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Pregar o que o Povo Deseja Ouvir ou o que o Povo Precisa Ouvir?


Desde os tempos remotos o homem procura alguém que o apoie ou o ajude a justificar seus atos, e nessa busca, acaba colocando até Deus no meio. Quando Deus perguntou a Adão onde ele estava e Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? (Gn 3:11), o homem respondeu que a culpa era de Deus por ter lhe dado a mulher como companheira. (Gn 3:12)

Caim ouviu de Deus que estava prestes a pecar, e que poderia resistir a tentação controlando seus impulsos carnais, infelizmente, preferiu dar ouvidos ao seu coração corrupto a acatar a palavra dada pelo Senhor e assassinou seu irmão. (Gn 4:6-8)

Noé, por ordem de Deus, construiu uma arca e pregou a vinda de um dilúvio que destruiria toda a vida na terra depois de quarenta dias e quarenta noites de chuva torrencial. Ninguém deu ouvidos aquela pregação durante cem anos.(Gn 6:13-17)

Muitos reis que passaram por Israel e Judá se recusavam a escutar a voz dos profetas que desde a madrugada os advertiam sobre os juízos de Deus, preferiam dar ouvidos a falsos profetas, mentirosos e bajuladores que diziam apenas o que o rei esperava ouvir. (II Cr 18:7)

Dando um salto de muitos séculos encontramos Jesus pregando na Galiléia, (Mt 4:23), que o reino de Deus havia chegado, Jesus pregava o que o povo precisava ouvir para que tivessem a oportunidade de se arrepender de seus pecados e voltar-se para Deus, praticando o sentido espiritual, correto, da palavra ensinada desde a antiguidade.

Muitos não resistiram, muitos se escandalizaram, quando Jesus lhes disse que deveriam comer da sua carne e beber de seu sangue. Eles não entenderam que deveriam se alimentar de Jesus, da Sua palavra, que é, conforme Pedro declara: palavra de vida eterna. (Jo 6:68)

E por pregar a verdade, e por pregar o que o povo precisava ouvir, foi preso, condenado, crucificado, morto e sepultado. Mas, porque o que pregava era a verdade, ressuscitou no terceiro dia e hoje vive a destra de Deus Pai e intercede por nós. O nosso Redentor Vive! (Jó 19:25)

Hoje, nos púlpitos de nossas igrejas, o que temos testemunhado? Homens pregando o que o povo deseja ouvir ou o que precisa ouvir para que haja mudança de rumo [conversão], arrependimento, humilhação diante de Deus, reconhecendo que somos pó e que é Ele quem nos sustenta vivos?

Prega-se para o povo que Jesus cura, liberta, guarda e faz prosperar, mas, esse não foi o propósito de sua primeira vinda. Em sua primeira vinda, Jesus operava esses muitos milagres porque se compadecia do povo que eram como ovelhas sem pastor, (Mc 6:34), estavam totalmente sem rumo. Jesus, em sua primeira vinda veio para salvar o povo de seus pecados, Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido (Mt 18:11). Veio para ser instrumento para reconciliar os homens com Deus, Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação ( II Co 5:18). Veio para nos substituir, veio para morrer a nossa morte. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Is 53:5)

E quanto a nós? Pregamos a verdade de Deus, ou a nossa verdade? Temos medo do homem? Temos medo de ser rejeitados, porque pregamos a verdade? Temos medo de desagradar a igreja? Se nossa mente se ocupa com essas questões, então está claro que eu não amo a igreja do Senhor nem o rebanho do Senhor, pois o protejo mal, o alimento mal, o trato mal e com profundo desprezo, pois penso somente em mim e no meu bem estar e não no estado espiritual de meu irmão em Cristo.

Como poderá a ovelha se livrar do lobo devorador se não conhecer o escape, se não encontrar a saída? Como terá forças para suportar a perseguição se está subnutrida pelo fraco alimento que lhe estou ministrando? No meu aprisco há ovelhas sadias e fortes ou cadáveres, mortos vivos que dificilmente ficam de pé em momentos agudos de aflição.

O que temos pregado em nossos púlpitos? A verdade? Que tipo de mensagem temos transmitido? Uma pregação que não leva o homem a tomar a sua cruz, a uma profunda reflexão de seus atos diante de Deus, que não leva ao arrependimento de obras más, que não leva a submissão a vontade do Senhor, que não leva a amar a Deus acima de todas as coisas, e a seu próximo como a si mesmo, e a reconhecer o sacrifício de Jesus na cruz? Uma pregação que não tenha nenhuma dessas questões não adianta de nada. É tudo vaidade, é correr atrás do vento! (Ec 1:14)

Só a palavra de Deus é verdadeira comida e verdadeira bebida. De que nossas igrejas tem se alimentado? De vida ou de morte? Pois é isso que o homem pode oferecer de si, apenas isso, a morte, pois quem tem vida para oferecer é Jesus. Somente Ele é o detentor da vida, que está a nossa disposição se quisermos ouvir e obedecer a sua palavra da verdade. Quando pregamos a verdade que o povo precisa ouvir para viver!

Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. (II Tm 4:1-5)



Fonte:
Paulo Cesar Amaral

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