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O Reinado Da Riqueza - Série: Monarquia [3]


“Assim o rei Salomão excedeu a todos os reis da terra, tanto em riquezas como em sabedoria”. (I Rs 10:23)
Aprendendo e praticando a forma correta de angariar e usar as riquezas.
A riqueza material é, por natureza, um tema polêmico na igreja de Cristo. Uns acham que os ricos não entrarão no reino dos céus; outros entendem que a verdadeira espiritualidade é expressa por uma vida de pobreza. A Bíblia Sagrada não apóia nenhuma dessas visões, porque a salvação não está condicionada à pobreza ou à riqueza, mas à graça de Deus, pela fé em Cristo, que capacita os salvos a obedecerem a Deus.

De qualquer forma, temos, neste estudo, a oportunidade de melhorarmos nossa visão sobre a maneira como os salvos devem lidar com as riquezas, tendo como inspiração a vida do rei Salomão, o homem mais rico do Antigo Testamento; veremos que, ao contrário do que muitos cristãos pensam, este rei não é um bom exemplo a ser seguido, quando o assunto é riqueza material.

I - A HISTÓRIA CONTADA

Salomão não foi um monarca que assumiu o poder depois da morte do pai; Davi ainda vivia, quando ouviu falar que seu filho mais velho, Adonias, intentava usurpara seu trono (I Rs 1:5 a 2:53). Diante disso, o rei chamou a Salomão e lhe preveniu sobre alguns homens que poderiam causar graves instabilidades no reino de Israel; eram eles: Joabe e Simei, além do próprio Adonias (I Rs 2:5-10). Mas o que determinou a passagem do trono a Salomão não foi este fato, mas a ordem que Deus dera a Davi (I Cr 22:5-19).

Salomão era o décimo filho de Davi, e, por isso, tinha poucas chances de assumir o trono; entretanto, a morte violenta de seus irmãos mais velhos, antes de assumirem o poder explica a situação (II Sm 10 – I Rs 2). A história resumida do esplendoroso reinado de Salomão é encontrada em I Reis 1:11 e I Crônicas 28 a II Crônicas 9. Para facilitar a sua compreensão, utilizaremos a divisão feita por Gadner [1], que divide o assunto em quatro partes, a saber: a garantia do trono para Salomão (I Rs 1-2), a sabedoria de Salomão e suas realizações (I Rs 3-8), a fama internacional de Salomão e a conseqüente apostasia (I Rs 9 a 13:8), e os oponentes de Salomão (I Rs 11:9-43).

A narrativa da coroação de Salomão é apresentada na Bíblia com duas perspectivas: de acordo com I Crônicas 28-29, Salomão foi ungido rei numa solenidade aberta, pública, quando se declarou que aquela era uma escolha divina; em I Rs 1, porém, tem-se uma cerimônia de coroamento fechada, privada, feita às pressas.

Não há contradição; o que ocorre é a revelação do que aconteceu exteriormente e o que ocorreu nos “bastidores do poder”, isto é, Adonias, com o apoio do sacerdote Abiatar, havia se declarado rei, ainda com Davi vivo e sem o apoio do profeta Natã, do sacerdote Zadoque e dos valentes de Davi (I Rs 1:5-10). O velho rei, porém, jamais repreendeu Adonias (I Rs 1:6). Diante dessa situação, o profeta Natã e a mãe de Salomão, Bate-Seba, concluíram que era necessário agir rapidamente. Com argumentos envolventes, mexeram com o brio de Davi, mostrando-lhe que as intenções de Adonias eram contrárias às do rei. Assim, Davi decidiu ungir a Salomão como rei de Israel (I Rs 1:11-31).

Com a elevação de Salomão ao poder, este repreendeu a Adonias e a oposição cessou (I Rs 1:50-53). Porém, o início do reinado de Salomão não foi marcado pela paz. Quando Adonias insistiu que o rei lhe desse Abisague como esposa, Salomão mandou executá-lo, por não concordar que seu irmão desejasse deitar-se com a virgem que passou a fazer parte do harém de seu pai, Davi, quando este já não tinha vitalidade (I Rs 2:13-25).

O sacerdote Abiatar, que sempre apoiara Adonias, foi expulso (I Rs 2:26 e 27); mas o comandante Joabe foi executado (I Rs2:36-46). Suas funções foram assumidas por Benaia e Zadoque, respectivamente, como prêmio pela fidelidade a Davi e a Salomão. O rei ainda mandou executar a Simei, que também apoiara Adonias (I Rs 2:36-46). Assim, o violento Benaia matou os principais opositores do rei.

Toda essa truculência, porém, não tem relação com a bênção de Deus sobre Salomão, uma vez que a graça e a misericórdia divina sobre o rei não se baseavam nos atos deste, mas na aliança que Deus fizera com Davi e seus descendentes de torná-los uma dinastia perene em Jerusalém (II Sm 7:4-17).

Ao ver que Salomão estava usando as mesmas armas violentas que o pai usara para resolver os problemas (cf. II Cr 22:7-8), Deus lhe apareceu pela primeira vez e lhe disse: Pede-me o que queres que eu te dê (I Rs 3:5). Salomão fez este pedido: A teu servo, pois dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal: porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo? (I Rs 3:9) Agradou-se o Senhor de Salomão e concedeu-lhe um bom entendimento, que, na Bíblia, significa ter um coração capaz de ouvir a palavra de Deus e obedecer-lhe. Assim, Salomão foi divinamente habilitado para discernir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, entre o superficial e o essencial, enfim, pela observação das palavras e dos atos, ele teria condições de entender o que realmente se passava no coração das pessoas que o rodeavam.

Tamanha sabedoria proporcionaria a Salomão reagir corretamente diante das situações mais complexas e realizar um reinado afinado com a vontade de Deus. Davi havia perdido essa capacidade parcialmente depois de seu pecado com Bate-Seba, quando não percebeu o levante de Absalão, de Adonias, entre outros. Depois deste encontro com Deus, Salomão procurou mudar suas atitudes políticas: em vez de violência, buscou alinhar suas ações aos princípios estabelecidos na aliança que Deus fizera com seu pai. Desta forma, além de sabedoria, Deus adicionou riquezas e glória incomparáveis aos demais reis de seu tempo (I Rs 4:13); mas com uma condição: Se tu andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou teu pai Davi, prolongarei os teus dias (I Rs 3:14 – TB; cf. I Rs 2:2-4).

A prova de que o rei havia adquirido refinada habilidade para resolver problemas de maneira sábia viria logo em seguida, com a maravilhosa decisão sobre o caso das duas mães que pleiteavam o mesmo bebê (I Rs 3:16-26). O povo reconheceu que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça (I Rs 3:28). Gardner destaca exemplos adicionais da sabedoria deste rei de Israel:
Salomão organizou seu próspero reino (1 Rs 4.1-21), sua corte (1 Rs 4.2-28), e escreveu provérbios e outras literaturas sobre sabedoria (1 Rs 4.29-34; cf. Pv 1.1; 10.1; 25.1; Ct 1.1 e os títulos dos Sl 72 e 127). A maior demonstração da sabedoria de Salomão, entretanto, foi a construção do Templo do Senhor Deus de Israel. 1 Reis 5 a 7 contém os detalhes das negociações, os preparativos, do início e fim da obra. A sua inauguração foi celebrada com a introdução da Arca da Aliança na parte santíssima da estrutura (1 Rs 8.1-11). Esse ato foi seguido pela bênção de Salomão sobre o povo e a sua dedicatória, onde falou das promessas que Deus fizera a Davi, seu pai, e intercedeu pelo bem-estar do povo e da terra (1 Rs 8.12-66). [2]
Até este ponto Salomão era um modelo de rei. Para preveni-lo de futuros deslizes que o poder costuma causar, Deus lhe apareceu pela segunda vez, advertindo-lhe, bem como a seu povo, de que todas aquelas bênçãos graciosas seriam suspensas, se eles não permanecessem fiéis ao pacto feito com Davi (I Rs 9:3-9). Desta forma, a sabedoria, a riqueza e as realizações de Salomão correram mundo afora.

Champlin informa que o rei expandiu o território que ia ao Eufrates, no nordeste; ao ribeiro do Egito, no sudeste; ao mar Mediterrâneo, no oeste, e ao deserto arábico, no leste. O rei introduziu ao exército cavalos, carruagens e várias inovações militares que o tornaram invencível. Através dos fenícios, Salomão conseguiu desenvolver uma relação comercial marítima que lhe rendeu muitas riquezas; fez de Hirão, rei de Tiro, um poderoso parceiro comercial (I Rs 5:1-12, 9:10-14); [3] fez, também, vários tratados comerciais, inclusive através de casamentos (I Rs 3:1; 10:24 e 25; II Cr 9:23 e 24). Em I Rs 4:20-28, 10:14-29, é descrita a impressionante riqueza de seu reinado.

Cada vez mais, Salomão usava sua sabedoria para enriquecer e para construir sua obra prima: o Templo. Para tanto, cobrou pesados impostos dos parceiros comercias e do povo (I Rs 9:10-14, 12:4), e não hesitou em usar mão de obra escrava (I Rs 9:15-24), medidas que iriam se transformar na base da divisão do reino, depois de sua morte. Esquecendo-se de que sua riqueza vinha das mãos do Senhor, Salomão se empolgou com sua capacidade de realizar grandes empreendimentos, e, assim, aprofundou seus relacionamentos íntimos e ilícitos com mulheres pagãs (I Rs 11:1-3) e suas parcerias comerciais com reis pagãos. De longe, rainhas vinham vê-lo e admirá-lo (I Rs 10:1-13). Com o tempo, suas esposas o conduziram à idolatria:
Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai, porque Salomão andou em seguimento de Astarote, deusa dos sidônios, e em seguimento de Milcom, a abominação dos amonitas. Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do SENHOR e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai. Então, edificou Salomão um alto a Quemos, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom. E assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses. (I Rs 11:4-8)
O sábio e entendido Salomão manchou seu reinado com a poligamia e com a idolatria. Nestas condições, Deus lhe apareceu pela terceira vez declarando juízo contra seus pecados e misericórdia para com a descendência de Davi:

Pelo que disse o SENHOR a Salomão: Visto que houve isso em ti, que não guardaste o meu concerto e os meus estatutos que te mandei, certamente, rasgarei de ti este reino e o darei a teu servo. Todavia, nos teus dias não o farei, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei; porém todo o reino não rasgarei; uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi e por amor de Jerusalém, que tenho elegido. (I Rs 11:11-13; cf. vv 31-33)

A partir de então, o reino próspero começou a desabar; a imensa riqueza, a pompa, o luxo, tudo acabaria. Deus levantou adversários contra Salomão: Hadade, Rezom, Jeroboão (I Rs 11:14,23,26, cf. vv. 14-40). Cada um destes homens foi usado por Deus para enfraquecer e arrancar Salomão do trono, porque o rei decidiu ser desleal para com o Senhor. As palavras de Deus proferidas em I Rs 11:11-13 iriam se cumprir através da divisão do reino, sob os reinados de Jeroboão, seu servo, e de Roboão, seu filho. Desta forma, depois de quarenta anos de reinado, Salomão morreu e Roboão, seu filho, assumiu o seu lugar (I Rs 11:42-43).

II - A HISTÓRIA APLICADA

1. A verdadeira riqueza não deve ser medida por padrões materiais.

Sem dúvida, o reinado de Salomão foi marcado pela grandeza, pela prosperidade, pelas grandes construções, pela riqueza material. Contudo, o Senhor Jesus, ao se referir ao próspero Salomão, afirmou: ... eis que está aqui quem é mais do que Salomão (Mt 12:42). Pelos padrões mundanos de riqueza, Jesus Cristo é insignificante comparado a Salomão, pois não tinha nem onde reclinar a cabeça (Lc 9:58). Talvez essa seja a razão por que muitos pregadores modernos inspiram-se na riqueza de Salomão para pregar uma fé material e enriquecerem a custa da simplicidade das pessoas. Mas, quando a comparação entre Cristo e Salomão é feita com base nos padrões do reino de Deus, encontra-se a verdade: Jesus Cristo é incomparavelmente maior do que os homens mais poderosos da terra. E mais: Ele é a maior riqueza que uma pessoa pode ter nesta vida (Mt 13:44-45; cf. I Pe 2:6-7).

A verdadeira grandeza deve ser medida por valores espirituais, não por valores materiais. Portanto, na busca pelo dinheiro, tenhamos cuidado para não esquecermos que o verdadeiro tesouro não habita em nossa conta bancária, mas em nosso espírito. Por não terem esse entendimento ou não aceitarem este ensinamento, muitos que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína (I Tm 6:9). Por isso, a Palavra nos adverte: Ouvi, meus amados irmãos. Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam? (Tg 2:5 – cf. Mt 6:19-21; Pv 22:1)

2. A riqueza material não deve ser buscada com padrões mundanos.

Conquanto tenha ouvido do próprio Deus a promessa de torná-lo um homem materialmente rico e cheio de glória, como cumprimento do pacto feito com Davi (I Rs 3:13), Salomão lançou mão de padrões mundanos, ao casar com mulheres pagãs, adorar seus deuses e se associar a reis ímpios, a fim de obter riquezas e poder.

Não é de hoje que pessoas, ansiosas por verem as promessas de Deus se cumprir em suas vidas, usam meios ilícitos para conquistá-las. A ansiosa Sara desobedeceu a Deus, ao mandar a sua serva, Agar, deitar-se com seu marido, Abraão, por achar que Deus estava demorando em cumprir sua promessa de dar-lhe um filho (Gn 15 e 16). Tais posturas demonstram falta de confiança em Deus. Ao lançarem mão de padrões mundanos, os servos de Deus revelam desconfiar da competência divina em cuidar de suas necessidades.

Não devemos buscar a riqueza material a qualquer custo, nem sacrificar a obediência a Deus e a integridade cristã. É pecado mentir, trapacear, roubar, burlar, humilhar pessoas, enfim, usar meios ilícitos para obtermos bens materiais.

Ao ensinar que o Pai celeste não deixa faltar nenhum bem básico à vida, Jesus Cristo comparou Salomão aos lírios do campo, e declarou: E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles (Mt 7:29). Mais uma vez, o padrão pomposo de Salomão não é citado por Jesus como um bom exemplo. O pai de Salomão, na velhice, garantiu: Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão (Sl 37:25).

Precisamos confiar em Jesus! Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? (Mt 6:25; cf. vv. 31-34)

3. A riqueza material deve ser desfrutada com sabedoria divina.

Não é pecado sermos ricos materialmente. Deus deu riquezas a Abraão; prometeu terra que mana leite e mel para seu povo, em Canaã, e Jesus viu muitos ricos no templo de Jerusalém (Lc 21:1). A grandiosa riqueza de Salomão, contudo, não serve como padrão para os cristãos sinceros, por dois motivos: (1) grande parte dela foi construída com negociações pecaminosas; (2) ela não foi desfrutada com sabedoria. Salomão ganhou e gastou com a extravagante pompa de seu reino. Quantas pessoas, em nossos dias, ganham riquezas de forma tortuosa, iníqua, ao mesmo tempo em que as desperdiçam? A riqueza concentrada na mão de poucos é gasta nos restaurantes, nas lojas, onde o preço de um prato de comida e de uma peça de roupa é um verdadeiro escândalo para os pobres.

Não devemos utilizar de forma fútil a riqueza material adquirida com a bênção de Deus. Precisamos pedir sabedoria divina para ganharmos e para gastarmos. Em mais este ponto, nosso exemplo não é o sábio Salomão, mas Cristo, que é a nossa sabedoria (I Co 1:30; cf. Mt 13:54). Com base nesta, e diante da carência de materiais básicos para as viúvas, a igreja de Cristo, em Jerusalém, decidiu: Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio (At 6:3).

Ganhar com integridade e gastar com prudência é uma atitude de obediência a Deus e uma demonstração de espiritualidade alinhada com o ideal de riqueza que o Senhor deseja partilhar com seus filhos nesta vida.

CONCLUSÃO

Geralmente, a visão que temos de Salomão é a de um rei bem-sucedido, de maneira que muitos de nós o tomamos como um grande exemplo a ser seguido por nossos filhos, especialmente, em suas vidas profissionais. Mas, como lemos, Cristo não o vê como nós; e como não poderia ser diferente, o Senhor está correto, pois o substituto de Davi só foi bem-sucedido quanto a ter um coração capaz de ouvir as pessoas e entendê-las para poder julgar suas questões de forma reta. Pessoalmente e espiritualmente, porém, ele foi um fracasso, pois não conseguiu transformar em obediência o que ouviu de Deus.

Aqui está a grande lição: ninguém sendo dotado de grande sabedoria e sensibilidade para com os problemas dos outros está desobrigado de ser obediente e fiel a Deus, ou seja, a sabedoria humana não substitui a retidão e a santidade.


Referências Bibliograficas
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[1] Gardner, Paul, Quem é Quem na Bíblia Sagrada. Ed. Vida, São Paulo, 1995.

[2] Gardner, Paul, Quem é Quem na Bíblia Sagrada, Ed. Vida, São Paulo, 1995.

[3] Champlin, Russell Norman. Dicionário - O Velho Testamento Interpretado Versículo por Versículo, vol 4, p. 5222, Candeia, 2000.

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Fonte: Estudo bíblico de autoria do Pastor José Lima de Farias Filho - Divulgado no PC@maral - SÉRIE MONARQUIA

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