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Eu sou a Bíblia

Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti. (Salmo 119:11)

Por Marlon Teixeiras em Ultimato Jovem
Tudo começou com Sócrates, quando este afirmou confiante: “Uma vida não analisada, não vale a pena ser vivida”. Depois, através de debates filosóficos, este conceito foi aceito por muitos homens, culturas e gerações. Daí, o “entender” tornou-se mais importante do que o “viver”. O problema, com o qual me preocupo, é que tal compreensão racionalista atingiu a igreja também, quando teólogos e pastores começaram a substituir a plena experiência da vida cristã por análises teológicas frias da Bíblia. No entanto, é certo que Jesus repreenderia todos eles, ensinando-lhes o oposto: “Uma vida não vivida, não pode ser analisada”.

A Palavra de Deus, consolidada na escrita da Bíblia, parece ser, diante deste pensamento de Sócrates, um meio oficial de diagnóstico da realidade, em que ensaios e testes com os textos bíblicos, são necessários para conclusões sistemáticas sobre a vida. Entretanto, não é para tais propósitos que Deus decidiu se revelar. A Bíblia – quando lida a partir de Jesus – mostra-nos claramente que a Palavra desceu dos céus para habitar em homens. “Jesus”, enquanto homem temporal, regional e histórico, foi o ser no qual a Palavra, ou seja, O Filho de Deus veio morar primeiro (Jo 1.1). Depois da ressurreição, o Filho deixou o Espírito de Deus para fazer de nós sua morada. Jesus teve a primazia ao conter a Palavra. Agora ela reside em nós.

É neste sentido que “somos” Bíblias vivas e ambulantes, assim como Jesus o foi, pois a Bíblia, escrita ou encarnada, é qualquer canal que contenha a Palavra de Deus. Você com sua linguagem atual, no contexto de sua geração, seu comportamento à imagem do de Cristo, suas doutrinas práticas, suas leis de amor, seus dogmas de serviço e seu apocalipse de perdão, têm preceitos de uma Bíblia viva, que anda, fala, adverte, edifica e que entra em países antidemocráticos sem a Bíblia-livro, mas completamente preenchido pela verdade de Deus sobre a existência humana. Você pode ser o Novo Testamento que continua sendo escrito a cada sessão de amor ao próximo. Leia os Evangelhos e as cartas de Paulo todos os dias, mas saiba que a “bíblia-livro” só serve para que você sirva.

Somente uma vida espiritual vivida desta forma, pode, ao mesmo tempo, ser pesquisada nas páginas físicas da “bíblia-livro”. Pois do contrário, se a espiritualidade de alguém ainda permanece morta, como este indivíduo morto espiritualmente, poderia conhecer as coisas do Espírito? (Rm 8.16) Não é possível. Eu “sou” a Bíblia!

A Palavra só faz sentido ao mundo quando ela mora dentro do meu peito. Há um Sermão do Monte escrito em meu coração, que compartilho em vales, ruas, praças, tribos e povos. A análise de tudo isto é de segunda importância, porque a mesma precisa ser precedida de vida em abundância, de sinceridade no agir, de amor a Deus e ao próximo. Aprenda isto hoje e passe mais esta página. E entenda, de uma vez por todas, que Deus ainda escreve Bíblias.


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