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Toda a Honra Pertence ao Senhor!

 
O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? — diz o SENHOR dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. (Ml 1:6)

Em janeiro de 2010, o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi honrado pelo Fórum Econômico Mundial com o prêmio de Estadista Global. Ele não precisou bradar ou escrever um manifesto reivindicando esse reconhecimento, mas foi honrado, mesmo não sendo perfeito como chefe de Estado. Agora, voltemo-nos para a Bíblia e vamos deparar com um quadro bem diferente: Através de Malaquias, o próprio Deus, que é perfeito em tudo, teve de bradar aos seus sacerdotes, reivindicando a honra que lhe estava sendo negada, e eles sequer reconheciam que o desonravam! É sobre esta difícil situação espiritual que vamos tratar neste estudo.

Em Malaquias 1:6, o Senhor se dirige especificamente aos sacerdotes. Contudo, o que ele lhes disse, hoje, vale para todos os que crentes, pois, em Cristo, que é nosso Sumo Sacerdote (Hb 9:11), fomos feitos sacerdócio real (1 Pe 2:9). Isso se chama sacerdócio universal dos crentes, uma verdade bíblica que foi resgatada na Reforma Protestante. Honrar o nome de Deus é responsabilidade de todos que foram aceitos pelo Pai através de Jesus Cristo. Vamos, então, refletir sobre o que o Senhor tem a nos dizer.

O filho honra o pai: Por que o filho deve honrar o pai? Porque se trata de um princípio de amor e de justiça. Todo filho deve gratidão a um pai amoroso pelo cuidado que este lhe dispensa. Por isso, nada há mais justo que o honrar. E é este o sentido do verbo hebraico כבד (kabad), traduzido pelo verbo “honrar”, neste versículo: tornar honrado, glorioso, importante. Tanto é verdade esse princípio para as relações entre pais e filhos que o quinto mandamento do decálogo divino é: Honra teu pai e tua mãe (Ex 20:12). Deus sempre fora um pai amoroso para Israel, mas este o havia abandonado e o tratava injustamente. Neste sentido, através de Malaquias, o Senhor faz um protesto: Se eu sou pai, onde está a minha honra? (v.6). Nessa reclamação, Deus reivindica para si o afeto e a intimidade de seus filhos, porque, primeiramente, ele os ama como pai e deseja se relacionar com eles. Amar é sua especialidade. Por isso, a queixa divina é que os sacerdotes não o honravam porque não o amavam. E honra, sem amor, não é honra: é ofensa. Considerando isso, existimos para a glória de Deus e para seu deleite. Se não o honramos com amor sincero, nós o estamos ofendendo e lhe roubando o que lhe é de direito.

E o servo, ao seu senhor: Aqui, Deus apela para outro tipo de relacionamento: o servo para com o senhor. Percebemos que há um verbo implícito, que mais parece ser o verbo “temer”, não o verbo “honrar”. Neste caso, teríamos: um servo teme ao seu senhor, tradução apresentada pela Bíblia de Jerusalém. “Temer” é respeitar, reverenciar, atitudes que um servo deve ter para com seu senhor. Era o que Deus esperava de Israel. Contudo, em outros tempos, nem a Faraó os israelitas haviam tratado com tal desrespeito, tampouco afrontavam o governador que o rei da Pérsia havia, agora, colocado sobre eles (v. 8). Aqueles sacerdotes portavam-se como servos ingratos que se rebelam contra um senhor que os adota como filhos e sempre os trata com respeito. Daí a queixa divina: E, se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo? O mais grave é que não afrontavam a um senhor qualquer, mas àquele que, antes de tudo, era pai para Israel. Atente bem para isto: Deus não é um senhor orgulhoso, que precisa de servos bajuladores para ser quem é. O nome dele é e sempre será santo, quer o reconheçamos, quer não. Na verdade, ele não está buscando o seu próprio bem, mas o nosso: quer que o honremos como ele merece, porque nos quer fazer benditos em seu santo nome.

Diz o Senhor dos Exércitos: O próprio Deus se apresenta como Senhor, que é uma tradução para o nome hebraico: יהוה (Yahweh). Esse é o nome próprio de Deus. Você percebe a gravidade do que aqueles sacerdotes estavam fazendo? Ao desrespeitar o nome de Deus, estavam desonrando a pessoa do Altíssimo [Cf. Coelho Filho, I. G. (1994:31).] A cada ritual, eles o invocavam com desprezo e ainda reivindicavam inocência: Em que desprezamos nós o teu nome? Mas o Senhor não os tinha por inocentes, pois a condenação era e é a sentença decretada no terceiro mandamento do decálogo a quem desrespeita o nome de Deus (Ex 20:7). Não é sem razão que o nome próprio de Deus, em Malaquias 1:6, vem acompanhado de um atributo: SENHOR dos Exércitos. Apresentar- se apenas como SENHOR já seria suficiente para despertar temor, mas Deus se mostra como SENHOR dos Exércitos para deixar claro que é autoridade máxima, aquele que dá as ordens, que sabe dirigir bem seu exército de fiéis. Mas longe de querer despertar medo, ele quer despertar reverência. Mais ainda: o Senhor queria e quer encorajar seu povo a confiar em sua palavra, pois, como SENHOR dos Exércitos, seus meios são infalíveis; seu poder, indestrutível. Ele é aquele que peleja e vence toda e qualquer batalha. Por isso, merece toda honra!

Que desprezais o meu nome: Tratar alguém com desprezo é agir diante dessa pessoa como se ela não existisse e fazê-la sentir-se desvalorizada. Agora, observe o que Deus diz acerca dos seus sacerdotes: ... ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Aqueles líderes estavam tão acostumados ao seu ofício que o consideravam um serviço qualquer. O serviço sacerdotal tornara-se uma profissão em que não tinham prazer. Era assim que desprezavam o nome de Deus: ignorando-o, descartando-o de suas vidas, agindo como se ele não pudesse ver, falando como se ele não pudesse ouvir, pensando, como se ele não pudesse saber. A forma mais ofensiva de se tratar Deus é fazer de conta que ele não existe, e, quando não dá para fazer de conta, agir como se ele fosse uma pessoa qualquer, tratá-lo com banalidade. Foi nesse laço que os sacerdotes de Israel caíram e que nós corremos o risco de cair, se perdermos a noção de que estamos lidando com um Deus Santo e de que todos os princípios que ele nos deu devem ser levados a sério. O Senhor jamais aceitará ser tratado por nós como alguém comum. Por isso, deixou bem claro em sua palavra: ... eu sou Deus e não homem; o Santo no meio de ti (Os 11:9). Não podemos negar, portanto, que há perigo em nos acostumarmos com a santidade de Deus, em lidarmos com o que é sagrado de maneira desinteressada, relaxada e irreverente. Isso diz respeito à nossa maneira de cultuar a Deus e tudo o mais que pensamos, falamos e fazemos. Ele é nosso Pai e nosso Senhor, merece ser honrado e temido. Deus não nos gerou e nos comprou através de Jesus Cristo para satisfazer, nossos caprichos, mas para que seu nome seja honrado em nossas vidas. Honrá-lo deve ser nossa prioridade.

NÃO SEJA APENAS OUVINTE!

1. Aceitar a correção de Deus é honra que ele merece. Antes de qualquer coisa, Deus nos ama como pai. Isso implica que ele é digno de honra por nos ter gerado. Além do mais, implica que seu amor paterno não o deixa sossegar, ao nos ver praticando o erro. Por isso, ele nos disciplina para nos corrigir. Sendo assim, em atitude de filhos humildes, devemos receber sua correção sem murmuração, confiando que é executada por aquele que não somente quer, mas sabe o que é melhor para nós. Precisamos lembrar que, se somos corrigidos, é porque somos filhos legítimos e amados (Hb 12:8). Que o temor do Senhor nos livre da atitude atrevida e arrogante dos sacerdotes de Israel, que reclamavam inocência. Honremos o Senhor com um coração humilde.

2. Lembrar a salvação de Deus é honra que ele merece. Israel tinha uma história de salvação que o Senhor sempre fez questão de lembrar-lhe (Lv 19:36, 22:33; Nm 15:41; Js 24:5; Jz 6:8). Mas a resposta do povo e dos sacerdotes era a ingratidão. Se eles lembrassem como haviam sido libertos, não deixariam de temer ao Senhor. Da mesma forma, se mantivermos viva em nossa memória a grande salvação que recebemos gratuitamente de Deus, por meio de Jesus Cristo, nosso fervor em segui-lo e servi-lo aumentará. Ninguém mais nos amou a ponto de nos entregar seu único Filho: Só ele! Por isso, é impossível lembrarmos e valorizarmos a mensagem da cruz sem que sejamos tomados pelo temor e pela reverência que nosso Deus merece.

3. Obedecer à palavra de Deus é honra que ele merece. A desobediência dos sacerdotes de Israel era consequência do esfriamento de seu amor por Deus. Eles não mais o consideravam digno. Portanto, não viam a necessidade de oferecer um culto que o honrasse. Assim, apresentavam pão imundo diante do altar (Ml 1:7). Precisamos nos conscientizar de que nosso relaxo em relação às coisas de Deus e nossa desobediência à sua palavra têm uma causa mais profunda: ele deixou de ser importante para nós. Só quem o ama guarda a sua palavra (Jo 14:21); só quem o honra tem o desejo de fazer o melhor para ele. É hora de pedirmos que o Senhor renove nossa fé em seu nome e nos ajude a obedecer-lhe.

CONCLUSÃO

Deus quer e merece ser tratado com reverência. O seu nome está acima de todo nome, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (At 4:12). O nome do nosso Deus é santo. Isso é muito sério! Se você estava desatento quanto a essa verdade, é hora de despertar e clamar por misericórdia. Não tenha dúvida: o Espírito Santo vai capacitá-lo a aceitar a correção de Deus, a lembrar a salvação de Deus e a obedecer à palavra de Deus, para que sua vida glorifique o nome do Senhor.
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DEC - PC@maral

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