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Principal marca de um ministro

Por Marcia Rezende

Qual a principal característica que um ministro do evangelho deve possuir? Qual sua principal marca? O que um servo de Deus deve possuir para que mantenha a integridade do seu ministério?
Não é fácil responder a esta pergunta e talvez exista mais de uma resposta. Entretanto, quando vejo tantos pastores e obreiros do Reino de Deus se perdendo pelo meio do caminho, me obrigo a pensar sobre o assunto, na tentativa de identificar um ponto em comum, a fim de colocar-me em alerta para não tropeçar na mesma pedra. Na busca de uma resposta a esta questão, vi que muitos têm caído ou se perdido pela mesma razão que fez com que o apóstolo Pedro começasse a afundar: desviar os olhos de Jesus.

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para suas emoções. Cansaço, empolgação, ira, alegria, frustração… todos ser humano normal possui sentimentos, mas não devemos nortear nossas atitudes com base em nenhum deles. O ministro que passa a super valorizar seus sentimentos como se viessem direto do trono de Deus, ignorando por completo sua natureza carnal, perde facilmente o foco do seu chamado, e passa a agir sem sabedoria nem moderação. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa…” (Jr 17:9).

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para bens materiais. Trabalhar para um reino espiritual esperando receber benefícios materiais é uma grande ilusão. O ministro que passa a super valorizar sua situação financeira, acaba se deixando dominar pela avareza e passa a orbitar em torno disso. Comparações de salário com outros pastores, inveja, ambição, busca por rentabilidade e estatus social, tudo isso faz com que os valores do Reino se diluam por entre os cifrões. “É necessário pois, que o bispo seja irrepreensível… e não apegado ao dinheiro.” (1 Tm 3:2,3)

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para a ciência humana. Estudar, se aperfeiçoar em literatura e teologia, aumentar seu cabedal de conhecimento no campo das ciências humanas e sociais, ou em qualquer outra área é um hábito bastante salutar. Mas o ministro que passa a super valorizar o seu próprio conhecimento e tenta compreender e explicar Deus sob a ótica da sabedoria humana, torna-se insensível à inspiração divina e corrói a essência da própria fé, perdendo-se em heresias, falácias, discussões tolas e falsas doutrinas. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento” (Pv 3:5).

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para a sua própria espiritualidade. Oração em línguas, jejum, meditação, retiros espirituais, momentos de êxtases diante da manifestação de Deus, experiências sobrenaturais… tudo isso é válido e pode fazer parte da vida cristã daqueles que buscam intensamente uma maior intimidade com o Pai. Entretanto, o ministro que passa a super valorizar sua própria espiritualidade, fundamentando nela o seu ministério, torna-se seu próprio deus e gere sua própria Lei, produzindo aberrações sob a ilusão de novas revelações. “Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co 3:7).

O desvio do olhar não acontece de repente, mas de maneira sutil e quase imperceptível, precedendo o desvio e a queda. Renovar a percepção de quem somos (barro) e de quem Deus é (o Oleiro Senhor Soberano sobre todas as coisas) é o que nos livrará de cairmos e levarmos outros a caírem também.

Quanto mais vejo as bizarrices se multiplicando no meio evangélico, inclino-me a pensar que a principal característica que um ministro de Deus deve cultivar em sua vida, é a primeira bem-aventurança do primeiro sermão de Jesus: “Bem aventurados os pobres em espírito” (Mt 5:3).
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Fonte: Ser Igreja compartilhado no PC@maral

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