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O poder transformador do Evangelho


Vamos encarar os fatos: ninguém lê um blog como esse a não ser que esteja profundamente interessado e comprometido em crescer em piedade e querendo ajudar outros a fazerem o mesmo. Por amarmos o Senhor, nós todos queremos nos tornar homens e mulheres que refletem cada vez melhor a Sua vida. Para nós, a pergunta não é “Devemos buscar crescer em santidade?”, mas sim “Como nós podemos crescer em santidade?”.

Prosseguindo, muitos de nós iríamos responder esse “Como?” dessa forma: “Crescemos em santidade através do evangelho”. E por mais que essa seja a resposta correta, existe a possibilidade de que ela não seja específica o suficiente para servir de ajuda real. Assim, nós falamos sobre o evangelho, queremos levar outras pessoas ao evangelho, mas talvez não estejamos enxergando como os pontos específicos do evangelho se relacionam com nossas dificuldades diárias com a descrença e a idolatria, isso é, nosso pecado. Vamos ter então um momento para refletir sobre como exatamente as verdades individuais do evangelho nos transformam.

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo, (1 Pedro 1:3-5)

Quando falamos sobre o evangelho, não estamos falando apenas do que Jesus fez no Calvário – embora, obviamente, é impossível extrapolar a importância de sua morte substitutiva. Em 1 Coríntios 15, Paulo escreve que a mensagem do evangelho não é apenas a cruz, é a encarnação, a vida sem pecado, a morte substitutiva, a ressurreição do corpo, a ascensão, o reino e o retorno de Jesus Cristo.

É a história da encarnação (Deus não poderia morrer se não tivesse corpo, verso 3), a vida sem pecados (a morte de um pecador não pode pagar ‘os nossos pecados, verso 3), sua morte substitutiva em nosso lugar e a ressurreição de seu corpo, permitindo a nossa justificação e libertação do jugo do pecado (versos 1, 2 e 4), sua ascensão e seu reinado (revelando-se a Paulo na estrada para Damasco, verso 8) e seu vitorioso retorno à sua noiva (versos 24 e 25). Encarnação, vida sem pecado, morte substitutiva, ressurreição do corpo, ascensão, reino e retorno: o evangelho.

É toda a mensagem do evangelho que Paulo diz ser de suma importância. O evangelho é mais que a cruz. Quando deixamos de apreciar todas as facetas das boas novas sobre Sua obra, seremos tentados a usar o sofrimento de Jesus na cruz para motivar a obediência. Em outras palavras, seremos tentados a sentir pena da vítima que Jesus foi e tentar nos culpar (e culpar os outros) para levar à submissão, ao invés de enxergar o vencedor, Jesus, que agiu de forma proposital por toda sua existência e que age poderosamente até hoje para nos transformar.

De forma resumida, vejamos como o evangelho completo pode me impactar quando estou lutando contra minha falta de fé, idolatria e pecado: Digamos que eu receberei visitas para o jantar e percebo que não tenho muito sal de cozinha. Eu calculo o tempo que levarei para ir até o mercado, comprar o sal e voltar a tempo de ser uma graciosa e organizada anfitriã (vemos ídolos aqui por todos os lugares).

Eu entro no carro, corro até o mercado, pego o sal e corro para a fila do caixa rápido bem a tempo de ficar exatamente atrás de outra mulher que claramente não leu o aviso de “10 itens ou menos”. Fico instantaneamente irada, e por saber que minha ira é pecaminosa, me sinto culpada, e aí, por lembrar todas as vezes que já me senti assim, entro em desespero. E agora, quais são minhas opções?

Opção #1: Se eu for uma Moralista Feliz, eu afirmo a mim mesma que minha ira é “justa” porque a pessoa a minha frente não está obedecendo às regras como eu. Permaneço irada, mas me sinto melhor quanto a isso.

Opção #2: Se eu for uma Moralista Triste, eu reconheço que minha ira não é justa porque não estou amando meu próximo e estou irada por causa da minha idolatria. Sinto culpa e ira, mas agora vou me desesperar porque parece que eu não sou capaz de mudar.

Opção #3: Se eu tenho pensado muito na cruz sem levar em conta o resto do evangelho, vou me desesperar mais ainda, porque sei que Jesus sofreu por esse pecado, então ficarei, triste, culpada e pensando desesperadamente em quanta dor ele sofreu por minha causa. Nesse caso, o evangelho não me conforta, mas me destrói.

Opção #4: Se estou buscando viver à luz do evangelho completo, meu coração será transformado de várias formas:

Por causa da encarnação, Jesus Cristo sabe exatamente como é viver em um mundo amaldiçoado pelo pecado cheio de pessoas que quebram as regras… como eu. Sou uma quebradora de regras, mas ele me amou e enfrentou todas as dificuldades que eu enfrento. Ele está comigo. Ele simpatiza com a minha fraqueza (Hebreus 4.15). O entendimento de seu amor quando enfrento o pecado leva embora a minha ira contra meu próximo. Eu posso amá-la porque eu fui amada e sou exatamente como ela.

Por causa da sua vida sem pecado, eu agora tenho um histórico perfeito de amar meu próximo. Ele amou perfeitamente os quebradores de regras. Esse histórico de amor perfeito pelo próximo é meu agora; saber disso alivia minha culpa. Por mais que eu continue a falhar no amor, o histórico dEle é o meu.

Por causa da morte substitutiva, estou completamente perdoada dos meus pecados, mesmo os pecados que eu pareço cair com a maior facilidade. Deus não se ira mais comigo porque derramou toda sua ira em Seu filho. Ele não está desapontado ou irritado. Ele me recebe como uma filha amada.

Por causa da ressurreição (e da justificação que ela proporciona), eu sei agora que o poder do pecado sobre a minha vida está enfraquecido. Sim, falhei novamente, mas posso ter a coragem de enfrentar o pecado porque não sou mais escrava dele. Isso substitui o desespero pela fé para declarar guerra ao meu egoísmo e orgulho.

Por causa da ascensão e do reino, eu sei que essa situação não é meramente acaso. Ele orquestrou tudo isso para que eu me lembre dEle e seja abençoada novamente pelo evangelho. Ele reina sobre minha vida e intercede por mim agora mesmo. Não sou escrava do caos ou da sorte. Ele é meu Soberano Rei e eu posso descansar em seu plano de amor e me alegrar nEle.

E, por causa da sua promessa de retorno, eu sei que toda a dúvida, a injustiça e as lutas um dia chegarão ao fim. Essa fila no mercado e meus planos para o jantar não são tudo o que existe. Há as boas notícias do evangelho. Eu posso ir para casa agora e compartilhar com minha família e meus convidados como Jesus se mostrou a mim no mercado e nós podemos nos alegrar juntos por Sua obra em meu favor.

É a mensagem completa do evangelho que tem o poder para transformar os impacientes, culpados, egoístas e desesperados idólatras em adoradores livres e felizes do Deus Vivo. A mensagem completa do evangelho inclui Sua encarnação, vida sem pecado, morte substitutiva, ressurreição corpórea, ascensão, reino e retorno.

Ver Jesus e sua gloriosa obra é o único poder forte o suficiente para nos transformar “com glória cada vez maior” (2 Coríntios 3.18), ou como disse John Owen, “Aqui nessa vida, ao contemplar a glória do Senhor, [os verdadeiros cristãos] são transformados à sua semelhança. Assim, serão como ele porque o verão como ele realmente é”.

Fonte:
iPródigo
Traduzido por Filipe Schulz


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