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Quando o povo de Deus se reúne para ofertar ao Senhor


As duas principais contribuições financeiras requeridas por Deus para a manutenção de sua obra na terra são: os dízimos e as ofertas. Este estudo enfatiza o dever que o cristão tem de contribuir. O dízimo, como a própria palavra indica, representa dez por cento de um todo. Portanto, tem valor previamente estabelecido. Já as ofertas devem ser dadas voluntariamente, ou seja, de acordo com o propósito do coração (2 Co 9:7), com alegria e da maneira que melhor expresse a gratidão do ofertante. O tipo da oferta vai depender do fim a que se destina.

Considerando que a organização de Deus na terra, hoje representada pela igreja, teria dificuldades, financeiramente, se não contasse com as contribuições de seus membros, o Senhor estabeleceu, já desde o princípio, os meios necessários à sua manutenção: o dízimo e as ofertas. Estas duas formas de contribuição servem para sustentar aqueles que trabalham no ministério e também para atender às demais necessidades de sua obra. Essa doutrina que trata do dever de o crente contribuir está fundamentada na palavra de Deus. Ela certamente nos ajudará a compreender essa necessidade.

Dêem ao Senhor a glória devida ao seu nome, e entrem em seus átrios trazendo ofertas.(Sl 96:8 – NVI)

O ensino Bíblico

Tragam ofertas: 

Três vezes ao ano, todo o povo de Israel deveria aparecer perante o Senhor Deus, no lugar que escolhesse: na festa dos pães asmos, na festa das semanas e na festa dos tabernáculos. Porém, ninguém podia aparecer de mãos vazias: Cada qual, conforme ao dom da sua mão conforme à bênção que o Senhor teu Deus te tiver dado (Dt 16:16- 17). Essa foi a orientação dada por Deus aos filhos de Israel, no tocante às ofertas que deveriam oferecer-lhe, nas três principais festas do seu calendário religioso. Com isso, Deus estava lembrando a esse povo que as ofertas fazem parte do culto a Deus (Sl 96:8; Êx 23:15, 34:20; 2 Co 8:1-4).

As ofertas, ao contrário dos dízimos, não são feitas com base num percentual da quantia recebida. Contudo, os textos citados sugerem que, ao participar dos trabalhos na casa do Senhor, o crente deve levar algo para oferecer-lhe e que o valor dessas ofertas deve ter como base o tamanho da gratidão do crente diante das bênçãos recebidas. A palavra de Deus afirma: ... o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará (2 Co 9:6); ... porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6:6).

A motivação ao ofertar: 

Vivemos em um tempo em que, para cada ação que praticamos, precisamos ter uma motivação. Na igreja, isso não é diferente. Precisamos de motivação para congregar, para exercer uma atividade na igreja local, para contribuir, etc. De que motivação nós precisamos para ofertar? Parece-nos que a grande motivação de que precisamos para contribuir é o amor pela causa de Deus. É o desejo que devemos ter de ver as necessidades da causa de Deus atendidas e satisfeitas.

Se houver amor, haverá disposição para contribuir. Não concordamos com aqueles que procuram motivar a prática das contribuições com a promessa de que elas serão revertidas em prosperidade material, como se a relação do crente com Deus fosse à base de troca: “É dando que se recebe”. Enfatizam tanto a questão do retorno financeiro que se esquecem de que este não é o benefício de que o crente mais precisa. O crente deve contribuir com fé, como fez a viúva pobre (Lc 21:1-4), que, ao contrário dos que ofertavam do que lhes sobejava, colocou na salva tudo que possuía. Ela tinha a certeza de que Deus não lhe deixaria faltar o necessário para o seu sustento.

Um grave problema: 

Um dos fatores que têm impedido a muitos crentes de contribuírem com ofertas mais significativas e, portanto, correspondentes aos benefícios recebidos de Deus, é o amor demasiado ao dinheiro (1 Tm 6:9-10). É evidente que nem todos podem contribuir com ofertas expressivas, porque estas dependem da condição financeira de cada um. Mas há aqueles que até podem contribuir, mas não o fazem, temendo, talvez, que essas contribuições lhes façam falta no futuro.

Ofertar para a causa de Deus, além de não empobrecer aqueles que contribuem, pode ser motivo de bênçãos para quem oferta com fé (Ml 3:10). Houve uma época, no passado, em que, por falta das contribuições dos dízimos e das ofertas, os que trabalhavam no serviço do templo viram-se constrangidos a abandonar o ministério, e a casa de Deus ficou fechada. Essa informação, nós encontramos no livro de Neemias: Também entendi que o quinhão dos levitas se lhes não dava, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra. Então contendi com os magistrados, e disse: Por que se desamparou a casa de Deus (Ne 13:10-11). Depois de conscientizar os omissos, Neemias restaurou o sistema (Ne 13:11-13).

Deus é o dono de tudo. Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam (Sl 24:1). Nossa vida e tudo o que temos pertencem ao Senhor. Nós somos apenas e tão somente seus mordomos.

Um eficiente termômetro: 

A maneira como gastamos o nosso dinheiro pode servir como termômetro para medir o grau de comprometimento e fidelidade que temos para com a causa de Deus. Já dissemos que, dos 100% dos nossos ganhos, 10% pertencem ao Senhor e a ele devem ser devolvidos. Isto significa que Deus permitiu que administrássemos em nosso próprio benefício os 90% restantes. E a experiência nos tem mostrado que, quando os administramos com sabedoria, eles são suficientes para o atendimento de nossas necessidades e das necessidades da causa de Deus.

As dificuldades financeiras pelas quais passou a congregação de Israel, nos dias de Neemias, também são mencionadas no livro do profeta Malaquias. Então, Deus, utilizando-se deste profeta, chamou a atenção de seu povo, no sentido de trazê-lo de volta à pratica da obediência, ao dever de contribuir. Curioso é que Deus não quer que essas contribuições sejam forçadas. No tocante às ofertas, por exemplo, ele quer que cada um contribua com alegria. Portanto, a recomendação que temos da parte dele é a seguinte: Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria (2 Co 9:7).

Dízimo: 

Entregar ou devolver? Deus é o dono de tudo. Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam (Sl 24:1). Nossa vida e tudo o que temos pertencem ao Senhor. Nós somos apenas e tão somente seus mordomos. Portanto, quando contribuímos com os dízimos e com as ofertas, não estamos “pagando” ao Senhor; só estamos lhe devolvendo parte daquilo que já lhe pertence. Esta é uma atitude de fé e uma prova de gratidão. E, embora não se deve ter em mente uma retribuição, esta, com certeza, virá para aqueles que contribuem com fé.

Ao devolver ao Senhor parte do que ele nos deu, devemos fazê-lo com alegria. E a razão pura e simples para isso é a seguinte: Se não contarmos com a ajuda do Senhor em nossos empreendimentos, nada conseguiremos, porque tudo o que temos, recebemos dele: nossa respiração, nossa saúde física e mental, nosso emprego, nossos ganhos, nossos bens, etc. É esse o modo de entender do cristão. Jesus declarou: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (Jo 15:5 ARA). Paulo afirma: Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos.

As bênçãos da contribuição: 

Dissemos, anteriormente, que nunca devemos contribuir pensando numa retribuição imediata. Deus, porém, tem reservado bênçãos especiais para aquele que contribui: E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra (2 Co 9:8). E também: Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça (2 Co 9:10). Esses textos mostram claramente que as bênçãos prometidas por Deus são, antes de tudo, espirituais (cf. 2 Co 9:8,10).

Nas palavras de Paulo, o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará (2 Co 9:6). Ele também completa, no versículo sete: Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Sendo assim, a generosidade do ofertante deve partir da alegria de honrar a Deus. O Senhor espera que sejamos generosos em nossas contribuições, pois é com uma atitude assim que revelamos o quanto estamos agradecidos a ele pelos incontáveis benefícios materiais e espirituais que ele nos tem proporcionado.

Praticando a Palavra de Deus

1. Que haja generosidade em nossa oferta ao Senhor.

Muitos cristãos têm deixado de contribuir ou têm contribuído apenas com valores simbólicos, por se apegarem ao dinheiro com mais amor do que deveriam. Aos que têm negligenciado esse dever, lembramos que as ofertas fazem parte de nossa adoração ao Senhor. Portanto, quando nos reunirmos para prestarmos a Deus o nosso culto, devemos cumprir com a recomendação do Senhor: Dêem ao Senhor a glória devida ao seu nome, e entrem em seus átrios trazendo ofertas (Sl 96:8 – NVI). E mais: Ninguém apareça vazio perante mim (Êx 23:15, 34:20; Dt 16:16). O momento da retirada das ofertas deve ser solene em nossas reuniões. É a oportunidade que temos de colaborar com a obra do Senhor. Portanto, devemos fazer isso com prazer. Um exemplo digno de imitação nós encontramos na atitude dos macedônios que, apesar da profunda pobreza, pediram a Paulo com muitos rogos que lhes permitisse participar da campanha empreendida por ele em favor dos crentes pobres de Jerusalém. Deles, Paulo deu testemunho, dizendo: E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós (2 Co 8:5).

2. Que haja planejamento em nossa oferta ao Senhor.

As ofertas podem ter designações diferentes, de acordo com a finalidade a que se destinam. Em se tratando de ofertas especiais ou para fins específicos, é importante que sejam planejadas. Seria interessante, por exemplo, que o contribuinte assalariado determinasse um percentual do seu salário e o separasse para as ofertas. Estas poderiam ser devolvidas de uma só vez, se este fosse o critério adotado, ou divididas pelo número de reuniões regulares.

Há, na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, algumas frases que servem como sugestão para aqueles que querem fazer suas ofertas de maneira organizada: ... segundo o que tendes (2 Co 8:11); ... preparem d’antemão a vossa contribuição (2 Co 9:5); Cada um contribua segundo propôs no seu coração (2 Co 9:7). Observemos que a Bíblia não nos ordena ofertarmos além do que temos: Segundo o que tendes. Temos também a instrução de separarmos nossa oferta com antecipação: ... preparem d’antemão. Quem contribui deve estar certo do quanto e de como vai contribuir. As ofertas devem ser entregues de acordo com o propósito do coração. Por isso, são voluntárias.

3. Que haja contentamento em nossa oferta ao Senhor.

Nunca é demais repetir que o momento da retirada das ofertas deve ser, em nossas reuniões, um momento de regozijo, porque mais bem aventurada coisa é dar do que receber(At 20:35). E como é bom estar em condições de poder oferecer ao Senhor parte daquilo que ele nos deu! Os macedônios pediram, com insistência, a oportunidade de participarem da campanha de levantamento das ofertas, que foi feita nos dias de Paulo em favor dos crentes pobres de Jerusalém (2 Co 8:4). Que exemplo digno de ser imitado!

Essas contribuições não devem ser feitas com tristeza ou por constrangimento, como se aquele que contribui fosse forçado a fazer isso. Todo sacrifício que se faz para Deus deve ser feito com voluntariedade, com prazer. Se não for assim, o sacrifício, qualquer que seja o seu tamanho, perderá a sua importância para aquele que o recebe. Há algo que precisa ser lembrado à liderança da igreja: Não se deve usar o momento da retirada das ofertas para fazer exortações ou apelações insistentes. Atitudes assim, embora, excepcionalmente, sejam necessárias, podem produzir resultados opostos.

Concluindo

Deus é o dono de tudo e nós somos apenas seus mordomos. De tudo que nos deu, ele pede de volta uma pequena parcela representada pelos dízimos e pelas ofertas. O dízimo, como a própria palavra indica, corresponde a 10% de um todo. As ofertas são voluntárias, não há percentual estabelecido. Essas contribuições fazem parte de nossa adoração a Deus, e, por isso, devem ser feitas com alegria e generosidade. Há uma recompensa de Deus aos que fizerem isso com fé.

Fonte:
Departamento de Educação Cristã - Revista de estudos na Escola Bíblica 295 - 2011
Adaptado para o blog por PCamaral

Um comentário:

  1. Muito bem explicado, parabéns, não conhecia este trabalho ! Obrigado por contribuir com conhecimento ! Deus abençoe !

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