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O valor da intercessão


Abraão é um exemplo de intercessor

A Bíblia nos mostra, em flashes rápidos, a vida de Abraão e a revelação de Deus se desenrolando de maneira progressiva e constante. Em Gn 12.1-3, o Senhor disse ao patriarca: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei [...]” Aqui, percebemos que já havia certa intimidade entre Abraão e o Deus Criador. Também estava sendo estabelecida uma aliança entre ambos. Deus lhe falou a respeito de atitudes de obediência por fé e lhe fez promessas de bênçãos tremendas. Abrão seria um canal de bênçãos para a humanidade.

Ele somente precisava entender o seu chamado. É sempre assim. Deus se encontra com o homem, convida-o a segui-lo em obediência e lhe promete abençoar. Como é maravilhoso ouvir sua voz e seguir suas orientações, pois tudo o que Ele fala e faz é sempre muito bom. Abrão era um homem de oração. Ele levantava altares ao Senhor por onde passava. Em cada etapa de sua vida, a história de sua comunhão e crescimento no conhecimento de Deus, era marcada por um memorial de adoração: um altar simples, feito com pedras toscas, porém com grande significado espiritual. Depois de sair de Harã, deixando seus familiares para trás e chegando junto ao carvalho de Moré, em Siquém, novamente lhe apareceu o Senhor, e lhe falou, confirmando suas promessas. E, então, Abrão levantou um altar em Betel, invocando ali o Nome do Senhor (Gn 12.8). Algum tempo depois, houve fome em Canaã e Abrão desceu ao Egito. Ele mentiu para o Faraó a respeito de Sarai, sua esposa, dizendo que era sua irmã, por medo de ser morto pelos egípcios.

O preço que pagou foi grande. Ficara sem a esposa e pensava no que lhe poderia suceder. Isto trouxe-lhe angústia e dor, e, naturalmente o levou a orar. Então Deus puniu Faraó com enfermidades, por causa de Sarai, e este lha devolveu ao marido. Abrão e Sarai foram escoltados até a fronteira e regressaram a Betel, onde o Senhor lhe aparecera. Ali, um altar de adoração foi levantado... Abrão era um adorador e buscava a Face do Senhor constantemente. Seu sobrinho Ló, que estivera em sua companhia desde Harã, agora, se separava do tio e armava suas tendas até Sodoma, vindo, em pouco tempo, morar dentro da cidade perversa. Ao separar-se de Ló, Abrão fora para a região desértica de Canaã, e, ali, outro altar ao Senhor, junto aos carvalhais de Manre, onde o Senhor fez aliança com ele.

Deus prometeu-lhe um filho, falou que sua posteridade ficaria no Egito por quatrocentos anos e que retornaria a Canaã. Nesta ocasião, o seu nome e o de sua esposa foram mudados por Deus para Abraão e Sara. Chegando aos noventa e nove anos, depois de ter tido Ismael com a escrava egípcia de Sara, o Senhor veio encontrar-se com ele e falou-lhe a respeito do nascimento de Isaque e do que estava para realizar: Deus iria destruir Sodoma e Gomorra por causa de seus pecados. Por causa da soberba, da injustiça social e da imoralidade de sua sociedade.

Na verdade, o que Deus queria é que Abraão intercedesse...

E, assim, conforme o seu pedido, se houvesse apenas dez justos nas cidades, Deus não as destruiria, por amor aos dez. Abraão creu que as cidades seriam poupadas, pois, por suas contas, a família de Ló contava com dez justos. Estes seriam: Ló, seu mordomo de confiança, sua esposa e sua serva, suas duas filhas e as duas servas, e os dois genros de Ló... Entretanto somente Ló conhecia e servia ao Deus de Abraão. E as cidades foram destruídas. Enquanto o fogo caía dos céus, a esposa de Ló olhou para trás, para o que deixara em Sodoma, e tornou-se em uma estátua de sal.

A atitude dessa mulher é um sinal de alerta quanto ao coração nas coisas deste mundo... Deus nos mostra que Ele mesmo é quem nos leva a orar, a interceder pelas pessoas, pelas cidades, pelas nações, buscando a misericórdia em meio ao juízo decretado. Abraão é um exemplo de intercessor. Um exemplo de fé, de abnegação, de entrega, de obediência e de guerreiro da intercessão. Um adorador apaixonado por Deus e que teve prazer em recebê-lo em sua casa, em servi-lo de coração. Ele foi chamado por Deus para ser um abençoador de famílias e de nações. Lutou contra os inimigos que levaram Ló e a família como prisioneiros de guerra. Venceu os inimigos para resgatar o seu sobrinho.

Nós também precisamos lutar: orar, jejuar, guerrear, para resgatar nossos familiares, por mais fracos que eles sejam na fé. Hoje, nós também temos os mesmos desafios diante de nossa geração. A destruição da terra se aproxima. O Dia do Senhor está próximo. É necessário interceder pelos que não conhecem a verdade, para que sejam salvos. Pelos salvos, para que se mantenham limpos e em santidade, aguardando a vinda de Jesus. Portanto, ore, querido irmão.

Nossa oração tem um valor incalculável no mundo espiritual. Através de sua intercessão, cidades podem ser salvas. Pessoas podem ser libertas. Livramentos podem acontecer.

Que a luz da glória do Senhor brilhe em seu rosto e o Espírito Santo leve a salvação a outros, através de sua intercessão!



Fonte: Revista Atos

Um comentário:

  1. PC, quero novamente parabenizá-lo pelo excelente blog. Seu trabalho, para os IAPs, é invejável e deveria servir de exemplo a outros.
    Aliás, onde estão os outros IAPs que também deveriam estar engajados num trabalho de evangelização?

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