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Sofram Por Cristo

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo. (I Pd 4:12-13a)

Como falar de sofrimento numa geração que vem sendo construída ao longo dos anos sob a influência fortíssima do hedonismo [doutrina filosófica que faz do prazer o objeto da vida], que busca o prazer a qualquer preço? Uma geração que não aceita de forma alguma qualquer tipo de situação que os leve ao sofrimento, ou a enfrentar dificuldades na vida cotidiana ou até mesmo a perdas pessoais, sejam elas quais forem. As Sagradas Escrituras nunca mostraram a isenção do povo de Deus de algum sofrimento, pelo contrário, Deus sempre preparou o seu povo para enfrentar as circunstâncias difíceis da vida.

Ele, muitas vezes, provou o seu povo por meio das lutas e sofrimentos que encontraram pela frente. A Bíblia Sagrada menciona uma série de pessoas que, mesmo servindo a Deus, lutaram e sofreram. Sendo assim devemos compreender que o servo de Deus pode enfrentar adversidades na vida, por crer em seu Filho Jesus Cristo. De forma semelhante, devemos nos lembrar que quem nos chamou é fiel para completar a boa obra que começou. O nosso Deus nunca nos deixará sozinhos em meio às adversidades; ele passará conosco e nos ajudará a vencer.

I. PERSEVERANDO ATÉ O FIM

O texto de I Pd 4:12-19, trata de como os cristãos devem enfrentar os momentos de sofrimento que podem surgir no dia a dia, por causa de crerem em Jesus Cristo como o Senhor. Para os leitores de Pedro, que viviam dias de intenso sofrimento, estas instruções eram muito importantes. As instruções de Pedro são desafiadoras. A perseguição não deve ser algo estranho na vida cristã. Mesmo tendo recebido Jesus Cristo como o único e verdadeiro Senhor, os cristãos enfrentavam perseguições. Eram, literalmente, insultados por causa do nome de Cristo (I Pd 4:14), e, mesmo assim, podiam se considerar como bem-aventurados! Vejamos.

1. Não estranhe o fogo! O texto em destaque começa da seguinte maneira: Amados, não estranheis a provação que como fogo vos sobrevém... (I Pd 4:12). Por que a orientação do apóstolo Pedro é para que não fosse motivo de estranhar o “fogo” que estava surgindo? O fogo aqui é símbolo de sofrimento, símbolo da provação que eles estavam enfrentando naquele determinado momento por serem fiéis ao Senhor Jesus Cristo. Às vezes somos tentados a estranhar os sofrimentos que enfrentamos no decorrer da vida. Alguns, mais ousados, até não se acham merecedores de tais sofrimentos, como se tivéssemos algum tipo de isenção por servirmos a Deus.

Então, a orientação vem no sentido de que devemos estar preparados para enfrentarmos o “fogo que pode surgir” (I Pd 4:12). O verbo “surgir”, neste texto, é importante, pois significa “acompanhar”. [Wiersbe (2008:548)]. Portanto, não devemos nos espantar se tivermos que enfrentar perseguições e sofrimentos por causa de Jesus (Mt 5:11,12). Viver como cristão, neste período, era estar preparado para enfrentar grandes hostilidades, comparadas ao fogo ardente que viria para “provar a fé”. Sendo assim, os verdadeiros cristãos seriam provados como ouro no fogo. “Deus quer testar a autenticidade da fé do crente, pois a fé em Deus é de valor muito mais precioso do que o ouro” (1:7). [Kistemaker (2006:236)].

2. Alegrem-se! Depois de dizer que os cristãos não deveriam estranhar a provação, Pedro ordena algo um tanto quanto diferente do que estamos acostumados a ouvir: Mas, alegrai-vos por serdes participantes dos sofrimentos de Cristo... (I Pd 4:13). Pode até parecer uma atitude irônica de Pedro, afinal, ele dá ordem para que encaremos com uma constante alegria os sofrimentos que surgirem. Ele orienta que é possível se manter alegre em meio às lutas e às provações. Todavia, só conseguiremos encarar essa situação com alegria, se entendermos que é um privilégio sofrermos por causa de Jesus. Se não for assim, teremos sempre um olhar negativo para essas provas.

Entretanto, devemos nos alegrar por sermos identificados com o próprio Cristo até mesmo em seus sofrimentos, isso também era motivo de grande regozijo para aqueles que se diziam serem seguidores do homem da Galiléia. Se conseguirmos enfrentar as perseguições e provações de forma semelhante às de Cristo, nos é prometida a glória futura quando esta for revelada. As lutas e provas nos trazem crescimento, maturidade e recompensa espiritual (Tg 5:12). Sendo assim, quando enfrentarmos provações por causa da nossa fé, não devemos murmurar, reclamar, praguejar e até mesmo questionar a Deus, pelo contrário, nesse momento, deve existir uma alegria genuína e duradoura.

3. O Espírito Santo repousa sobre nós! Após observarmos que devemos enfrentar as provações com alegria, certos de que seremos participantes da glória de Cristo, o texto agora vai demonstrar também que temos sobre a nossa vida o Espírito Santo de Deus: Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês... (I Pd 4:14). Pedro está afirmando para os seus leitores que, aqueles que enfrentam com alegria as adversidades provenientes da fé em Cristo, têm o auxílio constante do Espírito Santo, pois Ele repousa sobre eles. Os servos de Deus poderiam ter a plena convicção de que o Espírito Santo habitava neles.

Todo aquele que crer no Senhor Jesus Cristo e vive a fé, tem o Espírito de Deus. Somente Ele é capaz de nos dar a força necessária para enfrentarmos as diversas provações que podem surgir na caminhada com Cristo. “Cristo enviará o seu Espírito para fortalecer aqueles que são perseguidos por sua fé”. [Comentário do N.T. Aplicação Pessoal (2009:730)]. Somente o Espírito Santo tem possibilidade de nos trazer a máxima esperança, tranqüilidade, paz, vigor e força necessária para não esmorecermos diante dos desafios da fé. Portanto, aquele que participa dos sofrimentos com Cristo pode ter toda a certeza que o Espírito Santo está com ele e certamente é o seu maior consolador.

4. Sofrer desse jeito, não! Até agora, vimos que o cristão não deve estranhar o fato de passar por provações, antes, deve se alegrar pelo fato de sofrer por causa de Cristo, crendo que o Espírito repousa sobre ele. Agora, vamos pensar a que tipo de sofrimento Pedro está se referindo. Pois bem, como servos de Deus, o nosso sofrimento não deve ser proveniente de situações que não condizem com a fé cristã. É isso que o apóstolo Pedro orienta, dizendo: ... que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se intromete em negócios alheios (I Pd 4:15). “De modo nenhum deveria um cristão sofrer pelos pecados que caracterizavam sua vida anterior”. [Welch (1978:81)]. Assim sendo, o único sofrimento a ser enfrentado com alegria, era os sofrimentos decorrentes de ser testemunha de Jesus Cristo.

Atualmente, muitos estão sofrendo por que não pagam as contas, fazem negócios errados, são desonestos, tomam decisões equivocadas e que contrariam a Palavra de Deus, entre outras coisas. Esse tipo de sofrimento não é para a glória de Deus. Se estivermos sofrendo por estas razões, precisamos rever a nossa conduta como cristão, e mudar. Muitos, hoje em dia, que estão nestas situações descritas, vivem em busca de solucionar problemas e sofrimentos em que estão envolvidos, mas, na maioria das vezes, o que vai proporcionar a mudança nesses casos, é mudar de vida; esta é a proposta de Cristo.

5. Começa conosco! Depois de afirmar que os cristãos só devem sofrer por causa de Cristo, Pedro afirma: Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? (I Pd 4:17). O apóstolo fala do processo de tratamento de Deus com a sua igreja. Como o Senhor é Justo, ele começa esse processo de cura com o seu próprio povo, pois tiveram o privilégio de ouvir a verdade, portanto é cabível que estes sejam tratados em primeira mão. Desde o Antigo Testamento, Deus tem por hábito tratar com o seu povo em primeiro lugar. “O modelo que Deus parece seguir, em disciplina e julgamento, se inicia com seu próprio povo (Is 10:12,13; Jr 25:29; 49:12; Ez 9:6)”. [Taylor e outros (2006:241)].

Contudo, no versículo seguinte o apóstolo afirma: Se é difícil os bons serem salvos, o que será daqueles pecadores que não querem saber de Deus? (v. 18 – NTLH). O apóstolo Pedro parece que faz referência a Provérbio 11:31 que diz: Se os justos recebem na terra a punição que merecem, quanto mais o ímpio pecador. Em outras palavras, o apóstolo está dizendo: “Se nós que somos crentes em Jesus, enfrentamos perseguições e precisamos lutar até o fim para sermos salvos, imagine o que acontecerá com os ímpios!”. Os sofrimentos dolorosos que pessoas boas suportam neste mundo “são tristes presságios” de julgamentos muito mais severos vindo sobre pecadores relapsos. [Henry (2008:881)]. Portanto, estejamos debaixo da vontade do nosso criador.

6. Confiando a vida ao Criador! Sabendo que Deus irá iniciar um tratamento com os que são do seu aprisco, devemos então priorizar o que Pedro nos orienta dizendo: Por isso mesmo, aqueles que sofrem de acordo com a vontade de Deus devem confiar sua vida ao seu fiel criador e praticar o bem (I Pd 4:19). Pedro dá um conselho muito importante aos seus leitores, que se sofrem de acordo com a vontade de Deus: confie a sua vida a Ele. Aqui o apóstolo pede para que todos aqueles que enfrentarem as lutas por causa da fé, deixem Cristo controlar a vida deles.

Não existe nada melhor que estar sob o governo de Cristo. Além de pedir para que os cristãos confiassem sua vida ao controle de Deus, Pedro mostra como eles deveriam fazer isso: praticando o bem (I Pd 4:19). Este seria o sinal do controle de Deus em suas vidas! O apóstolo Pedro deixa claro para nós que quem vive no controle de Cristo faz o bem, mesmo em meio às tribulações e lutas. Só quem confia em Deus de verdade consegue fazer isso! Só o povo que reconhece Jesus, como o Senhor de suas vidas, e se submete inteiramente a ele. Estes passam pelo o que for; pois sabem que sua vida está nas mãos do criador. Confiemos em todo o momento somente nele! (Mt 26:29)

Devemos sempre observar a importância de não estranharmos o sofrimento produzido por servirmos ao Senhor. A nossa atitude deve ser de alegria e de confiança em Cristo, tendo a certeza de que o Espírito Santo repousa sobre a nossa vida. Lembremo-nos sempre da palavra de Paulo: Sabemos que Deus faz com que todas as coisas concorram para o bem daqueles que o amam (Rm 8:28).

II. PARTICANDO A PALAVRA DE DEUS

Sofra por Cristo, com a esperança da glória em sua mente! - Devemos ter a convicção que nenhum sofrimento que enfrentarmos por Cristo aqui nesta terra é em vão. Enfrentemos as adversidades com a certeza de que a glória futura será revelada àqueles que perseverarem até o fim. Portanto, não olhamos para aquilo que podemos ver atualmente, ou seja, as dificuldades que nos rodeiam, mas olhamos para frente, para as alegrias do céu (II Co 4:17-18 – BV). Não devemos perder a esperança, pois aquele que nos arregimentou nesta obra é fiel para concretizá-la. Fiquemos firmes até o fim, com os nossos olhos fixos somente no alvo: o Autor e Consumador da fé!

Sofra por Cristo, com o testemunho de cristão em sua vida! - O nosso sofrimento por Cristo deve ser proveniente de um caminhar reto com Deus, e não pelo fato de possuir uma vida de práticas pecaminosas anteriores à nossa conversão. Nossa vida deve estar condizente aos princípios de justiça que defendemos e pregamos. Não podemos nos deixar levar por práticas que não estão relacionadas à nossa fé, como a mentira e a cobiça, por exemplo. Devemos abandonar toda e qualquer atitude que é contrária à Bíblia Sagrada. O nome de Cristo é glorificado através de uma vida que viva conforme os seus ensinamentos, mesmo que soframos por isso.

Sofra por Cristo, com a prática do bem em seu caminhar! - O sofrimento por Cristo deve nos impulsionar sempre a fazer o bem. Não devemos olhar as circunstâncias ou dificuldades, mas devemos nos esforçar para praticar o bem e a justiça. Essa prática do bem consiste em obedecer a Deus e agir conforme Cristo orientou. Sendo assim, mesmo que estivermos enfrentando as mais difíceis lutas, por causa da fé em Cristo, façamos o bem. Vamos marcar a nossa sociedade injusta, soberba, vazia de Deus, corrupta, com a verdadeira prática do bem: Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem (Rm 12:21).

CONCLUSÃO

O sofrimento faz parte da vida cristã. Não qualquer sofrimento, mas o que enfrentamos por causa da fé em Jesus Cristo. Sendo assim, meu irmão, não estranhe quando em algum momento de sua vida você for demitido por causa da sua fé, ridicularizado pelos colegas de faculdade por ser fiel a Deus, discriminado por ter zelo pelas Sagradas Escrituras e, por fim, ser até mesmo alvo de algum tipo de sofrimento físico por causa da sua convicção. O próprio Jesus disse ao Pai, em sua oração pelos seus discípulos: o mundo os odeia, porque eles não agem de acordo com o mundo, tal como Eu também não (Jo 17:14 – BV).

Como você tem se comportado diante deste sistema corrupto, diante deste mundo que vivemos? Se entrarmos no esquema, não sofreremos nenhuma pressão, agora, se quisermos nos posicionar ao lado do evangelho verdadeiro: esperemos perseguições! Espero que todos nós cheguemos à conclusão de que enfrentar os sofrimentos por amor a Jesus Cristo não é uma coisa ruim, pelo contrário é um privilégio. Sendo assim vivamos de acordo com a sua vontade e se em algum período da vida as lutas surgirem, glorifique a Deus e creia que o Espírito Santo nos dará o consolo e a força necessária para enfrentarmos qualquer adversidade.


Que Deus nos abençoe!

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DEC - PC@maral

Um comentário:

  1. Olá Pc, fiquei super feliz de ler teu coments lá no Blog Frenesi ^^

    Já to seguindo teu Blog, coloquei o banner na página de parceiros e vou te linkar na página principal tb na lista de Blogs que indico como ''vale a pena visitar''.

    Fé e ousadia a todos nós. Paz e fique bem o/

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