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Jesus e a serpente no deserto

E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela. (Números 21:8)

Por Rodolfo Garcia Montosa em Instituto Jetro

Números 21.4-9 | João 3.14-15

No quadragésimo ano em que o povo de Israel peregrinou no deserto, enquanto viajavam pelo caminho do mar Vermelho, queixaram-se novamente contra Deus e Moisés. Reclamaram com hostilidade da cozinha de Deus dizendo: "Nossa alma tem fastio deste pão vil". (Nm 21:5)

Em outras palavras, expressaram aversão, repugnância, desprezo e aborrecimento com a provisão divina que caía do céu. Ao contrário do que imaginavam, sua atitude impaciente só fez com que as coisas piorassem. Serpentes abrasadoras do deserto apareceram no meio do povo e, ao morderem, lançavam seu veneno fatal. É isso o que acontece: pecado conduz à morte (Rm 3.23; 6.23).

Acontece que já estavam doentes e não sabiam. Doentes em suas almas, mortos em seus delitos e pecados (Efésios 2.1). Sua língua indicava a distância de seus corações do Senhor. A picada das serpentes apenas trouxe um choque de realidade. Trouxe consciência do pecado.

Arrependeram-se e clamaram por misericórdia ao Deus de toda misericórdia. Sua oração foi ouvida. O Senhor mandou que Moisés fizesse uma serpente de bronze e a colocasse sobre uma haste, um poste. Todos os que tinham sido mordidos eram sarados ao olharem para ela.

Não havia poder terapêutico na serpente de bronze em si. Não se tratava de mágica ou de qualquer poder atribuído ao objeto. Em si, ela era um mero neustã (hebraico) - "um pedaço de bronze". Ao olharem para a serpente, estavam dirigindo sua esperança para o Senhor. Sua fé não focava o objeto, mas o próprio Deus.

Quando, em dias posteriores, as pessoas prestaram homenagem e adoração como se tivesse alguma santidade ou poder na serpente de bronze, como se fosse uma relíquia, amuleto, ou talismã, o bom rei Ezequias a quebrou em pedaços (2 Reis 18.4). Foi a graça salvadora de Deus que os curou.

Jesus: Pendurado no madeiro para curar e salvar

Esse episódio de Números aponta diretamente para Cristo. Em sua conversa com Nicodemos, Jesus declarou que, "do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna" (João 3.14-15). Ao dizer que seria necessário "ser levantado", Jesus referiu-se tanto à cruz (João 8.28; 12.23, 32, 34), quanto à exaltação (Atos 2.33; 5.31; Filipenses 2.9).

De fato, toda a humanidade foi "mordida" pela serpente (Gênesis 3.1ss) e sofreu a consequência da morte. O remédio oferecido por Deus foi a própria pessoa de Cristo levantado sobre o madeiro (1 Pedro 2.24). Por isso mesmo, sua cura é para as pessoas mordidas, e não proteção contra as picadas. Veio para os que reconhecem que estão doentes (Marcos 2.17) e não para os que acham que estão sãos. Todo aquele que olha para aquele que foi pendurado no madeiro, isto é, todo aquele que crê nele, será salvo e terá a vida eterna (João 3.15-16).


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