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Três perigos de ser muito ocupado (3)

Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? (Mateus 6:25)

Por Kevin DeYoung em iProdigo

O terceiro perigo é que estar ocupado pode encobrir a podridão das nossas almas. O ritmo agitado da vida pode nos fazer física e espiritualmente doentes. Nós entendemos isso. O que podemos não reconhecer é que os nossos loucos horários são muitas vezes sinais de que uma doença já se instalou.

Desde 2002, a cada outono me reúno com meus amigos do seminário. Nove de nós nos encontramos toda semana, enquanto estávamos em Gordon-Conwell, e quando graduamos fizemos um compromisso de ver um ao outro uma vez ao ano. Comemos muito, rimos muito, e vemos muito futebol. Também conversamos sobre nossas alegrias e dificuldades dos últimos doze meses. Ao longo dos anos, temos notado temas familiares para cada um de nós. Todos temos nossos pecados constantes e problemas previsíveis. O meu é estar ocupado. Quando chega o tempo para eu compartilhar, todos esperam ouvir como eu tenho muita coisa para fazer e não sei o que tirar da minha vida.

Embora possa não soar saudável que homens adultos lidem com os mesmos problemas ano após ano, o sinal saudável é que começamos a tomar mais responsabilidade pelas nossas dificuldades. Percebemos que se os mesmos problemas acontecem com os mesmos homens todo ano, então, talvez o verdadeiro problema esteja dentro de nós. O que dizer sobre mim, que estou frequentemente sobrecarregado? O que eu preciso aprender sobre mim mesmo? Que promessas eu não estou acreditando? Que mandamentos divinos estou ignorando e quais deveria obedecer? Que mandamentos impostos por mim estou obedecendo e quais deveria ignorar? O que está acontecendo dentro da minha alma para que isso surja como o meu principal desafio todo ano?

A presença de muita ocupação nas nossas vidas pode apontar para problemas mais profundos – um desejo de agradar as pessoas, uma incansável ambição, uma indisposição absurda. “Estar ocupado serve como um tipo de tranquilização existencial, uma barreira contra o vazio”, escreve Tim Kreider em seu artigo para o The New York Times. “Obviamente, sua vida não pode ser tola, ou trivial ou sem sentido se você é muito atarefado, completamente ocupado, com obrigações a cada hora do dia.” O maior problema em estar ocupado é que devem existir problemas maiores que você nunca teve tempo para considerar.

Estar ocupado não significa que você é um cristão fiel ou que dá fruto. Somente significa que você está ocupado, assim como todo mundo. E como todo mundo, a sua alegria, o seu coração, e a sua alma estão em perigo. Precisamos da palavra de Deus para nos libertar. Precisamos da sabedoria bíblica para nos guiar corretamente. O que precisamos é do Médico dos médicos para curar as nossas almas sobrecarregadas.
Se pelo menos tivéssemos tempo para um compromisso.

Traduzido por Pedro Vilela | iPródigo.com | Original aqui | Compartilhado no PCamaral

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