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A Bíblia nos Ensina a Encontrar a Verdadeira Riqueza.

Prevalece, em nosso tempo, provavelmente mais do que em qualquer outra época do passado, uma corrida desesperada em busca de dinheiro e riquezas. Para sermos sinceros, não vejo nenhum mal em as pessoas revelarem tanto interesse pelo dinheiro, já que não se pode viver sem o concurso dele. As Escrituras não condenam as riquezas e nem as pessoas ricas tão somente por serem ricas; o que efetivamente condenam é a ganância configurada no apego demasiado ao dinheiro, como se, para consegui-lo, todos os meios fossem justificáveis.

Por isso, se dinheiro e riquezas representam algum mal, este consiste na maneira de lidar com essas coisas, e não em possuí-las. Portanto, nenhuma pessoa será salva por ser pobre, assim como também nenhuma pessoa será condenada por ser rica. Com base no que as Escrituras ensinam, podemos encontrar algumas considerações gerais sobre a riqueza, com lições que possam ser aproveitadas por nós.


Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas. (Pv 22:1)


I - A Riqueza Segundo A Palavra de Deus

Houve uma época em que as pessoas podiam viver sem dinheiro. Nessa época, trocava-se mercadorias por mercadorias. Com o passar do tempo, porém, o dinheiro foi se tornando cada vez mais necessário e importante. Atualmente, é praticamente impossível alguém viver sem ele. Trocamos mercadorias e serviços por dinheiro e dinheiro por mercadorias e serviços. Cada vez mais cresce o interesse pela sua aquisição. Para conseguirmos dinheiro, só há duas maneiras diferentes: Uma honesta e outra desonesta. Chegamos a um ponto em que muitas pessoas, na sua ambição pelo dinheiro, utilizam qualquer meio para o conseguirem.

Embora não seja esta a maneira certa de se ganhar dinheiro, são muitos os que se valem de expedientes imorais e desonestos para tirarem deles vantagens financeiras. Por dinheiro, uma mulher pousa nua para a capa de uma revista masculina ou um homem pousa nu para a capa de uma revista feminina; um homem chega a trair, roubar e matar, pelo mesmo motivo; outros há que mentem, dão falso testemunho, deixam-se subornar, etc. O sequestro de empresários e autoridades é uma forma de crime muito comum nos dias de hoje; e isto é feito por dinheiro.

Para que uma pessoa enriqueça honestamente, é preciso que conte com, pelo menos, uma das situações indicadas a seguir: herança em bens ou dinheiro deixados pelos ancestrais (Pv 13:22); sábio aproveitamento das oportunidades oferecidas (Lc 12:40-46); trabalho e muita perseverança (Ef 4:28; I Ts 4:11-12); sábia administração de economias (Pv 31:13,16,19,27). E isto é o que deve ser feito, em obediência à Palavra do Senhor: Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades (Rm 13:13).

Mas por que a riqueza é tão buscada e desejada? Podemos dizer que não somente para suprimento de necessidades materiais. Há uma razão emocional: respeitabilidade. Todos querem ter dinheiro porque este está associado a status, fama e poder, sem contar que serve para atrair muitos amigos: As riquezas multiplicam os amigos (Pv 19:4). Todavia, amizades conseguidas por meio do dinheiro nem sempre são sinceras e duráveis. Quando a riqueza acaba, elas somem. Quem não se lembra do filho pródigo? Enquanto detinha a herança recebida do pai, estava cercado de inúmeras amizades, mas assim que os recursos acabaram, ficou sozinho e faminto (Lc 15:13-14).

Em face dessa discussão sobre dinheiro e riquezas, é importante lembrarmos que, por diversos fatores, nem todas as pessoas conseguem prosperar financeiramente. No Livro de Deuteronômio, afirma-se que nunca cessará o pobre do meio da terra (15:11). Numa declaração semelhante, Jesus disse: Porque sempre tendes convosco os pobres (Mt 26:11). Isto não significa que devemos nos acomodar a qualquer situação, como se tivéssemos sido previamente destinados à pobreza, em caráter definitivo. O que ambos os textos estão dizendo é que sempre existirão pessoas pobres na terra.

Todavia, os que querem ficar ricos devem tomar cuidado com a ambição. A excessiva ambição pelo dinheiro poderá provocar inúmeros prejuízos espirituais. Os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas, de acordo com o ensino de Cristo, sufocam a palavra, e fica infrutífera (Mt 13:22), impedindo o crescimento espiritual das pessoas. Os que querem ficar ricos caem em muitas armadilhas e tentações: e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores (I Tm 6:9-10). Porém, há um risco ainda maior: uma pessoa dominada pelo desejo de riqueza pode ser impedida de entrar no reino de Deus (Mc 10:23-25). Os bens terrenos tendem a escravizar os seus possuidores, atrofiando seus interesses espirituais, impedindo-os de pensar em outra coisa.

Salomão, um dos homens mais ricos do seu tempo, afirmou que quem confia na riqueza cairá (Pv 11:28). Ele mesmo foi um bom exemplo disso: Orando, pediu a Deus sabedoria, e este lhe deu sabedoria e riqueza (I Rs 3:11-13; 4:29-30). Salomão fez um bom uso da sabedoria, em diversas situações – uma delas está em I Rs 3:16-28 –, mas não da riqueza. Usou-a abusivamente, entregando-se aos prazeres extravagantes, deixando-se corromper (I Rs 11:1-3). A experiência pela qual passou Salomão vale como advertência aos que querem adquirir, de qualquer maneira, dinheiro e riquezas, sem estarem suficientemente preparados para administrar essas coisas com sabedoria e inteligência.

Para que os servos e as servas do Senhor não sejam espiritualmente prejudicados pelo mau uso da riqueza, não devem colocar nelas o coração. Isto significa que aqueles que possuem riquezas – ou deseja possuí-las – e querem continuar sendo servos de Deus, precisam decidir urgentemente atender ao inspirado conselho do salmista Davi: Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração (Sl 62:10). Não podemos confiar nelas ou fazer delas o nosso escudo, pois não duram para sempre (Pv 27:24). Em sua época, Salomão observou que as riquezas que os seus donos guardam (...) se perdem por qualquer má aventura (Ec 5:13-14). Além disso, no dia da ira de Deus, as riquezas não livrarão os seus possuidores (Pv 11:4; Ez 7:19).

Considerando que as riquezas não duram para sempre, que não satisfazem todas as necessidades humanas, que podem ser desfeitas de um momento para outro, sem que nada reste delas, que não protegem e nem livram seus possuidores, no dia em que Deus manifestar contra eles a sua ira; considerando, ainda, que a felicidade de um homem não reside na soma dos bens que possui, que estes podem induzir à prática da corrupção e a todo tipo de atos criminosos, que podem dificultar o crescimento espiritual do crente e o acesso ao reino de Deus, não podemos fazer das riquezas uma prioridade, embora nos sintamos no direito de possuí-las, como filhos de Deus que somos. Não podemos, porém, pôr a nossa esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento (I Tm 6:17).


II – Praticando a Palavra do Senhor

1. Em nossa relação com o dinheiro, não podemos abrir mão da honradez.

Nos últimos anos, a sociedade brasileira tem ficado perplexa com a enxurrada de denúncias de corrupção, subornos e propinas envolvendo inúmeros parlamentares do Congresso Nacional, em Brasília. O que mais chocou, porém, foi ver a liderança e os deputados de um dos partidos que mais pregou sobre ética, ao longo de seus vinte e cinco anos de história, acusados gravemente de receberem, ilicitamente, em suas contas, milhares e milhares de reais. Homens, que tinham a absoluta confiança do seu eleitorado trocaram honradez por dinheiro. Em nome do dinheiro, sacrificaram a integridade.

Não estamos, como vimos, impedidos de buscar riquezas, até porque Deus não as condena. Porém, se, impelidos pelo desejo de adquiri-las, nos sentimos tentados a utilizar meios ilícitos, devemos reconhecer que chegou o momento de frear nossos impulsos e pedir a ajuda do Senhor. Os bens materiais são importantes, dão-nos conforto e bem-estar, mas, para adquiri-los, não podemos negociar a nossa honradez, pois, de acordo com Provérbios 22:1, mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro; ou, como diz outro Provérbio: É melhor ser pobre e honesto do que rico e desonesto (Pv 28:6 – NTLH). De fato, uma pobreza honrosa é preferível às riquezas mal-ganhas e mal-usadas.


2. Em nossa relação com o dinheiro, não podemos abrir mão do altruísmo.

No mundo de hoje, marcado pelo egocentrismo e pelo individualismo, os pobres são cada vez mais desprezados e os ricos cada vez mais favorecidos. Em Provérbios 14:20, lemos o seguinte: o pobre é odiado até do vizinho, mas o rico tem muitos amigos (Pv 14:20). Para Deus, porém, tratar o pobre com deboche é pecado: Desprezar os outros é pecado, mas aquele que faz o bem aos pobres é feliz (Pv 14:21). Quem trata o pobre com indiferença sofrerá sérias conseqüências: ... quem faz de conta que os pobres não existem será muito amaldiçoado (Pv 28:27 – NTLH). Diante disso, a melhor riqueza é aquela que pode ser partilhada com as pessoas que nada têm.

Com o mesmo interesse com que costumamos correr atrás do dinheiro e de outras coisas do nosso interesse material, devemos buscar também os valores espirituais, manifestados em ações de altruísmo e bondade em relação ao próximo. Quando fazemos isto, recebemos, em retribuição, muitas bênçãos materiais e espirituais da parte do Senhor, como está escrito, em Provérbios 19:17: ... ao SENHOR empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício. Outro Provérbio declara: ... o que dá ao pobre não terá necessidade (Pv 28:27). O altruísmo não está somente em se dar um pouco do muito que se tem, mas também na disposição de dividir o pouco que se tem: Quem é bondoso será abençoado porque reparte a sua comida com os pobres (Pv 22:9 – NTLH).


3. Em nossa relação com o dinheiro, não podemos abrir mão do equilíbrio.

Estas foram as palavras da oração de Agur: Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra: afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário (Pv 30:7-9). Ele pede para que o Senhor lhe dê uma vida financeira moderada e equilibrada. Não quer para a sua vida nem os “excessos da riqueza”, nem as “privações da pobreza”. Ele reconhece que os dois extremos são perigosos para a sua espiritualidade. Ambas as situações poderiam prejudicar comunhão de Agur com o seu Deus. Que oração sábia!

Na verdade, quem desfruta os “excessos da riqueza” está sujeito a enveredar pelos caminhos da auto-suficiência, negando a necessidade e a dependência da ajuda de Deus: se eu tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti (Pv 30:9a – NTLH). Por outro lado, quem vivencia os “excessos da pobreza”, que tem o mínimo para comer, beber, vestir e morar pode, mais facilmente, optar pelo caminho da delinqüência: E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome, ó meu Deus (Pv 30:9b – NTLH). Este é o propósito de Deus a nosso respeito: Não que sejamos endinheirados ou ricos, mas em que tenhamos o suficiente para atendermos as nossas necessidades de sobrevivência.


Conclusão

O dia virá, e talvez não esteja muito distante, em que todos terão que prestar contas daquilo que fizeram. Nesse dia, cada um receberá, com justiça, o que seus atos merecem (II Co 5:20). No dia do juízo, serão excluídos: Aqueles que, durante toda a sua vida, não tiveram tempo, senão para correr atrás do dinheiro; aqueles que, por amor ao dinheiro, prejudicaram a saúde de muitos, vendendo bebida forte e todos os outros tipos de drogas, que aumentaram o sofrimento das pessoas e diminuíram suas a vidas; aqueles que, amparados pela força do dinheiro, perverteram o direito do justo, favoreceram o culpado e condenaram o inocente; aqueles que diminuíram ou retiveram o salário do trabalhador, para ter menos despesas e mais lucros; aqueles que, por amor ao dinheiro, enveredaram pelo caminho do crime, fraudando, roubando e matando para roubar.

Naquele dia, a verdade será posta a descoberto e, então, será conhecida a verdadeira riqueza. Nesse dia, serão considerados ricos aqueles que a buscaram.




Fonte:
Texto do Pastor Valdeci Nunes de Oliveira

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