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A Obra de Cristo: Sua Morte


Quando falamos da morte de Cristo falamos que é uma “obra” que Ele executou, porque não caiu sobre Ele inevitavelmente ou sem que Ele o soubesse, mas porque resultou de uma escolha definida da parte dEle. É também uma “obra” por causa do que trouxe para os beneficiários dessa morte. O uso do termo “obra” é claramente justificado pelo conceito bíblico e significação da morte de Cristo.

I- A importâcia da morte de Cristo

Ao contrário do que acontece no caso das pessoas comuns, é a morte de Cristo mais do que a vida de Cristo (afirmamos isto de sua vida terrena) que é de importância suprema. Isto é provado por muitas considerações.

É anunciada no Antigo Testamento (Gn. 3:15; Sl. 22:1,7,8,18; Is. 53:4-6):

É da morte de Cristo que tratam muitos tipos de profecias no Antigo Testamento. O animal que morreu para fornecer vestimentas para Adão e Eva é um exemplo (Gn. 3:21; Ap. 13:8). Os sacrifícios dos patriarcas em geral (Gn. 8:20; 12:8; 26:25; 33:20), o cordeiro pascal no Egito (Êx. 12:1-8; I Co. 5:7), os sacrifícios levíticos (Lv. 1 a 7) e outros, todos eles apontam para a maior de todas as ofertas que seria feita por Cristo. Temos ainda as profecias da traição que seria feita a Cristo (Sl. 41:9-11; Atos 1:16), de Sua crucificação e dos eventos que a acompanharam. Vemos assim, que a morte de Cristo é uma parte importante do ensinamento do Antigo Testamento.

É proeminente no Novo Testamento (Mt. 16:21-23; 20:17-19; Atos 2:22-24):

A morte de Cristo ocupa lugar proeminente no Novo Testamento. Os três últimos dias da vida terrena de nosso Senhor ocupam aproximadamente um quinto das narrativas dos quatro evangelhos. A morte de Cristo é mencionada diretamente no Novo Testamento mais de 175 vezes. Evidentemente a morte e ressurreição de nosso Senhor eram considerados de suprema importância pelo Espírito Santo.


É a principal razão da encarnação (Hb. 2:9,14; 9:26; I Jo. 3:5):

Cristo não veio principalmente para nos dar um exemplo, ou nos ensinar uma doutrina, mas para morrer por nós. Sua morte não foi uma reflexão posterior ou um acidente, mas o cumprimento de um propósito definido ligado à encarnação. A encarnação não é uma finalidade em si, mas um meio para atingir uma finalidade, e essa finalidade é a redenção dos perdidos através da morte do Senhor Jesus na Cruz.

É essencial para a nossa salvação (Jo. 3:14,15):

O filho do homem tem que ser erguido para o homem ser salvo; o grão de trigo tem que cair ao chão e morrer para produzir frutos (Jo. 12:24). Deus não poderia perdoar o pecado simplesmente com base no arrependimento do pecador. Para que Deus pudesse perdoar ao pecador e permanecer justo ao mesmo tempo, Cristo pagou a pena do pecador (veja Jo. 19:30. A palavra “consumado”, do grego tetelestai, significa: “Está pago. Não resta mais dívida”). Ele tinha que morrer para Deus justificar os ímpios (Rm. 3:24-26).

II- O significado da morte de Cristo

O profeta Isaías nos dá a verdade central sobre o significado da morte de Cristo quando declara que “Deus fará de Sua alma (de Cristo) uma oferta pelo pecado” (Is. 53:10). Compreender o que essa declaração significa é compreender a expiação. Examinemos melhor os detalhes envolvidos nesta declaração.

A morte de Cristo é vicária (Is. 53:5,6; I Co. 15:3; II Co. 5:21):

Sofrimento vicário é o sofrimento pelo qual passa uma pessoa em vez de outra, isto é, em seu lugar. Supõe necessariamente a isenção da parte em cujo lugar o sofrimento é suportado. É evidente que Cristo não morreu por Seu próprio pecado (Jo. 8:46; Hb. 4:15). Lemos na Palavra que “Cristo morreu pelos nossos pecados” (Rm. 5:8; I Pd. 2:22,24; 3:18).


A morte de Cristo é a expiação dos nossos pecados (Lv. 4:13-20; 6:2-7; Hb. 2:17,18):

A morte de Cristo é tanto uma expiação como uma propiciação (sacrifício) pelos nossos pecados. Por estas passagens fica claro que o novilho ou carneiro tinha que morrer, e que o perdão só era possível apenas através da morte de um substituto (I Ts. 5:9,10; I Jo. 4:10). Ligada à idéia de propiciação está a idéia de reconciliação. As duas idéias parecem estar intimamente ligadas uma à outra como causa e efeito (Rm. 5:10; Ef. 2:13-16).


A morte de Cristo é um resgate (Mc. 10:45; Hb. 9:12):

A morte de Cristo é mostrada como sendo o pagamento de um preço ou resgate. Jesus mesmo é quem diz que Ele havia vindo para dar a Sua vida em resgate de muitos, e fala-se da obra de Cristo como sendo a de redenção (Lc. 1:68; 2:38). A palavra “redenção” vem do grego lutron e significa o pagamento de um preço para livrar alguém que esteja aprisionado.

III- A extensão da morte de Cristo

Morreu Cristo por todo o mundo ou somente pelos eleitos? Se foi pelo mundo inteiro, então porque é que nem todos se salvam? Se foi apenas para os eleitos, onde está a justiça de Deus? A resposta a estas perguntas está ligada ao conceito que se tem da ordem dos decretos.

Cristo morreu pelos eleitos (Mt. 20:28; Jo. 17:9; I Tm. 4:10):

As Escrituras ensinam que Cristo morreu principalmente pelos eleitos. Ele morreu pelos eleitos, não apenas no sentido de tornar a salvação possível para eles, mas também no sentido de verdadeiramente salvá-los quando crêem em Cristo.

Cristo morreu pelo mundo inteiro (Jo. 1:29; I Tm. 2:6; Tt. 2:11; I Jo. 2:2):

As Escrituras também ensinam que Cristo morreu pelo mundo inteiro. Existe uma ordem necessária na salvação do homem. Ele precisa primeiro crer que Cristo morreu por si, antes de poder apropriar os benefícios de Sua morte para si próprio. Apesar de Cristo ter morrido por todos, no sentido de reconciliar o mundo com Deus, nem todos são salvos, porque sua salvação em si é condicionada a serem reconciliados com Deus (II Co. 5:18-20).

IV- A ressurreição de Cristo

Se a morte de Jesus na cruz é fundamental para a nossa salvação, Sua ressurreição também o é. A morte e ressurreição de Jesus Cristo é doutrina fundamental do Cristianismo. Todos aqueles que admitem a necessidade da morte de Cristo também admitem a importância de ressurreição física de Cristo. Vejamos alguns aspectos da ressurreição.

A importância da ressurreição de Cristo (Rm. 10:9,10; I Co. 15:12-19):

De acordo com as Escrituras, crer na ressurreição de Cristo é essencial para a salvação. Paulo mostra claramente, em sua carta aos crentes de Corinto, que tudo depende da ressurreição de Cristo: a) a pregação apostólica; b) a fé dos Coríntios; c) os apóstolos como testemunhas; d) os Coríntios e o perdão de seus pecados; e) os que dormiram em Cristo; f) e os Cristãos são os mais infelizes dos homens se Cristo não tiver ressurgido.

A natureza da ressurreição de Cristo (Mt. 28:9; Lc. 24:39-45):

A ressurreição de Jesus foi uma ressurreição corporal. O próprio Jesus declarou depois da Sua ressurreição que tinha carne e ossos e Mateus declarou que as mulheres que encontraram a Cristo abraçaram-lhe os pés. Ele tomou refeição com os discípulos e foi reconhecido por eles depois da ressurreição (Lc. 24:34; Jo. 20:25-28). Cristo mesmo predisse Sua ressurreição corporal (Jo. 2:19-21). No entanto, Seu corpo era diferente em alguns aspectos após a ressurreição (Jo. 20:19). Ele está vivo agora e para todo o sempre (Rm. 6:9,10; II Tm. 1:10; Ap. 1:18).

Os resultados da ressurreição de Cristo (Rm. 1:4; 4:25):

A ressurreição de Cristo atesta a Sua divindade, pois através dela Ele “foi designado Filho de Deus com Poder” (Mt. 28:18). Outro resultado adquirido é o da nossa justificação, pois Sua ressurreição é a garantia de que Deus aceitou Seu sacrifício. Através da Sua ressurreição dos mortos, Ele se tornou o nosso mediador. Paulo nos diz ainda que a ressurreição de Cristo é a garantia de que nossos corpos também ressurgirão dentre os mortos (Rm. 8:11).


Fonte:
Departamento de Educação Cristã
Paulo Cesar Amaral


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