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Verdade ou Unidade: Qual é mais importante?

Publicado em 2 de julho de 2011 por Leonardo Gonçalves no blog Pulpito Cristão

Há uma ligação muito forte entre o que cremos, nossos símbolo de fé, e a prática da comunhão eclesiástica. Quando olhamos para o evangelicalismo moderno, constatamos uma grande dissociação entre comunhão cristã e fé (aquilo que confessamos). A verdade não é tida como mais importante do que a comunhão. Por isso, vemos uma geração de igrejas sem rumo, sem saúde, confusas, onde o que realmente importa, é serem todos “amigos“.

Gostaria, neste artigo, de tratar do valor que os Símbolos de Fé têm para a unidade da igreja. Há um tempo atrás, escrevi um artigo sobre a Unidade e a Verdade. Me espantou, em meio a tantos e-mails, a falta de compreensão em alguns cristãos sobre o valor da União na Verdade. No Salmo 119.105 lemos assim: Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. Pois bem, sem a luz da Verdade, a Unidade jamais perdurará! Segundo Charles H. Spurgeon, união não pode se dar em detrimento da verdade.

Paulo Anglada, em seu livro Sola Scriptura: a doutrina reformada das Escrituras (Os Puritanos), aborda de modo muito interessante a indissolubilidade entre o que cremos e a verdade. Ele afirma: “uma igreja sem confissão é como um partido sem ideologia, como uma sociedade sem estatuto, ou como um país sem constituição. Não há coerência, nem unidade, nem estabilidade, nem fidelidade, nem disciplina”.

Você percebe a importância e a urgência das igrejas de nossos dias voltarem a se reunir em torno dos símbolos da fé cristã? A unidade somente será preservada em torno da verdade confessada.

Algo pouco difundido nas igrejas de hoje, é o fato das primeiras igrejas “evangélicas” terem se unido e se mantido firmes em torno de seus Símbolos de Fé. Foi a Confissão de Fé de Londres de 1644 e, depois, de 1689, que manteve grande parte dos batistas unidos no século 17. Ali, eles resumiam o que criam acerca das Sãs Doutrinas. Foi a Confissão de Fé de Westminster que testemunhou a fé dos primeiros presbiterianos e os manteve unidos também no século 17. Da mesma sorte, a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg, dentre outros documentos comprometidos em exporem a Pura Palavra de Deus, serviram para unir as igrejas cristãs na Palavra, na Verdade, no Verbo, “que um dia se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14).

A união não se dava por causa de tais documentos, mas por causa daquilo que eles ensinavam. Quando faltar o ensino – a pregação, a proclamação – faltará a esperança da unidade.

Aquilo que cremos acerca da Palavra de Deus é importantíssimo a fim de que consigamos caminhar juntos. Aquilo que cremos acerca da Santíssima Trindade é fundamental a fim de que possamos comungar juntos. Aquilo que cremos acerca da salvação é algo que, ou nos unirá, ou nos separará de modo taxativo.

A Igreja é de Deus! Ela não é nossa. Quantas comunidades nos nossos dias têm glorificado templos, amizades, líderes, estruturas, mas não glorificam a Verdade, o Caminho e a Vida. Cristo é a cabeça da Igreja de Deus, e Suas Palavras devem nos unir.

Infelizmente, muitas comunidades têm sobrevivido em torno da boa música que fazem, dos espetáculos dominicais, da amizade das “panelas”, e da supervalorização das tradições a serem mantidas. Infelizmente, tais comunidades não perdurarão por causa do amor à Palavra e por confessarem a mesma fé. Os Símbolos de Fé, aquilo em que creem, não será a base de sua amizade e comunhão.

Por isso, faria muito bem a todos que leem estas poucas palavras, que não nos esquecêssemos de que, enquanto peregrinamos nessa Terra, devemos perseverar em conhecer, amar e proclamar as Sagradas Escrituras. São elas que nos apresentam a Verdade! É a Verdade que nos une a Deus! E é a Verdade que, verdadeiramente, nos unirá um ao outro.
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Wilson Porte Jr, no blog da Editora Fiel

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