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A Lei de Deus e a Adoração

Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura (...). Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão. (Êx 20:3,4,7)

Todos nós temos, por natureza, a tendência de sermos adoradores. No entanto, é necessário atentarmos para dois aspectos importantes da adoração: a quem adorar e como adorar. É nestes aspectos que muitas pessoas falham, principalmente em razão de não obterem conhecimento bíblico necessário sobre o assunto. É aí que entra a lei de Deus. Esta é um ótimo manual de instruções no que se refere à adoração. A propósito, a adoração é o primeiro assunto enfatizado na lei que foi entregue por Deus a Moisés, no Monte Sinai. Antes de receber a lei propriamente dita, o povo israelita teve de passar por duas experiências necessárias. A princípio, foi conduzido ao conhecimento de Deus (Êx 3:14). Em seguida, foi motivado a adorar a Deus (Êx 5:3; 6:7). O conhecimento de Deus é imprescindível para quem almeja prestar-lhe uma adoração aceitável. Os israelitas, portanto, estavam no caminho certo. Contudo, ainda precisavam aprender alguns princípios sobre o ato da adoração. Trataremos cada um destes no estudo de hoje. Para isso, utilizaremos os três primeiros mandamentos da lei de Deus. Logo, para que a adoração dos filhos de Deus desta geração seja aceita por ele, é necessário observar cada um desses princípios.

Não terás outros deuses diante de mim (Êx 20:3)
1. Considere a exclusividade de Deus: O primeiro mandamento da lei de Deus é curto; porém, categórico: Não terás outros deuses diante de mim (Êx 20:3). Aqui, é visível o ensino bíblico a respeito da exclusividade na adoração ao Senhor. Deus recebe a adoração, desde que esta seja destinada somente a ele. Esse texto tem o mesmo sentido de Mt 6:24a, que diz: Ninguém pode servir a dois senhores. Consideremos duas verdades bíblicas quanto à exclusividade de Deus, no ato da adoração.

Em primeiro lugar, a exclusividade a Deus é uma ordem divina. O pensamento que afirma que “para toda regra há uma exceção” não se aplica aqui. Ou pertencemos somente a Deus ou não lhe pertencemos; não há meio termo. Em uma época em que adorar a muitos deuses era algo plenamente comum, Deus exige para si adoração exclusiva. Ele não divide a sua glória com ninguém. A ordem da exclusividade quanto à adoração à pessoa de Deus estava muito nítida na mente de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles consideraram a exclusividade de Deus perante o rei Nabucodonosor (Dn 3:17-18). O apóstolo Paulo, por sua vez, declarou: ... para nós há um só Deus (1 Co 8:6). Muitas pessoas, porém, inclusive crentes, não podem fazer a mesma afirmação, pelo fato de colocarem as coisas criadas acima do criador. Deixamos de dar exclusividade a Deus, quando nos deixamos levar pelos ídolos de nossos dias, que podem ser “o carro, a casa, a música, a carreira, o esporte, o sexo, o dinheiro, a família ou o país. (...) quando as coisas criadas tomam o lugar do Criador, elas tornam-se ídolos”. [1] Portanto, examinemo-nos, a fim de não desobedecermos à ordem divina.

Em segundo lugar, a exclusividade a Deus é um mérito divino. O Senhor reivindica para si toda a exclusividade na adoração porque é o único que a merece; porque só ele é supremo, pleno em pureza, perfeição e majestade; só ele é o Altíssimo, o Eterno, o princípio e o fim, o amor; só ele é o EU SOU (Êx 3:14), a própria vida, aquele que se basta em tudo. Deus também merece adoração exclusiva por seus feitos. O mérito divino é enfatizado no segundo versículo do capítulo 20 de Êxodo: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Quem livrou Israel das “mãos de ferro” de Faraó? Deus! Quem abriu o Mar Vermelho para o povo atravessar? Deus! Ninguém jamais faria o que Deus fez. Não poderíamos deixar de mencionar o grande feito de Deus por nós, em Cristo: ele nos amou e se entregou por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5:8). Só ele foi capaz de tal atitude de amor. Por isso, em nenhum outro há salvação (At 4:12). Logo, só ele é digno de ser adorado. Deus não abre mão da sua exclusividade. O salmista, portanto, faz bem em anunciar: Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade (Sl 29:2).

Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma (Êx 20:4).
2. Respeite a identidade de Deus: Deus tem uma identidade a ser preservada. Ele zela por ela. O Senhor odeia ser comparado a qualquer criatura. Deus não admite ser comparado a nenhum ser humano, animal, objeto etc. Isso é, no mínino, ofensivo, considerando-se a sua grandeza e santidade. Por essa razão, o segundo mandamento da lei é enfático: Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma (Êx 20:4). Deus repudia qualquer tipo de adoração a ídolos (v.5). Não foi à toa que João alertou, em sua primeira carta: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos (1 Jo 5:21). É agindo dessa maneira que respeitaremos a identidade do nosso Deus. Devemos repudiá-los de modo veemente. O Senhor ordenou aos israelitas que não fabricassem para si imagens de escultura. Por que ele se opõe aos ídolos? Porque estes deturpam a identidade divina de duas maneiras: A primeira consiste em que dão falso testemunho do caráter de Deus. As imagens de escultura não revelam a glória do criador. Pelo contrário, elas a diminuem. Por essa razão, Deus nos proíbe de fazermos qualquer imagem que pretenda representá-lo. [2]

Logo, quando as adoramos, damos falso testemunho do verdadeiro caráter divino e maculamos, em nossa mente, a sua identidade. Os ídolos, por sua vez, dão falso testemunho do caráter divino por algumas razões, identificadas coerentemente pelo autor do Salmo 115. O salmista observa que eles são criaturas (v.4); não falam; não vêem; não ouvem; não cheiram, e não apalpam (cf. vv.5-7). A pergunta é: Será que o Deus autoexistente, que tem vontade própria, que não depende de terceiros para se locomover e que é infinito gostaria de ter o seu caráter tão rebaixado e a sua identidade tão deturpada? É claro que não. Os ídolos nada são (1 Co 8:4). Não passam de produto da imaginação humana. Deus, no entanto, “não é como um punhado de barro que podemos moldar da forma que quisermos. Deus é o que é. É para ser louvado e adorado, não um recurso a ser utilizado”. [3]

A segunda maneira pela qual os ídolos deturpam a identidade divina consiste em que negam a incomparabilidade de Deus. Foi exatamente isso que aconteceu no deserto. Os israelitas fizeram para si um bezerro de ouro e o adoraram. Com isso, quiseram substituir Deus. A blasfêmia foi tamanha que eles chegaram a afirmar: Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito (Êx 32:4). Quem adora a ídolos, acredita que Deus é substituível. Mas isso não é verdade. Deus é incomparável e insubstituível em nossa adoração. O profeta Isaías lembra: A quem vocês compararão Deus? Como poderão representá-lo? (Is 40:18). A identidade de Deus sugere que ele é único, soberano, verdadeiro.

Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão (Êx 20:7a).
3. Reverencie o nome de Deus: Após alertar, nos dois primeiros mandamentos, quanto a sua exclusividade e identidade, Deus enfatiza, no terceiro, o temor ao seu próprio nome: Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão (Êx 20:7a). Adoração não se faz somente dentro das quatro paredes do templo. É um modo de vida. Obviamente, tem tudo a ver com reverência, principalmente, em se tratando do nome de Deus. Falar em vão o nome de Deus tem sido o pecado rotineiro de muita gente. A adoração de muitos tem sido prejudicada por causa disso. Esse erro é muito grave.

Isso porque o nome Senhor representa a sua pessoa e está intimamente ligado à sua reputação. O povo de Israel, portanto, estava sendo convocado a reverenciar a pessoa de Deus, por meio do respeito ao nome deste. Para evitarmos transgredir esse mandamento tão importante, precisamos fazer duas perguntas necessárias. A primeira é esta:

Quando tomamos o nome de Deus em vão? Em primeiro lugar, quando o pronunciamos com banalidade. Isso tem haver com expressões em que o nome de Deus é utilizado desnecessariamente, sem a reverência que ele merece. Além disso, usamos o nome de Deus de forma banal ao envolvê-lo em piadas indecentes, de mau gosto, que desrespeitam o ser humano e desonram aquele que o criou.  Em segundo lugar, tomamos o nome de Deus em vão quando o pronunciamos com mentira. Isso acontece quando fazemos promessas e juramentos, em nome de Deus, sem a intenção de cumpri-los, e quando falamos, em nome de Deus, algo que ele não nos mandou falar. Muitos usam o nome do Senhor em vão para enganar os incautos. Eles dizem: “Deus me disse”, “Deus me revelou” etc. É certo que Deus pode revelar algo importante a alguém. Nós acreditamos que o dom de profecia é para os nossos dias. Porém, devemos provar os espíritos para sabermos se procedem de Deus (1 Jo 4:1). Não hesite em fazer isso! Profecias precisam ser julgadas. A profecia tem de ser segundo o padrão da fé (Rm 12:6). Fé, neste texto, é a fé cristã. A profecia não contraria o evangelho. Não acredite em alguém só porque usou o nome de Deus. Quem fala em nome de Deus, sem que Deus tenha falado, incorre no mesmo pecado daqueles que matam e provocam tragédias em nome de Deus. A segunda pergunta que devemos fazer é:


Por que não tomar o nome de Deus em vão? Ele próprio é quem responde: ... porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão (Êx 20:7b). Em outras palavras, prestarão contas a ele, os que incorrerem em tal pecado. Quem profana o nome de Deus, deve ter em mente uma verdade fundamental: Deus não se deixa escarnecer (Gl 6:7). O seu nome é importante. Ele mesmo se autodenomina “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3:14). Esse nome é santo e digno de honra. Através dele, Deus se revelou a nós, pecadores. O Deus zeloso prima pela reputação do seu nome. Quem somos nós para fazermos o contrário? Quem somos nós para o tratarmos com descaso e banalidade? Portanto, é necessário que, na nossa adoração diária, respeitemos o nome do nosso Deus.

Até aqui, aprendemos três importantes princípios concernentes ao ato da adoração. O primeiro deles, o da exclusividade de Deus, motiva-nos a adorar somente a Deus; afinal, somente ele é digno de ser adorado. O segundo deles, o do respeito à identidade de Deus, ensina-nos a rejeitar a adoração aos ídolos, pois estes se propõem a macular o caráter de Deus. O terceiro princípio, o da reverência ao nome de Deus, alerta-nos a evitar a profanação do nome do Senhor. O desrespeito a esses princípios obriga-nos a arcar com as terríveis consequências de tal erro. Uma vez que aprendemos essas verdades bíblicas, o que fazer a partir de agora? Devemos colocá-las em prática.

APLICANDO A PALAVRA DE DEUS EM NOSSA VIDA

Ao adorar, portemo-nos com fidelidade. Deus, através da sua lei, ensina-nos que devemos adorá-lo com fidelidade. É isso que o texto de Êxodo 20:3 sugere: Não terás outros deuses diante de mim. Por diversas vezes, os israelitas traíram o seu Deus, contaminando-se com outros deuses. Mas o propósito divino para eles era outro. Eles foram eleitos para se tornarem um sacerdócio real, uma nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus (1 Pd 2:9). Não somente eles, mas nós também. Portanto, não podemos perder de vista que devemos adorar somente a Deus. Devemos ter o cuidado de não honrar o dinheiro, a posição social, a profissão etc, acima do Pai. Mantenhamos firme o nosso compromisso de adorar fielmente ao Rei dos reis.

Ao adorar, portemo-nos com temor. Deus, através da sua lei, ensina-nos que, além de adorá-lo com fidelidade, devemos adorá-lo com temor: Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão (Êx 20:7a). Deus tem sido adorado com temor por aqueles que se intitulam adoradores? O seu nome é pronunciado com verdade por aqueles que se dizem seus mensageiros? Deus é levado a sério nos louvores que mencionam o seu nome? Deus é respeitado em nossa roda de amigos? Deus é reverenciado por meio das palavras que proferimos? Reflitamos. Se, de fato, almejamos adorá-lo com verdade, precisamos temê-lo. Esse deve ser o nosso propósito.

CONCLUSÃO

A  Lei de Deus influencia diretamente a nossa adoração ao Senhor. Afinal, a lei, que é santa (Rm 7:12), foi escrita e dada pelo Deus que é santo (Is 6:3) e exige adoração santa dos seus filhos (Jo 4:24). No entanto, para que a adoração seja realmente pura e digna de aceitação por parte de Deus, deve ser destinada exclusivamente a ele. A verdadeira adoração não se vale de ídolos para representar ou substituir a Deus. A verdadeira adoração trata o nome de Deus com respeito; preza pela fidelidade e pelo temor a Deus.

Que a verdadeira adoração e a prática a Sua Palavra esteja presente em todos os aspectos da nossa vida.

Bibliografia:


1. SMITH, C. S. As maiores lutas da vida. Tradução de Jair A. Rechia. São Paulo: Vida, 2007. pág. 31
2. SMITH, C. S. As maiores lutas da vida. Tradução de Jair A. Rechia. São Paulo: Vida, 2007. pág. 27
3. SMITH, C. S. As maiores lutas da vida. Tradução de Jair A. Rechia. São Paulo: Vida, 2007. pág. 28


DEC - PCamaral

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