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Jesus Cristo Homem - Deus se fez gente


A história as religiões humanas é recheada de milhares de deuses estranhos, esquisitos, sedutores, enganadores, diabólicos; contudo, não há, no paganismo, nenhuma “divindade” que, de fato, tenha se encarnado, se tornado gente, igual aos homens. Entre dezenas de religiões, somente o cristianismo possui essa singularidade gloriosa. Por essa razão, pode apresentar ao mundo o único e verdadeiro Deus e dizer que, para salvar os pecadores, ele se tornou carne, se fez pessoa humana. Deus veio do céu à terra para redimir os pecadores. Em um tempo em que as pessoas estão se secularizando, se modernizando e, em muitos casos, trocando crenças e procedimentos bíblicos por princípios mundanos, torna-se extremamente necessário e urgente reafirmar verdades básicas da fé cristã, entre as quais a encarnação de Cristo é um firme pilar.

O Deus que sempre existiu e que vive desde a eternidade, fez-se gente. A questão é: Como isso foi possível? O evangelista Mateus responde que tudo começou com o nascimento virginal de Jesus: Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo (Mt 1:18). Mateus afirma que José não havia se relacionado sexualmente com Maria; contudo ela achou-se grávida. Quem a engravidou? Outro homem? Não! O Espírito Santo a envolveu sobrenaturalmente e a engravidou garante Mateus. Não pode haver qualquer dúvida ou desconfiança quanto ao nascimento virginal de Jesus Cristo. Esta é uma verdade importantíssima para a salvação de todo aquele que crê em Deus, pois ela é a origem da humanidade de Cristo, sem a qual o mundo não o teria conhecido. Ademais, não pode haver prova mais robusta da humanidade de Jesus que a sua geração, a sua formação no ventre de uma mulher, em cumprimento de profecias divinamente inspiradas, como declarou Isaías: Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho e lhe chamará Emanuel (Is 7:14).

Quando Isaías proferiu esta profecia, o rei de Judá, Acaz, encontrava-se na iminência de ser destruído pelo arrogante Rezim, rei da Siria. O Senhor tomou Isaías e seu filho, Sher-Jasube, que significa “um remanescente volverá”, para, numa circunstância imediata, dar esperança de livramento a Judá, e, numa circunstância futura, dar esperança de salvação ao mundo, por intermédio de Emanuel, o Messias (Is 7:1-3). Então, Isaías, o profeta messiânico, ao antever a encarnação de Jesus, declara: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9:6).

Se Isaías mirou a pessoa de Jesus, Miquéias foi além: viu o Messias e o local de seu nascimento como homem: E tu, Belém-Efrata [cidade natal de Jesus], pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel [a pessoa de Jesus], e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade (Mq 5:2). Quando lemos Lucas 1:30-35, encontramos a descrição exata do cumprimento destas profecias, com o anjo Gabriel dando esta garantia à mãe do Messias: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.

Porém, é necessário entender a encarnação de Jesus Cristo com mente espiritual (I Co 2:14), uma vez que sua humanização foi iniciada no corpo de uma virgem, ou seja, o que aconteceu no útero de Maria é algo único, miraculoso, sobrenatural, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo (Mt 1:20; cf Lc 1:35. 3:23). Por isso é que a Bíblia garante que José creu e colaborou com o plano salvífico de Deus (Mt 1:24-25). Em outras palavras, José não exigiu provas lógicas ou racionais, para certificar-se de que tal acontecimento era possível, mas creu na encarnação de Jesus, confiou na mensagem enviada por Deus e cumpriu sua parte no grande milagre.

A verdade é que a narrativa bíblica sobre o nascimento virginal e miraculoso da encarnação de Cristo, por ser simples e objetiva, suscita questionamentos dos incrédulos, ao mesmo tempo, enche de esperança aqueles que, pela fé, crêem na inerrância da Bíblia Sagrada, na sua veracidade, nas profecias que dela jorram, enchendo de gozo o coração dos que crêem em Deus. Mas, conquanto as narrativas proféticas do Antigo Testamento sobre a encarnação de Jesus sejam belas e verdadeiras, um dos testemunhos bíblicos mais contundentes encontra-se no Novo testamento, escrito pelo evangelista João, que declara: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (Jo 1:14). Quando fez esta brilhante declaração, João estava combatendo o pensamento herético conhecido como docetismo (do grego dokeo, “eu pareço”), que via o corpo como uma habitação do mal, menosprezava a natureza física humana e entendia que o ser divino não pode experimentar mudança ou sofrimento.

Um dos expoentes dessa perigosa heresia chamou-se Marcião. Sem rodeios, ele considerava a humanização de Cristo como uma aparência, uma simulação, uma imagem sem substância. Em sua confusão espiritual, Marcião cria que a carne de Cristo não possuía realidade alguma. Para ele, Jesus não passava de um fantasma, sem corpo, sem carne. Veja o absurdo a que esse herege chegou, ao afirmar sobre Cristo: ele não era o que parecia ser, e ele aparentava ser o que não era – encarnado sem carne, humano sem ser homem. [1]

Uma outra ameaça que João combateu, ao escrever que o Verbo se fez carne e habitou entre nós, chama-se apolinarismo, nome derivado de Apolinário , teólogo do IV século d.C. Apolinário ensinou que Jesus Cristo, ao tornar-se homem, não possuía uma mente humana, não tinha intelecto humano, nem vontade humana. Os pensamentos e as vontades de Cristo, segundo Apolinário, vinham e Deus. Por crer que a matéria é essencialmente má, este herege dizia que Jesus não poderia ter uma mente humana, porque, se tivesse, seria “presa dos pensamentos sujos” [2]

Na verdade, ambas as heresias tinham um único alvo: anular a maior e mais sublime das providências divinas para salvar o homem pecador: a encarnação do Filho de Deus. Com argumentos falsos e bem elaborados, os hereges tentavam desqualificar, desvalorizar a matéria, a carne humana. Contudo, a palavra de Deus mostra-nos a visão correta sobre a carne humana: ela é corrompida (Mc 7:21; I Co 15:53), mas é restaurada e valorizada (I Co 3:16, 6:19; I Co 15:54).

A maior prova de que a fé cristã valoriza o corpo humano, afirma o evangelista, é que o Verbo, que era e é Deus, que sempre esteve com Deus, e por quem foram feitas todas as coisas (Jo 1:1-3), teve um corpo físico, entrou no tempo e no espaço dos homens, entranhou-se na história humana, limitou-se às circunstâncias temporais, ou seja, o Verbo começou a existir como um ser humano, e o fez de uma forma tão concreta que habitou entre os homens, Istoé, armou tenda, tabernáculo entre eles, num ato prefigurado pela tenda divina no deserto (Êx 25:8, 40:34).

A encarnação do Verbo foi um acontecimento tão grandioso, uma manifestação tão incrível do poder de Deus que João não resistiu em testemunhar: Nós vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. O Deus invisível (Cl 1:15; I Tm 1:17) tornou-se visível! Era tão real que os homens olhavam, contemplavam e apalpavam aquele que era desde o princípio (I Jo 1:1-3). Por sua vez, as pessoas eram tocadas profundamente, em seu intimo, ao constatarem que aquele homem era cheio de graça e verdade, ou seja, que ele tinha e tem para dar, generosamente, aquilo que os homens não merecem, mas precisam: graça; e o novo pacto que faria com a humanidade, por intermédio de sua própria vida, era e é digno de crédito, pois é baseado na verdade (Jo 14:16).

Portanto, João afirma que a encarnação de Jesus é benção dobrada de Deus para os que nele crêem: Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça (Jo 1:16; II Co 3:18).

Deus se fez gente para que a salvação se tornasse possível aos homens:

Assim que Adão e Eva pecaram e receberam a penalidade por sua desobediência, a morte (Gn 3:16-20; Rm 6:23ª, 3:23, 5:12), deus garantiu que Satanás e o pecado seriam destruídos (Gn 3:15). A esse respeito, Paulo explica que, vindo a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, para resgatar os pecadores, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos (Gl 4:4-5). Mas isto requer atenção: A salvação não é obra humana! Nossa justificação tem um altíssimo preço: a morte de Jesus. Essa obra é cem por cento de Deus, fruto exclusivo de sua graça (cf Tt 3:5; Rm 3:28, 5:15-16; Gl 2:16; Ef 2:8-10). Por meio da encarnação de Jesus, Deus nos salvou: Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo (I Co 6:20).

Deus se fez gente para ajudar os homens salvos nas suas fraquezas:

O pecador é justificado por Deus e por Ele é auxiliado. A vida dos salvos passa a ter companhia constante de seu Salvador (Mt 28:20; Jo 14:18), através do Espírito Santo (Jo 14:16; I Co 3:16, 6:19; Ef 4:30). Mas o fato de ter estado em carne faz de Jesus um companheiro inigualável. Ele se compadece de nossas fraquezas porque foi (...) tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado (Hb 4:15). Agora, por exemplo, ele está à direita do Pai, como advogado dos salvos (I Jo2:1). O Jesus que viveu em carne conhece as nossas fraquezas (II Tm 2:19; cf Sl 139). Por isso é capaz de condoer-se (...) dos que erram (Hb 5:2; I Jo 1:9). Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza (Rm 8:26).

Deus se fez gente para se identificar para sempre com os homens:

Conquanto a encarnação tenha sido um ato de extrema humilhação (Fl 2:5-8), o Senhor Jesus não se envergonhou de ser homem (cj Jo 8:28). João Batista, Pedro e Paulo o chamaram de homem (Jo 1:30; At 2:22; I Co 15:21, 47; Fl 2:8); as pessoas o chamavam de homem e de judeu (Jo 10:33, 4:9); enfim, a encarnação fez de Jesus um ser eternamente identificado com os homens. Até mesmo depois de ressuscitado, a imagem dele é de homem (Jo 20:15-16, 21:4-7). No céu, Jesus também é identificado com o homem (I Tm 2:5); e; quando retornar à terra, virá identificado como Filho do Homem (Mt 16:27-28, 25:31; At 17:31). Por isso, é que ele [Jesus] não se envergonha de chamá-lo de irmão (Hb 2:11). E você? Deseja se identificar com Ele?

Conclusão

A criação das coisas materiais, do homem, dos anjos, a morte de Cristo, sua ressurreição, sua volta, a criação dos novos céus e da nova terra são eventos divinos extraordinários; são, de fato, ações grandiosas de Deus, que fazem parte de seu maravilhoso programa de salvação da humanidade. A encarnação de Jesus, contudo, jamais deve ser vista e entendida como um acontecimento menos importante; afinal, trata-se da entrada “da Segunda Pessoa da Divindade eterna na esfera humana, participando dos elementos humanos (...) com o propósito especial de permanecer como um participante de tudo o que é humano por toda a eternidade futura” [3].

Portanto irmãos, estejam seguros: Deus se fez gente! Saibam que muitos enganadores têm saído pelo mundo afora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo (II Jo 1:7). Por isso, dê lugar ao Espírito Santo da verdade, que guia em toda a verdade (Jo 16:13), pois Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus (I Jo 4:2).

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Jesus Cristo Homem - Deus se fez gente

Notas:

[1] MACLEOD, Donald. A Pessoa de Cristo – Série Teologia Cristã. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2007, p. 167.
[2] Idem p. 168
[3] CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. São Paulo: Imprensa Batista e Regular do Brasil, 1986.


fonte:
DEC
Pb Paulo Cesar Amaral

Um comentário:

  1. Jesus é Filho de Deus(unigênito)

    Em João 10:30 está escrito " Eu e o Pai somos um"
    Ainda em João 14:6 escrito "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

    Ele é Pai, Filho e Espírito Santo(Santíssima Trindade)

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