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O que é hiperativismo? Parte II

Como lidar com a hiperatividade


É necessário muita sabedoria e paciência para equilibrar amor com regras e limites claros na educação. O objetivo é preparar essa criança e/ou adolescente para viver em sociedade, sentindo-se integrado, com boa auto-estima, sabendo respeitar limites (seus e dos outros), regra fundamental para amar e ser amado.

Tente olhar de fora da cena, como se fosse um estranho imparcial, sem qualquer envolvimento emocional. Enfoque o comportamento negativo, deficiente e destrutivo que você quer mudar, lembrando sempre que seu filho/aluno tem uma incapacidade, uma dificuldade, e não falta de caráter: ele(a) não consegue controlar o que fala ou faz e com certeza tem qualidades e potenciais a serem valorizados.

Pais e professores envolvidos na educação dessa criança ou adolescente devem redobrar seu empenho; terão que supervisionar, monitorar, ensinar, organizar, planejar, estruturar, recompensar, guiar, colocando sempre os limites de forma clara.

É preciso muito amor para enxergá-los através do seu comportamento, lembrando-se sempre de suas limitações e de suas reais necessidades.

É vital para todo ser humano receber atenção, carinho e reconhecimento. Em função disso, todo comportamento pode ser estimulado, reforçado ou anulado através de 3 reforços:

1◦. Reforço Negativo

São críticas, reprimendas, castigos, punições, etc., como reação a todo comportamento negativo, inadequado. É através desses esforços negativos que a criança/adolescente costuma receber atenção dos que rodeiam gerando ressentimento e hostilidade na relação. Isso faz com que o comportamento negativo aumente (afinal é só assim que o notam). Essa hostilidade pode também levá-los ao isolamento. Não usar reforços negativos, somente em último caso, para que os comportamentos negativos não sejam reforçados e aumentados.

2◦. Reforço de Extinção

Se é vital para o ser humano ter atenção, carinho e reconhecimento, é mortal ser ignorado. Para se anular um determinado tipo de comportamento, a melhor técnica é ignorá-lo. Se um comportamento não chama a atenção dos demais, provavelmente aos poucos será extinto.

3◦. Reforço Positivo

São caricias físicas, palavras afetuosas, elogios e reconhecimento por comportamentos positivos. Esse tipo de reforço faz com que o indivíduo empenhe-se nesse padrão de comportamento positivo para continuar sendo notado, reconhecido e elogiado.

Usar reforços positivos – Se a qualquer comportamento adequado (mesmo que para os pais e professores não passe de mera obrigação), houver recompensa e/ou reconhecimento, esse tipo de comportamento tende a aumentar cada vez mais.

Quando você quer mudar um comportamento indesejável, decida por qual o comportamento positivo quer substituí-lo. Depois de ter reforçado esse novo comportamento positivo freqüentemente por no mínimo uma semana, comece a punir o comportamento oposicional indesejável, com punições brandas, como por exemplo a perda de privilégios. Mantenha sempre a relação de uma punição para três ou mais situações de elogio e recompensa. A tendência é a extinção natural das punições.

Pais devem colocar limites claros e objetivos, dar instruções positivas e focadas, como por exemplo: “Comece agora a lição de matemática”, no lugar do vago “Preste atenção!”

A penalidade é a perda de bônus a cada infração cometida. A gratificação são os prêmios a serem estabelecidos.

Não provocar constrangimento nem menosprezar o filho/aluno por suas dificuldades, nem comprará-lo com irmãos/colegas, principalmente na frente destes.

Use criatividade e flexibilidade.

Na escola:

Deve enfatizar-se o aspecto emocional do aprendizado. Lidar com as emoções e descobrir o prazer na sala de aula e no processo de aprendizagem são itens necessários para se ter um bom desempenho escolar. Em vez de falhas e frustrações deve-se ter domínio e controle, em vez de medo e tédio, o melhor é a excitação.

Conhecer o aluno é fundamental quanto maior for esse conhecimento, maior será a eficácia da ação pedagógica. A partir do momento em que o professor reconhece as emoções do aluno, cria a chance de aumentar a intimidade, transmitir experiência e compartilhar dificuldades. Ele passa a se sentir valorizado em seus sentimentos (mesmo que negativos) e fortalece sua auto-estima.

Manter contato com os pais da criança regularmente. Estabelecer regras claras e consistentes.

Usar recursos especiais, como gravador, retroprojetor, etc. Eles aprendem visualmente, assim eles podem pôr as ideias no lugar de estruturá-las.

Dar o conteúdo passo-a-passo, verificando se houve aprendizado em cada etapa.

Reduzir os estímulos que possam distrair, por exemplo, sentar-se próximo da porta ou da janela. Pode-se colocá-la sentada próxima à mesa do professor.

Alternar atividades de alto e baixo interesses durante a aula.

Permitir alguns movimentos em sala de aula, ou mesmo fora da sala. Pedir para que seja o assistente do professor ou de outra criança.

Evitar tarefas repetitivas próximas umas das outras. Como ela responde bem às novidades, deve evitar tarefas monótonas e repetitivas que podem levar à distração e à falta de interesse.

Fornecer instruções diretas, orientações curtas e claras, em um nível que possa compreender e corresponder. Simplifique as instruções, as opções, a programação. O palavreado mais simples e objetivo será mais facilmente compreendido pela criança.

Focalize mais o processo (compreensão de um conceito) do que o produto (concluir dez problemas).

Não enfatizar o fracasso. Eles necessitam de tudo o que for positivo que o professor puder oferecer. Sem encorajamento e elogios, eles murcham e retrocedem.

Dar retorno constante e imediato. Isto ajuda a ter uma noção de como está se saindo e a desenvolver a auto-observação. Deve-se informá-la de modo positivo e construtivo.

Estar atento no talento, na criatividade, na alegria, na espontaneidade e no bom humor que se manifesta. Eles são generosos e apresentam algo especial que se enriquece e engrandece o ambiente.

Conclusão

Entre o professor(a) e o aluno precisa haver um namoro para que haja aprendizado. Conheça seu aluno. Converse com ele. Faça com que ele se coloque no lugar do outro (sempre).

Frase: “Crianças esquecidas são aquelas portadoras de inabilidades quase invisíveis. Elas possuem braços e pernas perfeitos, podem ver e ouvir, correr, brincar, etc..., mas a maioria não pode nem ir a uma festa de aniversário ou dormir fora de casa. Elas são as últimas a serem convidadas para brincar e as primeiras a serem culpadas por algo dar errado. A doença que trazem não é fatal, mas uma pequena parte de sua alma e de seu coração morre a cada rejeição que sofrem. Elas parecem ter um comportamento estranho e imprevisível e isso ocorre tanto para elas quando para a sociedade. Elas são super notadas, apesar de serem “crianças esquecidas”

Veja a primeira parte deste Artigo

Fonte:
João Avelino dos Santos Jr.


Um comentário:

  1. PC tenho 3 filhos maravilhosos graças a Deus e dois deles tem DISLEXIA, e convivo com hiperativismos, deficit de atenção e disgrafia dos dois .. cara eu e minha esposa enfrentamos uma batalha todos os dias junto a escola, pois a falta de capacitação dos professores são de cair o queixo ... mais tenho orado e lutado junto aos órgãos competentes para que se resolva

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