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A Salvação é Única e Exclusivamente pela Graça de Deus.

Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. (Ef 2:8-9 – NVI)
A quantidade de religiões e de doutrinas existentes no mundo talvez seja a prova mais contundente da necessidade que o homem tem de ser salvo.

Há alguns dias publiquei A Maravilhosa Graça de Deus [2]. Naquele estudo vimos que a graça é o favor imerecido de Deus ao ser humano e que a maior demonstração desse favor está na obra de Cristo na cruz. A cruz é a impressão mais contundente da graça. Deus sabia e sabe que nenhum ser humano poderia ser aceito por ele e receber a salvação por seus próprios atos de justiça. Ele nos conhece melhor do que nós mesmos. Daí o valor da graça. Vimos, também, que a salvação é um dos benefícios da graça de Deus; na verdade, o principal destes. Vejamos, então, com mais detalhes, agora, como a salvação é conseguida.

A quantidade de religiões e de doutrinas existentes no mundo talvez seja a prova mais contundente da necessidade que o homem tem de ser salvo. De alguma forma, o ser humano busca encontrar algo perdido ou deseja encontrar-se com alguém que possa preencher-lhe o vazio espiritual. Na verdade, trata-se da eterna busca da criação pelo criador. O homem pecou e foi destituído da glória de Deus. Perdeu a glória original. Por isso, ele a busca de qualquer jeito e em qualquer lugar; inclusive, dentro de si mesmo. Todavia, só há uma maneira de encontrar o que perdeu: render-se, pela fé, à pessoa e à obra de Jesus Cristo, em quem a glória perdida é reconstruída (Rm 8:29; 2 Co 3:18; 1 Jo 3:2; Cl 3:10 e 15).

1. A “tensão” entre graça e lei: Ainda nos dias de hoje, há uma tensão entre denominações cristãs sobre o ensino bíblico a respeito da salvação pela graça. Na verdade, a discussão gira em torno de lei e graça ou fé e obras. A palavra de Deus, entretanto, é categórica: a salvação não vem pelas obras, mas pela fé (Ef 2:8-9). De forma enfática, garante que, pelas obras da lei, ninguém será justificado: só pela fé em Jesus (Rm 3:20,26,28, 5:1, 10:4,10; Gl 2:16, 3:24). No entanto, a mesma Bíblia trata da necessidade da “obediência da fé” (Rm 1:5, 3:27, 16:26), e o Senhor Jesus afirma: Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama (Jo 14:21; cf. Jo 15:10; Lv 22:31; Pv 7:1-2). Como entender lei e graça, fé e obras, no processo de salvação?
Justificar é o ato legal, da parte de Deus, pelo qual ele, como juiz do universo, nos declara justos, diante de sua presença, por termos crido em seu Filho (Rm 8:30).
Importa-nos compreender que a salvação é mesmo pela graça. Quando a palavra de Deus afirma que a salvação é pela graça, através da fé em Cristo, está se referindo à justificação. E o que é justificação? Justificação vem do grego dikaioõ, que quer dizer “declarar justo” ou “declarar inocente”. Justificar é o ato legal, da parte de Deus, pelo qual ele, como juiz do universo, nos declara justos, diante de sua presença, por termos crido em seu Filho (Rm 8:30).

2. As razões da justificação pela fé: Por que Deus nos justifica pela fé? Simplesmente porque não há outra maneira de ele nos salvar. A Bíblia ensina que o ser humano está morto em delitos e pecados; que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus; que o salário do pecado é a morte; que não há um justo, não há quem faça o bem, e que a morte passou a todos os homens (Ef 2:1; Sl 14:3; Rm 3:10,23, 5:12, 6:23). O homem, por si mesmo, está perdido. Na verdade, já nascemos em pecado (Sl 51:1-5). Como ímpios, erramos o caminho desde o ventre, desviamo-nos e mentimos, desde que nascemos (Sl 58:3 – NVI). A nossa natureza é esta: filhos da ira (Ef 2:3). Todas as pessoas nascem carecendo cem por cento do bem espiritual que só é encontrado em Deus. Isso porque todas as partes do ser humano estão contaminadas pelo pecado: os pensamentos, os sentimentos, os desejos e as decisões. Com honestidade, Paulo admite: Sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum (Rm 7:18). Referindo-se aos que ainda não têm fé em Jesus, o apóstolo afirma que tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas (Tt 1:15). De fato, a palavra de Deus garante que os não justificados em Cristo estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento dos seus corações (Ef 4:18 – NVI).

3. O drama dos não justificados: Os não justificados pela fé em Cristo ou os não salvos pela graça de Deus são chamados, na Bíblia, de carnais. Estes são totalmente incapazes de fazer qualquer coisa que agrade a Deus. Às vezes, podem fazer obras extraordinárias, como inventar uma vacina que salvará milhões de pessoas, mas: se não têm fé em Jesus, sua obra de nada vale para salvá-los espiritualmente, pois os que estão na carne não podem agradar a Deus (Rm 8:8). O fruto deles é para a glória do mundo, não de Deus, uma vez que, sem Jesus, nada podem fazer para o Senhor (Jo 15:5). Compreender e crer na salvação pela graça de Deus é indispensável, pois os que resistem a esse ensino são desagradáveis a Deus, pelo fato de não terem fé em Jesus.

Milhões de pessoas fazem o bem para outros milhões de pessoas. Porém, a Bíblia ensina que esses atos de amor, sem a fé em Cristo, não agradam a Deus. A palavra de Deus é incrivelmente taxativa: ... sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6). Sem fé, sequer podemos nos aproximar de Deus (Jo 6:14). Sem fé, não entendemos nada, absolutamente nada, sobre as questões espirituais (1 Co 2:14). Os melhores atos de bondade e de justiça, sem a fé em Cristo, são como palha, visto que a Bíblia declara: Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo (Is 64:6 - NVI).
É Deus quem chama, quem busca o pecador, quem lhe dá a capacidade de ter fé.
4. Levando a sério a justificação pela fé: Agora, já podemos entender melhor por que Deus nos salva (justifica) pela fé em Cristo, e não pelas nossas obras. Antes de estarmos em Cristo pela fé, nada há em nós que possa agradar a Deus, nenhuma obra, de nenhuma pessoa, pois todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer (Sl 14:3). Quando Deus Pai olha para nós, sem Cristo em nossa vida, vê nossa situação desesperadora, porque, à sua vista, não há justo nenhum vivente (Sl 143.2), e não há homem que não peque (1 Rs 8:46; cf. Pv 20:9). Se alguém ousar dizer que não peca, está enganando a si próprio; é mentiroso e a verdade de Deus não está nessa pessoa (1 Jo 1:8-10). Diante dessa situação dramática, não podemos brincar, nem duvidar da doutrina da salvação pela graça de Deus. Imerso em delitos e pecados, o ser humano não tem outra saída, a não ser render-se à proposta divina de salvação, através da fé em Cristo. Assim, Deus Pai o declarará justo em sua presença, por atribuir ao que crê as obras justas de seu Filho Jesus. Ao ouvir de Jesus: Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso (Mt 11:28), o pecador deve, imediatamente, dizer: “Eis-me aqui, Senhor, eu creio!” É Deus quem chama, quem busca o pecador, quem lhe dá a capacidade de ter fé. É por isso que a Bíblia alerta: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração (Hb 3:15).

5. Graça e lei no lugar certo: Na justificação, não há obra humana. Depois de justificado, o crente precisa obedecer à lei, para a santificação, para preservar a salvação, não para ganhá-la. Cabe dizer, aqui, que, até esta preservação é pela graça. Precisamos depender do Espírito Santo para obedecer, pois, sozinhos, não podemos e nem conseguimos obedecer. É ele quem nos santifica, dia após dia. Convém lembrar que, antes da justificação, o Espírito Santo usa a lei de Deus para convencer o pecador do pecado, ou seja, ele revela a miséria espiritual do pecador, mediante a lei (Rm 3:20, 7:7). Nesse sentido é que, no dizer de Paulo, a lei mata (Rm 7:8-14), ou seja, o Espírito Santo, usando a lei, convence o pecador de que este está condenado a morrer, para, em seguida, levá-lo aos braços de Cristo, a fim de salvá-lo, isto é, justificá-lo pela fé (Rm 10:4). Antes da justificação, portanto, a lei leva o pecador ao pé da cruz, mas, debaixo do madeiro de Cristo, nada mais ela pode fazer, a não ser deixar o pecador ali para ser lavado pelo sangue de Cristo. Em seguida, o pecador justificado pela fé no sangue de Jesus recebe o Espírito Santo em sua vida – o mesmo que o convenceu do pecado, pela lei –, como garantia da salvação (Ef 1:13-14), e este agora vai ensinar o salvo a obedecer à lei de Deus para a santificação: irá instruir o crente a viver como salvo, a fim de que produza frutos dignos do reino de Cristo (Romanos 7; Gálatas 5). Antes, o pecador era julgado e condenado pela lei, sem fé em Cristo; depois de justificado, recebe a lei para a obediência da fé.

6. Os princípios e os tempos da salvação pela graça: Portanto, para sermos salvos, precisamos aceitar os princípios de salvação propostos por Deus: a salvação não é uma opção, mas uma necessidade, pois o homem está destituído da glória de Deus (Rm 3:23); a salvação não é alcançada pelas obras humanas, pois estas são como trapos de imundícia (Rm 3:27-28); a salvação é alcançada unicamente pela fé na pessoa e na obra de Cristo Jesus (Rm 3:22,24-25). É Deus Pai quem justifica o pecador que se rende a Cristo pela fé (Rm 3:26). A salvação é oferecida a todos os pecadores, sem distinção (Rm 3:29-30). Desta forma, vemos o quanto é enganoso o ensino popular segundo o qual todos os caminhos levam a Deus. Então, ser salvo pela graça de Deus é ser justificado pela fé em Cristo. Trata-se, por assim dizer, do início efetivo do processo de salvação, que tem continuidade na santificação crescente e terá sua conclusão na glorificação, quando Jesus voltar.

No tempo passado, quando nos rendemos a Cristo pela fé, fomos libertos da sentença ou condenação do pecado ( justificação; cf. Rm 8:1); no tempo presente, temos sido libertos do poder ou do domínio do pecado (santificação; cf. Rm 6:14), e, no tempo futuro, seremos libertos da presença do pecado, pois este não existirá mais (glorificação; cf. 1 Co 15:51-57; Ap 22:1-5). Desta forma, a justificação pela fé é o primeiro passo concreto da salvação pela graça.

A seguir, veremos duas verdades bíblicas sobre esta doutrina, que deve ser praticada por nós.

PRATICANDO AS VERDADES BÍBLICAS


Encare a salvação pela graça com a devida seriedade. Depois de ter sido salvo pela graça de Jesus, Paulo aprendeu a ser paciente, longânimo e amoroso (2 Co 6:6; Ef 4:2). Em Corinto, ele se fez de tudo para com todos, a fim de salvar alguns (1 Co 9:22); em Roma, foi tolerante com os fracos na fé (Rm 14); em Jerusalém, participou de rituais de purificação para evitar escândalo (At 21:20-24). Mas, quando o assunto era salvação pela graça, ele não fez concessões. Os gálatas foram severamente advertidos por deixarem a fé e voltarem às obras para serem aceitos por Deus (Gl 3). Há assuntos, na Bíblia, que nos permitem ser tolerantes, mas, com a justificação pela fé, não podemos brincar. Somos justificados somente pela graça, e ponto final.

Tenha fé exclusiva em Cristo, para ser salvo pela graça. Só conhecer e entender a doutrina da salvação pela graça não salva. Apenas gostar dessa doutrina também não produzirá salvação. O rei Agripa conheceu e gostou da doutrina, mas não passou disso (At 26:27- 29). É importante conhecer e provar. Todavia, é fundamental depositar a confiança em Cristo, para receber a salvação pela graça. É necessário depender exclusivamente de Jesus para ter os pecados cancelados e a vida eterna garantida (Jo 1:12, 6:37, 7:37-38). Em vez de confiarmos nas obras, confiemos em Cristo, que é perfeito, a fim de que possamos ter certeza da nossa salvação, assim como Pedro: Cremos que somos salvos pela graça de nosso Senhor Jesus, assim como eles também (At 15:11 – NVI).

CONCLUSÃO

Os homens, por sua limitação, têm vários entendimentos sobre graça e lei ou fé e obras. Porém, as Escrituras Sagradas são claras e contundentes em afirmar que a salvação é pela graça de Deus, através da fé na pessoa e na obra de seu Filho Jesus Cristo, sendo que essa verdade refere-se ao “início” concreto de nossa salvação, chamado justificação (alcançada de uma vez por todas e somente pela fé). A parte do “meio” chama-se santificação (conquistada diariamente pela obediência aos mandamentos divinos, com o auxílio do Espírito Santo), e a parte “final” chama-se glorificação (a conclusão da salvação, por parte daquele que a começou, Jesus Cristo; cf. Fp 1:6). Se você crê e pratica isso, é, está sendo e será salvo.

Que Deus continue nos auxiliando nesta caminhada!

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DEC - PCamaral

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