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A Maravilhosa Graça de Deus


Um dos mais belos aspectos da fé cristã é o da graça de Deus. A palavra graça vem do grego charis (ocorre 156 vezes no Novo Testamento) e significa favor imerecido, referindo-se sempre ao infinito amor de Deus e a tudo que Seu amor O levou a fazer para a nossa salvação. A graça de Deus não somente abrange o imerecido favor estendido aos pecadores, mas também a dádiva de poder habilitar Seus filhos a cumprirem a Sua vontade. Sobre este assunto existem três posições teológicas, sendo que duas são extremas, e uma moderada.

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, (Tito 2:11)

I- Doutrinas sobre a Graça

A doutrina da segurança eterna

Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? (Rm 6:1-2); Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. (Jd 4) Esta doutrina garante que, uma vez aceito o pecador como filho de Deus, nada do que ele venha fazer o pode arrebatar de Suas mãos. Se assim fosse, a graça de Deus não passaria de simples licença para pecar.

A doutrina da salvação pelas obras

De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes. (Gl 5:4). Há os que temem a graça de Deus; que suspeitam da bondade divina. Para eles a santificação é resultado de um esforço de sua própria vontade, condicionada a sua salvação na obediência à lista de proibições e regulamentos ensinados pela sua igreja.

A doutrina da salvação pela graça

pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos. (II Co 8:9). Em Adão todos nós herdamos o pecado e perdemos o direito da vida eterna . Porém, Jesus Cristo veio a este mundo para atribuir-nos este direito.

II- A importância da Graça na vida cristã

A salvação vem pela graça

pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, (Rm. 3:23,24). Tão somente através da graça vem a salvação. O pecador é incapaz de ajudar-se a si próprio, quanto mais pensar em sua própria salvação. A idéia da salvação foi concebida por Deus, e do céu ele enviou Seu Filho para nos salvar. Portanto, salvação é obra divina, completa e perfeita; Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. (Ef. 2:8,9). A graça é “Dom” de Deus, ou seja, uma dádiva, um presente para a humanidade: porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm. 6:23). A razão de sermos salvos pela graça é “(...) para que ninguém se glorie”. Pessoa alguma, por mais santa que seja, recebe a salvação de seus pecados por seus méritos: Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. (I Tm. 1:15).

A vida cristã depende da Graça (Tt. 2:11-14)

Ignorar a graça de Deus na vida cristã é um grave erro, pois é pela graça que somos salvos, e é através dela que vivemos. Veja o que Paulo diz em Col. 2:6: “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele”. Como se recebe Jesus como salvador? Pela graça. A sua salvação depende única e exclusivamente da graça e toda a sua vida deve ser baseada nela.

A graça é liberdade para crescer (II Pd. 3:18)

Um aspecto fundamental para a compreensão da vida cristã é o de que todo mundo nasce débil, pequeno e ignorante (sem conhecimento). A graça então nos proporciona o ambiente ideal para o crescimento espiritual.

A graça enriquece e informa (I Co. 1:4,5, 26)

A vida dos coríntios é marcada pela graça de Deus. Embora os coríntios sejam, em sua maioria, materialmente pobres, pela graça de Deus, são espiritualmente ricos, porque foram enriquecidos em “toda Palavra e em todo conhecimento (compreensão espiritual)”.

A graça é o poder pelo qual os cristãos realizam boas obras (II Co. 9:8,14)

Paulo afirma que Deus nos propicia os meios para agirmos generosamente, corretamente com relação às outras pessoas. A lição do texto é de que só podemos dar aquilo que recebemos diretamente de Deus.

III- Lei e Graça no Antigo Testamento

Muitas pessoas não conseguem perceber que a lei e a graça revelam o mesmo aspecto da natureza divina. Se por um lado a Lei revela a justiça e santidade de Deus, por outro, a Graça revela o seu lado misericordioso, amoroso e benigno. A graça sempre se manifestou aos homens, mesmo no Antigo Testamento:

A graça no jardim do Éden (Gn. 3:15; II Tm. 1:9)

A graça já era plano de Deus antes mesmo da queda do homem. No Éden encontramos a promessa de um Salvador e Redentor da humanidade. Este Salvador poria fim ao poder de Satanás em enganar a humanidade, conduzindo-a ao pecado.

A graça de Deus na morte do cordeiro (Gn. 3:21; Ap. 13:8)

Por causa do pecado do homem um cordeiro teve de ser sacrificado. O sangue de um inocente foi derramado e a pele do animal serviu como vestimenta (justiça). Este cordeiro, de acordo com João, é a prefiguração de Jesus Cristo que morreria em nosso lugar (Jo. 1:29), manifestando dessa forma a graça de Deus (perdão, clemência, favor divino imerecido pelo homem).

A graça de Deus na vida de Davi (Sl. 32:1,2; 51:1-12)

Estes dois salmos foram escritos por Davi. Ao perceber o pecado que havia cometido e a iminência de perder a presença do Espírito Santo ele clama pela misericórdia de Deus. Misericórdia (hessed, no hebraico) tem o seu correspondente etimológico na palavra grega charis. Isto é, “misericórdia” no hebraico é a mesma palavra “graça” do Novo Testamento.

IV- Debaixo da Graça e não da Lei

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus devem precaver-se: O primeiro é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de conseguirem a salvação (Ef. 2:5-9; Rm. 11:6). O erro oposto é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da Lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

Debaixo da lei (Rm. 6:14 a)

Que significa a frase “debaixo da lei”? É evidente que em certo sentido todos os homens, a raça humana toda, estão debaixo da lei de Deus, debaixo de sua jurisdição, de seu domínio, uma vez que a Terra pertence a Deus e é parte de seu universo. Certamente Paulo não queria dizer que os cristãos não estão debaixo da lei neste sentido. Logo a frase “não estais debaixo da lei” deve significar “não debaixo da condenação da lei” já que a pessoa está em Cristo (Rm. 8:1).

Debaixo da graça (Rm. 6:14 b)

Que significa estar “debaixo da graça”? Uma vez que a graça é definida como favor, disposição de mostrar bondade, clemência, misericórdia, perdão, favor divino imerecido pelo homem, o estar “debaixo da graça” significa estar sob o favor de Deus, sob Sua misericórdia, sob Seu perdão.

 
Leia aqui a segunda parte deste artigo.


DEC
PCamaral

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