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A igreja precisa desse modelo de culto?

Quando o homem diz claramente a Deus: "Não preciso do Teu poder pois eu já tenho o marketing!"

O vídeo acima é uma bela crítica à nova tendência que começa a chegar no Brasil. Trata-se de um movimento que, sob o pretexto de contextualização cultural, tem deformado alguns pontos importantes da tradição bíblica. Para essas igrejas, o importante é a mensagem cultural, não a mensagem bíblica. Algumas marcas são comuns a este movimento:

1. As igrejas não se chamam igrejas, mas "comunidades", pois, na visão do movimento, "igreja" é uma palavra que mais assusta do que atrai;

2. Não há púlpito. No lugar dele, uma mesinha com laptop e um banquinho para o pregador apoiar-se;

3. Os pregadores usam sempre roupa informal, nunca terno e gravata;

4. A decoração do salão de cultos é repleta de imagens, banners, ou cartazes com frases de efeito;

5. O sermão nunca é chamado desta forma, mas de "palestra" ou "conversa";

6. No Brasil, músicas seculares de compositores como Vinícius de Morais, Toquinho, etc, são usadas dentro do culto.

No livro "Com Vergonha do Evangelho", John F. MacArthur Jr. descreve bem este tipo de igreja:
Quando Charles Spurgeon nos advertiu a respeito daqueles que 'gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças', foi menosprezado como um alarmista. Mas a profecia de Spurgeon se cumpriu diante de nossos olhos.
As igrejas modernas são construídas assemelhando-se a teatros ('casas de divertimento', Spurgeon as chamou). Em lugar do púlpito, o enfoque está no palco. As igrejas estão contratando, em regime de tempo integral, especialistas em mídia, consultores de programação, diretores de cenas, professores de teatro, peritos em efeitos especiais e coreógrafos.

Tudo isso não passa da extensão natural de uma filosofia norteada por marketing seguida pelas igrejas. Se a igreja funciona apenas com o objetivo de promover um produto, é bom mesmo que seus líderes prestem atenção aos métodos da Avenida Madison. Afinal, a maior competição para a igreja é um mundo repleto de diversões seculares e uma gama de bens e serviços mundanos. Portanto, dizem os especialistas de marketing, jamais conquistaremos as pessoas até que desenvolvamos formas alternativas de entretenimento a fim de ganhar-lhes a atenção e a lealdade, desviando-as das ofertas do mundo. Desta forma, esse alvo estipula a natureza da campanha de marketing.

E o que há de errado nisso? Por um lado, a igreja não deveria mercadejar seu ministério, como sendo uma alternativa aos divertimentos seculares (1 Ts 3.2-6). Isto acaba corrompendo e barateando a verdadeira missão da igreja. Não somos apresentadores de carnaval, ou vendedores de carros usados, ou camelôs. Somos embaixadores de Cristo (2 Co 5.20). Conhecendo o temor do Senhor (v.11), motivados pelo amor a Cristo (v. 14), tendo sido completamente transformados por Ele (v. 17), imploramos aos pecadores que se reconciliem com Deus (v. 20).

Também, em lugar de confrontar o mundo com a verdade de Cristo, as mega igrejas norteadas por marketing estão promovendo com entusiasmo as piores técnicas da cultura secular. Alimentar o apetite das pessoas por entretenimento apenas agrava o problema das emoções insensatas, da apatia e do materialismo. Com toda franqueza, é difícil conceber uma filosofia de ministério mais contrária ao padrão que o Senhor nos confiou. Proclamar e expor a Palavra, visando o amadurecimento e a santidade dos crentes deveria ser âmago do ministério de toda igreja. Se o mundo olha para a igreja e vê ali um centro de entretenimento, estamos transmitindo a mensagem errada. Se os cristãos enxergam a igreja como um salão de diversões, a igreja morrerá.
Uma senhora, inconformada com sua igreja, que tinha abraçado todas essas excentricidades modernas, queixou-se recentemente: “Quando é que a igreja vai parar de tentar entreter os bodes e voltar a alimentar as ovelhas?”
Nas Escrituras, nada indica que a igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo através do apresentar o Cristianismo como uma opção atrativa. Quanto ao evangelho, nada é opcional: “E não há salvação em nenhum outro; porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). Tampouco o evangelho tem o objetivo de ser atraente, no sentido do marketing moderno. Conforme já salientamos, freqüentemente a mensagem do evangelho é uma “pedra de tropeço e rocha de escândalo” (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). O evangelho é perturbador, chocante, transtornador, confrontador, produz convicção de pecado e é ofensivo ao orgulho humano. Não há como “fazer marketing” do evangelho bíblico. Aqueles que procuram remover a ofensa, ao torná-lo entretenedor, inevitavelmente corrompem e obscurecem os pontos cruciais da mensagem.

A igreja precisa reconhecer que sua missão nunca foi a de relações públicas ou de vendas; fomos chamados a um viver santo, a declarar a inadulterada verdade de Deus – de forma amorosa, mas sem comprometê-la – a um mundo que não crê." John MacArthur Jr, Com Vergonha do Evangelho: Quando a Igreja se torna como o mundo, Editora Fiel, p. 78.

Comentário PC@maral

No artigo anterior, publiquei o vídeo do louvor “Quem sou eu?” cantado pelo PG. Esse louvor compõe o DVD do cantor e está em todos os canais de vídeo que se possa imaginar na web. Final de domingo, à noite, dando uma olhada no movimento e as atualizações da web, finalizo publicando o louvor que ouvia antes de me preparar para dormir.

Apresentado desta forma, apoio totalmente a apresentação no formato como está, tipo um show, afinal, é um DVD e serve para a devida utilização de entreterimento. Mas o que não concordo é a maneira como este modelo está sendo utilizado, adaptado e introduzido nas “novas igrejas” que, a meu ver, parece que “estão redescobrindo a roda”, que estão “redescobrindo como realmente se faz fogo”. Onde os cultos “formais” e “solenes” [afinal estamos nos apresentando na presença do Rei Jesus] se transformam em entretenimento, não para agradar o Rei Jesus, [isso está claro e evidente], mas para agradar os “súditos”, os servos [?].

O texto que me motivou a esse comentário está publicado na A-BD, blog editado pelo irmão Tharsis Kedsonni. Eu já o havia visto em outro blog, não me lembro agora. Havia me chamado a atenção, e lendo o texto hoje resolvi compartilhar aqui no PC@maral com você, querido leitor.

Irmãos, não seja um crente colossense ou um crente de Tessalônica, que aceitavam tudo a titulo de uma espiritualidade barata, sem causa e origem especifica e que não seja fundamentada na Palavra de Deus, o efeito aparente dessas mensagens não nos leva para o céu.O efeito que uma espiritualidade dessas provoca no crente é o da dúvida, da divisão, do engano e por fim da destruição da vida espiritual. Siga o exemplo dos crentes de Beréia, que, mesmo sendo o apóstolo Paulo o mensageiro da Palavra de Deus, apesar de todas as suas credenciais, os bereianos não se intimidavam e buscavam, todos os dias, nas Escrituras Sagradas, saber se era exatamente desta forma que Deus os orientava. (Atos 17:11). Desta forma, buscando na Palavra da Verdade, como se deve realmente adorar ao Senhor, nunca vamos nos decepcionar, nunca nos frustraremos, e no final, estaremos com Ele, nos céus, adorando verdadeiramente e compartilhando a vida eterna.


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Fonte: Vi no A-BD via Resistência Protestante - Divulgado no PC@maral pois compartilho do pensamento do autor do texto.

5 comentários:

  1. Paz do Senhor.
    Eu respeito sua opinião e conheço muitas pessoas que compartilham deste pensamento, mas é sempre bom lembrar, que quando falamos em formato de cultos, estilos litúrgicos, modelos de igrejas, etc. sempre nos baseamos em modelos que foram se formando com o passar do tempo, e nem mesmo o que consideramos igreja tradicional, se amolda aos padrões bíblicos. Terno e gravata? tem isso na bíblia? E púlpitos? Eu penso que o importante é que a mensagem do Evangelho seja pregado, pois em nome de uma tradição que é meramente humana, muitos estão deixando de fazer o que realmente importa. Jesus foi o que mais quebrou tradições religiosas em sua época.
    Abraços

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  2. Acorda igreja! Ainda tens uma chance!

    Estamos próximos de mais um pleito eleitoral, e como bom cidadãos acompanhamos a euforia dos canditados, no intuíto de entender o que podem oferecer-nos como futuros representantes públicos.

    Muitas campanhas, promessas, embates, críticas, debates e notícias e mais notícias sobre os canditados.

    Leia no Blog http://consistenciacrista.blogspot.com/

    Que Deus continue usando-o na Blogosfera!

    Ezequias Anacleto

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  3. Parabéns PC,
    Excelente artigo!!!
    Há pouco mais de um ano comecei a eliminar o entretenimento de nossa igreja, (mas não a alegria, o que é muito diferente). Não temos mais apresentações e qualquer tipo de sensacionalismo. O resultado imediato foi a saída de alguns descontentes e, a longo prazo, uma igreja amadurecida e sadia, para glória de Deus.
    Graças a Deus nossa igreja despertou (após muita oração, jejum e ensino da Palavra). Agora, quando vemos vídeos como este, quase não acreditamos que um dia fomos assim. Como é ridículo!!!
    Quero concluir com uma palavra de encorajamento a todos os pastores que, assim como eu fiz, também estão querendo romper com o sistema. NÃO TENHAM MEDO! Vale a pena! Você não perderá ovelhas, apenas bodes. E atrairá pessoas que estão interessadas em Cristo, não em divertimento.
    Aproveito para recomendar aos leitores o meu artigo intitulado "As 12 razões para eliminar o entretenimento em sua igreja" que tem a ver com este tema e também foi publicado neste blog.
    Agradeço muito a Deus por blogs como este, engajados no retorno ao evangelho de Cristo.
    Que Deus lhes abençoe cada dia mais!!!

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  4. Valdir

    Concordo com você que o modelo de culto muda através do tempo, e que existe também a questão cultural. Mas não trato disso no meu comentário. Trato da forma e da motivação. A forma deve estar sempre alicerçada no poder de Deus e na ação do Espírito Santo, e não em técnicas e programas que levem as pessoas a emoção, a titulo de uma espiritualidade, que logo depois, terminado o culto se apresenta vazia. Ou seja, não houve mudança, não ouve crescimento, não houve edificação, pois as pessoas continuam da mesma maneira.

    Culto e pregação devem impactar o homem e produzir “frutos dignos de arrependimento”. O que estamos vendo em muitos locais é entretenimento puro. Como se estivessem dizendo assim para o “publico”: você não precisa ir para o show ou para a balada ou para a Rave ou pagode ou samba, aqui, com Jesus você tem tudo isso e ainda de quebra vem a vida eterna.

    Não existe mudança. Não é mais o homem que se molda a vontade de Deus. É a vontade de Deus sendo moldada a vontade do homem.

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  5. neste caso concordo plenamente com você
    Deus o abençoe

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