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Os Perigos que Enfrentamos no Ministério


O apóstolo Paulo escreve da prisão esta última carta ao seu discípulo Timóteo consciente que o tempo de sua partida esta próximo (4:6 e 7), e lhe adverte solenemente sobre os sérios perigos que deve evitar nos ministérios especialmente nos dias futuros.

(Baseado na Segunda Carta de Paulo a Timóteo)

1º Perigo - O profissionalismo (1:4-8).

Que é o profissionalismo? É quando ele se torna um ministro sem lágrimas, sem fé e sem fogo. "Lembrando das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria". Temos que tomar cuidado para não oferecermos uma adoração profissional, sem falta de quebrantamento. Não podemos ser profissionais na dor pelos perdidos, na intercessão pela Igreja (gemidos inexprimíveis). Cuidado com a “Fé fingida”. A fé é um dom de Deus - é fruto do espírito. Quando ela desaparece de nossas vidas ficamos com fé fingida (1:5). O profissionalismo nos faz naufragar na fé (1:19), e pode nos levar até a apostatarmos (4:1,2 - consciência cauterizada). Paulo recomenda a Timóteo viver um "reavivamento" (1:6-8). Falta de paixão pelos perdidos, falta de amor e valores corretos que são diferentes de covardia.

2º Perigo - Falta de lealdade (1:13-18).

Corremos risco no Ministério quando nos falta fidelidade a Deus e lealdade à Sua Palavra. (1:13,14;1 Tm 1:3,4; 4:6,16; 6:3-5; 2 Tm 2:2-4). Também é perigoso quando nos falta fidelidade e lealdade aos companheiros da obra (1:15-18); “alguns me abandonaram”, disse o apóstolo.

3º Perigo - Comodidade (2:1-3)

Isso acontece com quase todos nós. Começamos bem a caminhada ministerial. Mas, logo vamos nos acomodando; e essa busca por comodidade pode nos levar a terminar mal. Precisamos voltar a praticar a:

·         Diligência (v.1) - "esforça-te"
·         Eficiência (v.2) – “confia-o a homens fiéis”
·         Sofrimento (v.3) - "soldado"
·         Concentração (v.4) - "não se envolve"
·         Disciplina (v.5) - "luta; atleta".
·         Dedicação (v.6) - "deve trabalhar - lavrador"

4º Perigo - Falta de integridade (2:14-22)

Algumas perguntas sempre devem ser feitas à nossa consciência, como: Deus aprova a minha conduta? (v.15); Tem coisas que eu me envergonharia se meus irmãos soubessem? Eu me aparto da iniqüidade e vivo uma vida santa ou pratico a iniqüidade? Tenho caído em pecados sexuais? Tenho mentido? Sou correto no manejo do dinheiro? Estou em paz com meus irmãos? (v.22). Ser usado por Deus não significa ser aprovado por ele (v.20,21). Exemplos bíblicos disso podem ser vistos na vida de Balaão, Saul, Jonas, Judas (Mt 7:21-23).


5º Perigo - Aparência de piedade (3:1-9)

Isso descreve a pessoas de aparência religiosa (v.5), cujas vidas são uma contradição com aquilo que professam. São, muitas vezes, pessoas egoístas, ciumentas, individualistas, avarentas, jactanciosas, soberbas, arrogantes, blasfemas, vulgares, desobedientes, a Deus, às autoridades, aos mais velhos, ingratas e sem afeto. Implacáveis (duras, ditadoras), caluniadoras, sem temperança (cruéis), traidoras, inimigas do bem, impetuosas, vaidosas, hedonistas, amigas dos prazeres, lascivas, irreverentes.

Mas, há segurança em tempos difíceis (3:10 - 4:8)

Devemos seguir o exemplo de homens aprovados. Seguir sua doutrina, imitar sua conduta, propósito, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguição, sofrimento. Persistir em tudo o que aprendemos das sagradas escrituras, levando em conta que o objetivo delas é nos aperfeiçoar e nos capacitar para a obra (3:4-17). Devemos pregar a Palavra em todo o tempo, instar, repreender, exortar com toda a paciência e doutrina (4:1-4).

Fazer a obra da evangelização (4:5). Não se desviando da grande comissão!


Fonte:
Sou da Promessa - Jorge Himitián, Concepción, Setembro/2001.


Um comentário:

  1. Um texto como esse, escrito e publicado em setembro de 2001 nunca esteve tão atual e tão apavorante. Hoje, passados dez anos nada mudou, muito pelo contrário, piorou drasticamente. Homens e mulheres, que se dizem irmãos em Cristo manipulam multidões inteiras a seu bel prazer, totalmente longe dos princípios da Palavra do Senhor. Mas para aqueles que amam a Palavra de Deus e a praticam, isso não é novidade! Jesus mesmo nos alertou sobre isso, por intermédio do apóstolo Paulo em sua segunda carta a Timóteo: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. (...) Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados." (II Tm 3:1-5, 13)

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