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A Fé que Valoriza o Ser

Por Genilson Soares da Silva

“O irmão, porém, de condição humilde glorie-se na sua dignidade, e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva”. (Tg 1:9-10)

Este é o segundo estudo sobre a fé baseado na epístola de Tiago. No artigo anterior, “A fé que supera provações”, vimos que o crente em Jesus não está livre de passar por tribulações. No artigo de hoje vamos analisar a fé que valoriza o ser no sentido de, viver verdadeiramente como cristão, imitar o Mestre Jesus. Todos nós sabemos que vivemos numa sociedade materialista, em que a falta de valores morais e éticos é por demais evidente e visível. As pessoas são condicionadas, desde a sua tenra infância, através das persuasivas campanhas publicitárias, sempre marcadas por ilusórias amabilidades e por aparentes facilidades, a crerem que serão mais valorizadas e reconhecidas socialmente, se adquirirem mais e mais objetos e valores materiais. Até mesmo igrejas têm incentivado o materialismo desenfreado, através de pregações humanistas e seculares que “ensinam” o crente a conquistar e requerer a prosperidade material e terrena.

Nos quatro cantos do Brasil, é comum vermos crentes pedindo a Deus, alguns exigindo, que envie seus anjos para guardar suas casas, seus carros, suas bicicletas, suas motos, seus computadores, seus telefones celulares e um monte de coisas e objetos. Vemos, ainda, gente pedindo a “pastores” e “apóstolos” para ungirem os mesmos objetos, na esperança de que eles nunca sejam roubados ou danificados. Enfim, “pregadores” transformaram em uma das maiores bênçãos aquilo que a Bíblia diz ser uma das principais fontes de tragédia espiritual: “o amor ao dinheiro” (I Tm 6:9-10, 17-19). A fé que valoriza o ter está em alta! O que o Tiago tem a nos dizer sobre tudo isto?

I - ENTENDENDO A MENSAGEM

Os cristãos da dispersão viviam uma situação de delicada e incômoda pobreza. Diante disso, muitos irmãos pobres sentiam-se profundamente indignados e aborrecidos. Aparentemente, não havia nada em que se gloriarem, se exaltarem ou se alegrarem. Certo? Errado! Sem rodeios, Tiago afirma: “o irmão, porém, de condição humilde glorie-se na sua dignidade” (Tg 1:9). É certo que Tiago, quando se refere à “condição humilde”, tem em mente a condição financeira. A palavra grega tapeinos não está aqui no sentido espiritual, como aparece em outros textos do Novo Testamento (Mt 23:12; Lc 14:11; II Co 11:7). O sentido, portanto, é de alguém pobre mesmo, que não possui recursos materiais.

O que Tiago pede ao irmão pobre? Pede que ele “glorie-se na sua dignidade. Gloriar-se, neste texto, significa regozijar-se com intensa confiança. A questão, aqui, não é vanglória ou arrogância, mas “o alegre orgulho possuído pela pessoa que valoriza o que Deus valoriza”[1] . Na sua condição de pobreza, o irmão tem algo com que se regozijar: sua dignidade. Esta palavra foi traduzida do termo grego hypsos, que ainda pode significar: “exaltação”. Aqui o seu sentido é exclusivamente espiritual. Está, portanto, inadequada a conotação econômica dada pela Nova Tradução da Linguagem de Hoje: "o irmão que é pobre deve ficar contente quando Deus faz com que melhore de vida". [Deus considera digno]

Do ponto de vista terreno, o irmão pobre encontra-se numa posição realmente inferior. Com freqüência, é espiritualmente humilhado (Tg 2:3); socialmente, desonrado (Tg 2:6); religiosamente, injuriado (Tg 2:7), e, profissionalmente, explorado (Tg 5:6). De todo o Novo Testamento, a carta de Tiago é a que mais manifesta o conflito entre ricos e pobres. Isto faz sentido. O dinheiro, naquela época, era mais do que uma moeda: era um deus. A cultura prevalecente era notadamente materialista. Ter era mais importante do que ser. A riqueza era mais importante do que a piedade, a pureza, a justiça, a verdade.
O lema era: Seja rico, custe o que custar! A situação, indiscutivelmente, era caótica para os pobres que serviam a Deus. De continuo, eram afligidos.
Por isso, a fé desses irmãos corria sérios riscos de naufragar, de apostatar, de resvalar para o ateísmo prático! O coração deles estava prestes a ser possuído de sentimentos indignos, com relação à justiça de Deus. Talvez, muitos já estivessem desistindo de serem santos, justos, puros, éticos, morais. As suas vistas estavam se fixando demais no que era transitório, passageiro, corruptível. Os crentes da dispersão podiam esquecer que eram apenas forasteiros, que estavam somente de passagem. Alguém precisava redirecionar a caminhada daquela igreja sofredora e perseguida! Mas quem?

O Senhor tem alguém: Tiago, “servo de Deus e do Senhor Jesus” Cristo (Tg 1:1). Este enviou uma carta para alertar e lembrar os irmãos pobres da igreja o quanto eram ricos! Por pura graça, Deus os escolhera, antes da fundação do mundo “os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?” (Tg 2:5). Por seu grande e imenso poder, Deus os levantara da mais “profunda miséria”, para a mais “exaltada riqueza”, fazendo-os assentar-se nos lugares celestiais em Cristo Jesus, que, por Deus, também foi exaltado à mais elevada e superior posição do Universo: “acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro” (Ef 1:21).

Pela fé, agora os crentes pertencem ao reino celestial como cidadãos (Fp 3.20) e também aguardam do céu o Senhor Jesus Cristo, que transformará o ‘nosso corpo de humilhação’ em ‘corpo de glória’ (Fp 3.21). O irmão pobre, quase sempre descartado e discriminado pelo mundo, tem, portanto, razão de sobra para se alegrar intensamente em sua posição alcançada em Cristo Jesus, “que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos” (II Co 8:9). Diante disso, existe razão para viver cabisbaixo, cultivando e nutrindo sentimentos de autodepreciação e autodesvalorização? Claro que não!

Após orientar o irmão pobre, Tiago passa para o rico. Antes de prosseguir na explicação, é preciso perguntar: Este rico é ímpio ou crente? Definir se o pobre é crente é fácil. O texto afirma isto. Mas, e o rico? Isso não é tão fácil assim. Uns dizem que o rico em questão é ímpio, pois a linguagem áspera e severa é muito semelhante à empregada nos seis primeiros versículos do quinto capítulo, em que Tiago retrata, de maneira vigorosa, o iminente julgamento e a condenação dos ricos opressores. Outros, no entanto, pensam que o rico desse texto é crente, pois a palavra “irmão”, que aparece no início do versículo nove, está também presente, ainda que implicitamente, no início do versículo dez.

Dizem que o fato de Tiago expressar-se com severidade não exclui o fato de o rico ser irmão, pois, se a vida do irmão não estava segundo a palavra de Deus, não havia por que Tiago hesitar em dirigir-lhe palavras austeras e rigorosas, com o intuito de ajudá-lo a viver de modo agradável a Deus. A maior prova disso, afirmam, pode ser vista no início dos capítulos quatro e cinco, em que o apóstolo censura energicamente o favoritismo (Tg 2:1-10) e o mundanismo dos irmãos (Tg 4:1-10). Este pode ser o caso do irmão rico desse texto. Talvez ele precisasse de uma reprimenda. Talvez estivesse se conduzindo de maneira bastante orgulhosa e arrogante na igreja, recriminando e inferiorizando os demais irmãos pobres. Isto sempre acontecia e acontece. Se este era o caso, a repreensão era urgentemente necessária. Comentaristas experientes e especialistas reconhecem que não há como precisar se o rico do texto em foco é irmão ou ímpio. É possível que o texto se refira a ambos os casos. Perde-se muito o sentido do estudo bíblico, quando se fixa a atenção no que não é essencial. Saber se este rico é ímpio ou crente não é relevante. Mas uma coisa é certa: a recomendação de Tiago serve para qualquer pessoa, quer seja crente, quer seja ímpia, quer seja da igreja, quer seja do mundo. E qual é a recomendação bíblica para o rico, no tocante a sua riqueza? Esta: “[Glorie-se] o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva” (Tg 1:10).

Os ricos do tempo de Tiago, e do nosso tempo também, se mostram sempre vigorosos, invencíveis, robustos, inabaláveis, viçosos, exuberantes, saudáveis: “Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens” (Sl 73:4-5). Eles brilham no meio das massas de pessoas marcadas pela miséria e pobreza. O tempo todo se gabam e se gloriam “nas” e “das” suas possessões materiais e terrenas, na maioria, claro, amontoadas por meios fraudulentos e desonestos (Tg 2:6, 5:4). A sua única preocupação é saber como aumentar a sua riqueza. Não perdem uma chance sequer de ganhar mais e mais. Vivem pelo “ter” e para o “ter”!

Ao verem que o povão admira, adora e cultura o seu jeito de viver, resolvem compartilhar os segredos da sua riqueza e de seu sucesso. De mentirinha; mas o que importa? Então, monta-se um universo à parte, especializado em explorar e retratar o status dessas chamadas celebridades. Livros e mais livros são publicados e vendidos como água. Afinal, eles apresentam métodos, programas, segredos, caminhos do sucesso. Os incautos, crentes e não-crentes, que sonham e buscam “ser” o que o que eles “são” e “ter” o que eles “têm”, não param de comprar esses livros. O segredo da riqueza e da beleza é simples, mostram os livros - ele e ela são assim porque comem tal comida, bebem tal bebida, vestem tal vestido, utilizam tal perfume, calçam tal sapato e fumam tal cigarro. O povo acredita! Mas, sem exceção, o resultado é uma amarga e aflitiva frustração.

A igreja da dispersão estava se deixando influenciar e conformar pela aparência da riqueza. Na reunião de adoração, tinha mais vez quem tinha anel de ouro (Tg 2:2-3). O apóstolo Tiago tinha de fazer alguma coisa. Fez o que Deus queria: afirmou ao irmão de condição humilde, que estava encantado e deslumbrado com a imponência do rico: “Meu irmão, não se deixe levar pela glória do rico, pois ele passará como a flor da erva” (Tg 1:10). Ele foi rápido e direto! Tiago não era um estraga prazeres. Ele era um crente sério, que não se deixava levar pelo falso ensino. O seu compromisso era com a palavra de Deus e com o Deus da palavra, a qual vive e permanente (I Pe 1:23). Assim, ele não poderia se calar. E não se calou. O que o povo chamava de “magnificência”, Tiago chamava de “insignificância”.

O rico passa a todos a impressão de que a riqueza traz segurança. Tiago, porém, sabia, aprendera com o sermão de seu “irmão”, Jesus, seu Senhor e Mestre, que as riquezas são perecíveis, inseguras, fugazes e incertas (Tg 5:3), as traças as corroem e os ladrões as roubam (Mt 6:19-21). Aprendera, também, que “os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas, e as demais ambições, entrando, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera” (Mc 4:19). De maneira ousada e incisiva, ele rebateu a cultura que difama o ser e glorifica o ter, dizendo: “Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seu caminho” (Tg 1:11).

Tiago é um mestre inteligente. Disso ninguém tem dúvida. Ele sabe utilizar a ilustração certa para tornar o seu ensino ainda mais claro – recorre à flora e ao clima da região para mostrar que o rico, ao contrário do que parece, é extremamente frágil; é tão frágil quanto a flor da erva do campo! A figura de uma flor do campo murchando é bastante familiar às pessoas do Oriente Médio, que sempre viam as belas flores primaveris secarem-se de repetente debaixo do vento quente, vindo do abrasador deserto. O ensino é claro: assim como vento quente oriental acaba com a beleza da flor, o toque divino destrói o poderio humano: “Vi um ímpio prepotente a expandir-se qual cedro do Líbano. Passei, e eis que desaparecera; procurei-o, e já não foi encontrado” (Sl 37:35-36; Os 13:15).

II - APLICANDO O CONHECIMENTO EM NOSSA VIDA

A fé que valoriza o ser não se deixa dirigir pelo egocentrismo - Ao ser perguntado sobre o que fazia com o salário mensal de 1,2, milhões de reais, certo apresentador de um programa de TV, respondeu de pronto: “Eu me faço feliz”. Resposta infeliz! O apresentador está seguindo o fluxo normal de correr atrás do ter e não atrás do ser, o grande equívoco da felicidade superficial e circunstancial. Ele compra coisas para a casa, obras de arte, objetos antigos e viaja. Está longe de entender a outra fórmula da felicidade, contida no ensino de Jesus: “Há maior felicidade em dar do que em receber” (At 20:35) [2]. A pessoa egocêntrica vive excessivamente preocupada somente consigo mesma. Na sua boca, há sempre este refrão: “Tô nem aí, tô nem aí... Pode ficar com seu mundinho, eu não tô nem aí; tô nem aí , tô nem aí... Não vem falar dos seus problemas que eu não vou ouvir”.

Eis o problema da pessoa egocêntrica: amar-se demais. O maior obstáculo na arte e no dever de amar os outros é o amor demasiado a nós mesmos. A fé que valoriza o ser, porém, não se deixa dirigir pelo egocentrismo, porque o seu alvo é Jesus Cristo, exemplo máximo e perfeito de amor pelos outros. Ele, embora sendo Deus, não exigiu e tampouco se apegou a seus direitos como Deus, mas pôs de lado o seu imenso poder e a sua glória; assumiu a forma de servo, tornando-se igual aos seres humanos. Embora sendo rico, fez-se pobre, por amor a nós, sendo nós ainda pecadores.

Imitemos o despojamento e o desprendimento de Cristo. Não procuremos somente os nossos próprios interesses, mas também os dos outros (Fp 2:6).

A fé que valoriza o ser não se deixa seduzir pelo materialismo - Quando Jesus viveu neste mundo, sempre se lembrou de que não era deste mundo: ”vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou” (Jo 8:23). Outros textos em que Jesus afirma o mesmo são: Jo 15:19, 16:28, 17:14b, 18:36. Por essa razão, Jesus não se deixou seduzir pela tentação do materialismo, “quando o diabo levou-o novamente a um monte e mostrou-lhe todos os reinos deste mundo e o seu esplendor“ (Mt 4:8), para dizer-lhe: “Tudo isto te darei se prostrado, me adorares” (Mt 4:9). Nós, de igual modo, não somos deste mundo. Jesus deixou isto muito claro em sua oração sacerdotal: “eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” (Jo 17:14).

Se não somos do mundo, não fazemos o que o mundo faz. Guardamo-nos de suas contaminações (Lc 21:34; Gl 6:24; Tg 1:27). Não buscamos o que o mundo busca. No mundo, busca-se o favor dos homens, e nós, o de Deus. Não valorizamos o que o mundo valoriza (I Co 7:31). No mundo, as pessoas valorizam o ter, mas nós valorizamos o ser (I Jo 2:17). Elas valorizam o acumular, mas nós valorizamos o repartir (Mt 5:42, Lc 12:33). No mundo, valoriza-se uma posição social entre os homens, mas nós valorizamos a nossa posição em Cristo (Cl 3:3). Por vivermos em função dos valores superiores, passamos por aflições neste mundo, mas temos bom ânimo (Jo 16:33). O nosso Senhor venceu este mundo! Nós o temos vencido também, pois todo que nascido de Deus vence o mundo. “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (I Jo 5:4), a fé que valoriza o ser.

A fé que valoriza o ser não se deixa possuir pela indignação - Não são poucas as pessoas que se deixam possuir de indignação, ao verem o esplendor de algumas das chamadas celebridades do mundo. Nomes de alguns astros do cinema, da televisão, da música, da literatura, da política e mesmo dos esportes estão, freqüentemente, associados a milhões e a bilhões de dólares, ao luxo, ao conforto, aos caprichos, à pompa e à fama. Pelo modo como vivem, parecem mesmo estar o tempo todo debochando da pobreza alheia. Muitos, ao chegarem as suas casas, com seus minguados e insuficientes salários, põem-se a pensar: Por que o ator tal ou o jogador acolá possuem dinheiro o suficiente para não trabalhar pelo resto da vida, enquanto tantos têm de trabalhar arduamente, para, precariamente, poder sobreviver.

Diante disso, as pessoas perguntam-se, indignadas: Por que essa injusta distribuição de renda? Seria Deus injusto ao permitir que pessoas sejam tão fartamente supridas de dinheiro, poder e fama, sendo que, mesmo entre os cristãos, há aqueles que são muito pobres economicamente? A fé que valoriza o ser, porém, não se deixar indignar pela prosperidade dos ímpios (Sl 49:17-19). Ainda que, durante a vida, eles se tenham considerado felizes e os homens os louvem, quando prosperam, em breve serão exterminados (Sl 37:1-2, 49:16), na “vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão” (I Pe 3:12). Os justos, porém, serão preservados; herdarão a nova terra e habitarão nela para sempre! Confie nesta promessa, meu irmão, porque quem a fez é fiel!

CONCLUSÃO

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco. – Onde estão seus móveis? – perguntou o turista. E o sábio, bem depressa, perguntou também: - E onde estão os seus? – Os meus?! – surpreendeu-se o turista. – Mas eu estou aqui só de passagem! – Eu também – concluiu o sábio.

De fato, a vida na terra é somente uma passagem. No entanto, como o rico sem juízo (Lc 12:13-20), muitos crentes em Jesus vivem como se fossem ficar aqui eternamente. Andam pensando e buscando demais as coisas que são da terra (Cl 3:1-2); não se lembram mais de que “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hb 13:14). A fé dessas pessoas valoriza o ter.

Muitos crentes que fazem parte igreja do presente século não podem mais dizer o que diziam os crentes que faziam parte da igreja do primeiro século: “não tenho prata nem ouro” (At 3:6a). Também não podem mais ordenar ao coxo: “Em nome de Jesus, o nazareno, levante-te e anda” (At 3:6b). Aliás, ordenam, mas os “coxos” não se levantam mais. Por quê? Talvez porque muitos dizem o que diziam os crentes daquela igreja da Ásia: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Ap 3:17a). Estão materialmente prósperos, mas espiritualmente, miseráveis, como Jesus bem indicou: “Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Ap 3:17b). O problema, porém, tem solução. Ela está em Cristo, que afirma: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças (...) e colírio, para ungires os teus olhos, a fim de que vejas” (Ap. 2:18).

Só Jesus pode curar os nossos olhos dessa doença chamado materialismo.

Amém!

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Referências bibliográficas:


[1] MOO, D.J. Tiago, Introdução e Comentário. P. 66.

[2] Revista Ultimato, nº 298, jan/fev. 2006, p. 19.




Fonte: Estudo sobre a fé baseado na epístola de Tiago - Reproduzido e divulgado no PC@maral

Um comentário:

  1. Olá! Irmão PCamaral, Graça e paz da parte do Senhor Jesus...

    Excelente reflexão, sobre a verdadeira fé em Cristo, muito boa mesmo, parabéns pela postagem, que Deus continue te iluminando na verdade da sua Palavra. Hoje são poucos os cristãos, que conhecem, ou vivem esta realidade. Pois todos desejam as bênçãos do evangelho, mas poucos querem sofrer pela glória de Cristo.(2Tm-2:8-13).
    Estou esperando a visita do amado irmão, ao meu humilde blog, certamente os seus comentários irão motivar o meu trabalho.

    Deus te abençoe em nome de Jesus...

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