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Uma espiritualidade de aparência

Por Eudoxia Canto Melo


“Estavam ali os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, como sacerdotes do Senhor.” (1 Sm 1.3)

Exceto pela tristeza de uma das personagens da história, o relato de 1 Samuel 1.1-17 apresenta uma situação festiva, quando um piedoso israelita subia a Silo, com sua família, para oferecer sacrifícios e adorar a Deus. O ritual religioso era perfeito; o clima, totalmente espiritual. Tudo estaria excelente, não fosse o fato de que os sacerdotes da época eram Hofni e Fineias, filhos de Eli (v. 3).

Qualquer pessoa que os visse poderia pensar que eram dois “homens de Deus”. Ao participar dos rituais celebrados por eles, o povo ficava extasiado. Muitos diziam sentir o poder de Deus nas ministrações daqueles sacerdotes. Contudo, esse tipo de espiritualidade era falsa, porque Hofni e Fineias eram uma farsa: ministravam os sacrifícios e os cultos com aparente piedade e promoviam comoção no povo, que vivia em desobediência (Jz 21.25), mas suas atitudes eram abomináveis.

Semelhantemente, muitos cristãos, hoje, acreditam que vivem uma espiritualidade sadia simplesmente por se sentirem emocionalmente envolvidos nos cultos, por participarem ou apenas frequentarem uma igreja animada, cujo líder se mostra espiritual e lhes promove diferentes rituais para conseguirem as bênçãos de Deus.

Não podemos viver na dependência de rituais que podem promover bem-estar temporário ou da espiritualidade alheia, mas devemos andar com Deus em todo tempo, independentemente do estado espiritual em que se encontre a igreja. Deus pode promover grandes mudanças, a partir de nós. Isso é, de fato, viver a verdadeira espiritualidade.

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Fonte: Texto de Eudoxiciana Canto Melo - Divulgado no PC@maral para nossa reflexão.

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