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Conheça os nomes pelos quais Deus Se revela nas Escrituras

Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor. (Oséias 6:3a)

Por Hermes C. Fernandes em Cristianismo Subversivo

Conhecer a Deus. Haveria desafio maior ao homem do que este? Como nós, pobres mortais, poderíamos conhecer o Incognoscível? Como poderíamos perscrutar a Fonte de todos os Mistérios? Diante de tão nobre desafio, seríamos tomados pelo mesmo sentimento que houve em Paulo, ao declarar: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Quem compreendeu a mente do Senhor?” Romanos 11:33-34a

Nossa mente carnal jamais conseguiria compreender a grandiosidade do Ser Divino. Seria como querer que o oceano fosse encerrado em um copo d’água. Entretanto, Deus deseja fazer-Se conhecido. E é pelo Seu Espírito que nossas mentes são renovadas, tornando-se aptas a compreender a revelação de Sua Pessoa. O nome revela a identidade daquele que desejamos conhecer. O nome é o ponto de partida. Jamais poderíamos conhecer alguém de quem não soubéssemos o nome.

Ora, se Deus é um só, Ele tem apenas um Nome. Qual é o Nome de Deus?

A palavra “Deus” não é um nome, e sim uma designação. Na língua hebraica, essa designação é “Elohim” (plural), “Eloha” (singular), ou apenas “El”, e expressa a idéia de Alguém poderoso, que possui extensa esfera de controle, e força ilimitada. Descreve Deus como o Poder Dominante por trás de tudo, e que transcende[1] as coisas criadas.

O nome “Elohim” (Pleno de Poder), que aparece mais de 2.500 vezes nas Escrituras, tem intrigado a muitos, por tratar-se de um plural. Afinal, se Deus é Uno, não Lhe cabe uma designação plural. Muitos teólogos concordam que o plural “Elohim” sugere, de maneira velada, a existência da Trindade.[2] Outros preferem crer que seja um plural majestático, como aqueles usados no tratamento de autoridades (Vossa Excelência, Vossa Majestade, etc.). A prova de que se trata de uma única divindade, e não de um panteão, é que o primeiro texto hebraico que menciona Elohim (Gn.1:1), o verbo está no singular, e não no plural. Ali lemos: “No princípio criou Deus (Elohim) os céus e a terra”, em vez de “No princípio criaram os deuses o céu e a terra”. De acordo com essa linha interpretativa, “Elohim” tem como objetivo destacar a majestade divina, e Seu poder sem igual.

O prefixo El é usado em vários outros nomes divinos além de Elohim, ou como preferem algumas fontes rabínicas, El-Ohim. Abaixo listamos alguns deles e seus respectivos significados:

El-Ohim – “Pleno de Poder” (Gn.1:1)
El-Elyon – “Deus Altíssimo” (Gn.14:18-20)
El-Roi – “Deus que vê” (Gn.16:13)
El-Shaddai - “Deus Auto-suficiente” ou ainda “Todo-Poderoso” (Gn.17:1)
El-Olam – “Deus Eterno” (Gn.21:33)
El-Elohe-Ysrael – “Deus é Deus de Israel”(Gn.32:20)
El-Kanna – “Deus Zeloso” (Ex.20:5)
El-Rehum – “Deus da Compaixão” (Dt.4:31)
El-Hai – “Deus Vivo” (Js.3:10)
El-Hannun – “Deus Gracioso” (Nee.9:31)
El-Nose – “Deus do Perdão” (Sl.99:8)
Elohim-Tsabaoth – “Deus dos Exércitos” (Jr.11:20)

Além desses nomes, encontramos também “Adon”(singular) e “Adonai”(plural), que quer dizer “Senhor”; e a partir da Nova Aliança, Ele também é chamado de “Abba”, palavra de origem aramaica que quer dizer “paizinho” (Rm.8:15).

Todos esses são títulos, designações, mas não nomes próprios. Foi a Moisés quem Deus, pela primeira vez, revelou Seu santo Nome. Ao ser comissionado por Deus para tirar o povo de Israel da escravidão egípcia, Moisés Lhe perguntou: “Quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: Eu sou o que sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu sou me enviou a vós”. Êxodo 3:13-14

O nome completo do Deus Criador de todas as coisas é Eu Sou o que Sou (YHWH-Asher-YHWH , pronuncia-se em hebraico “Ehieh asher ehieh”). Essa frase contém a revelação completa do Ser Divino. Entretanto, naquele momento histórico, que precedia o início da Antiga Aliança, o “Eu Sou o que Sou” foi resumido para “Eu Sou”, que em hebraico é YHWH, ou Yahweh (pronuncia-se em hebraico “Ehieh”). No decorrer da revelação progressiva, Deus foi preenchendo as reticências, através de nomes vocativos.[3] No Antigo Testamento, encontramos 12 desses nomes vocativos. Mas é somente através de Cristo, que Deus Se revelaria plenamente, através de 12 declarações acerca daquilo que Ele é.

Durante séculos, Israel havia servido ao Criador, sem tampouco conhecer o Seu Nome. Nem mesmo Abraão, o grande patriarca, iniciador do povo de Israel, conhecer o Nome de Deus. O próprio Deus dá testemunho acerca disso: “Disse mais Deus a Moisés: Eu sou Yahweh. Apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como El-Shaddai, mas pelo meu nome, Yahweh, não lhes fui conhecido”. Êxodo 6:2-3

Não devemos ficar confusos quando encontramos o nome “Yahweh” em passagens anteriores à revelação de Deus a Moisés. O fato é que foi Moisés quem escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, incluindo Gênesis. E por isso, para facilitar a compreensão aos leitores de sua época, ele preferiu referir-se a Deus como Yahweh, em vez de simplesmente Elohim. Por isso, encontramos Abraão declarando “Yahweh Yireh”, quando certamente ele deve ter declarado “El Yireh”.Para que seus leitores tivessem a certeza de que Abraão se referia ao Deus de Israel, e não apenas a uma entidade qualquer, Moisés preferiu trocar o “El” por “Yahweh”. A principal divindade cananéia também era conhecida como “El”.

Não podemos, porém, ignorar a possibilidade de que Abraão, num êxtase profético espontâneo, possa ter proferido “Yahweh Yereh”, sem contanto ter tido uma revelação precisa de seu significado. De acordo com fontes rabínicas, o tetragrama YHWH significa “existo por mim mesmo”, enquanto que YHWH-Asher-YHWH seria "O que existe por si mesmo faz existir tudo o que existe”.

Esse nome aponta para a imutabilidade do Ser Divino. Ele é o Único “em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg.1:17b). O homem jamais poderá dizer “eu sou”. Por estar preso ao tempo e ao espaço, o homem é uma constante metamorfose. Ele não é hoje, o que era ontem, e não será amanhã, o mesmo que é hoje. Mas Deus é “o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hb.13:8).

O nome “Yahweh” tem um significado tão profundo, que os escribas temiam pronunciar, ou mesmo escrever. Quando copiavam os textos sagrados, ao depararem-se com o Nome, faziam uma pausa para banhos cerimoniais de purificação, e utilizavam uma caneta especial, com tinta exclusiva para escrever o Nome sobre todos os nomes. Eles levavam a sério o mandamento que diz: “Não tomarás o nome de Yahweh[4] em vão, pois Yahweh não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Ex.20:7).

Encontramos também o nome “Yah”, que é considerado um diminutivo de YHWH. Surge apenas em escrituras poéticas (ex.:Sl.68:4). Por meio dos Nomes Vocativos, podemos conhecê-lO mais e mais, pois nos revelam Seu caráter, Seu poder e Seus propósitos.

São, ao todo, 12 nomes vocativos:

Yahweh-Yireh – “Eu Sou o que Provê” (Gn 22:14)
Yahweh-Rafa – “Eu Sou o que cura” (Ex 15:26)
Yahweh-Nissi – “Eu Sou que é nossa bandeira ou Vitória” (Ex 17:8-15)
Yahweh-Mekadesheen – “Eu Sou o que Santifica” (Lv.20:8)
Yahweh-Eloheka – “Eu Sou o que é Teu Deus” (Dt.16:6)
Yahweh-Shalom – “Eu Sou que é nossa paz.”(Jz 6:24)
Yahweh-Tsebaoth – “Eu Sou o que é dos Exércitos” (1 Sm.1:1:3)
Yahweh-Ra’ah - “Eu Sou que é meu Pastor”(Sl 23:1)
Yahweh-Maqor – “Eu Sou que é Minha Fonte” (Sl.36:5,9)
Yahweh-Hossenu – “Eu Sou que nos criou” (Sl.95:6)
Yahweh-Tsidkenu – “Eu Sou que é nossa Justiça”(Jr 23:6)
Yahweh-Shamah – “Eu Sou que está ali.”(Ez 48:35)

Com a emergência da Nova Aliança, Cristo nos apresenta a mais apurada revelação do nome de Deus. Afinal, Ele é a expressão exata do Seu ser. Em Sua oração sacerdotal, Jesus declarou: “Eu lhes dei a conhecer o teu nome, e continuarei a dar-lhes a conhecer o teu nome, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja” (Jo.17:26). Eis uma das mais importantes missões de Cristo: revelar o Nome do Pai. E isso Ele fez através de 12 declarações.

Eu Sou o Pão da Vida (Jo.6:35)
Eu Sou a Luz do Mundo (Jo.8:12)
Eu Sou a Porta (Jo.10:9)
Eu Sou o Bom-Pastor (Jo.10:11)
Eu Sou a Ressurreição (Jo.11:25)
Eu Sou o Caminho (Jo.14:6)
Eu Sou a Verdade (Jo.14:6)
Eu Sou a Vida (Jo.14:6)
Eu Sou a Videira Verdadeira (Árvore da Vida) (Jo.15:1)
Eu Sou o Alfa (Ap.22:13)
Eu Sou o Ômega (Ap.22:13)
Eu Sou a Estrela da Manhã (Ap.22:16)

Todos os 24 nomes através dos quais Deus Se faz conhecido, pode ser resumido em um único Nome, que foi exaltado acima de todos os nomes: Yeoshua (Jesus, em Hebraico). Por isso, encontramos no Livro das Revelações (Apocalipse), os vinte e quatro anciãos curvando-se diante do Cordeiro, e depositando aos Seus pés as suas coroas (Ap.4:10; 5:8).

O nome “Yeoshua” significa literalmente “Eu Sou o Salvador”. Esse Nome encerra em Si mesmo o significado de todos os 24 nomes que encontramos no Antigo e no Novo Testamento.



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[1] Transcender é existir além das coisas.
[2] Doutrina cristã que afirma que o Deus Único é composto de três Pessoas Divinas: Pai, Filho e Espírito Santo.
[3] Nomes Vocativos: Nomes pelos quais Deus é invocado.
[4] Nas Bíblias de hoje, os tradutores substituíram Yahweh por “Senhor”. Em 1520, o nome Yahweh foi substituído por Jeová, que seria a junção de Yahweh com as vogais de Adonai.




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