemos parar com essas esquisitices que a cada dia surgem em nosso meio. Tenho medo que aqueles que são comprometidos com algo de mais conteúdo fiquem esquecidos, sendo trocados pelos “levitas” cheios de si e vazios de conteúdo e de mensagem. E tenho mais medo ainda, que com esse movimento re-judaizante, daqui a alguns dias eu seja obrigado a sair de casa para o culto levando não só a Bíblia, mas também um carneirinho para ser sacrificado no altar dos holocaustos...

Que Deus tenha misericórdia.

***
Fonte: Jonara Gonçalves achou no Crer e Pensar e postou no Púlpito Cristão (e o Leonardo achou a imagem no Vineyard Café e kibou na cara dura =) - PC@maral: Como faz parte do meu pensamento e assino em baixo, no artigo, não poderia deixar de divulgar aqui no PC@maral

2 comentários:

  1. Gostei do que esta escrito sou filho de pastor da AD saojose dos campos meu nome é Rodrigo tenho 33 anos casados comecei a tocar violão aos 9 anos pra ajudar meu pai na igreja e desde cedo vi a necessidade,e aprendi a adorar a Deus com simplicidade e com o coração,chorava junto com nosso irmãos e vi o Senhor Jesus trabalhar muito comigo e com a igreja na simplicidade,hoje congrego no templo central e sinto dificuldades em ministrar e adora a Deus,poque não vejo por parte de muitos o verdadeiro compromisso em orar e jejuar pra que Deus faça a sua vontade em nos.
    Como vi Deus trabalhar quando eu tocava violão em simples templos, com canções que tocavam a igreja,hoje vimos profissionais de pulpitos que só querem o cargo e não carregar o fardo, é uma area aonde nosso inimigo trabalha a todo vapor orem por mim Deus abençõe a todo. Sinto falta de louvores a Deus que tocam nossos corações,hoje estão preocupados com a performance que vão apresentar ao publico,Hoje me identifico com Fernandinho leio suas canções e são biblicas.
    um grande abraço.

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  2. Rodrigo, a Paz do Senhor!

    Parece que esta situação se repete em muitas igrejas e nas mais diversas denominações, tudo em noime da "modernidade" da necessidade de "novidades". Não só no louvor, mas está espalahando suas garras na direção do culto e principalmente no púlpito.

    A simplicidade do evangelho está sendo deixada de lado asim como a simplicidade da adoração. O que deveria ser uma expressão de amor expontânea está se tornando mecânica e que precisa de um script e de determinada performance.

    Tudo isso fazem. não em nome de deus, mas em nome de uma ilusória "modernidade".

    Principios bíblicos básicos estão sendo diluidos em nossos cultos.

    Para os que provaram do amor de Deus em reuniões simples, onde louvores eram entoados exaltando o nosso Deus, com ou sem acompanhamento de instrumentos, e a presença de Deus era sentida constantemente, estão sofrendo e se entristecendo com o rumo da igreja evangelica da atualidade.

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