Header Ads

O Homem Pode Salvar-se a si Mesmo?


Todas as maravilhas naturais podem ensinar alguma coisa a respeito do grande poder e sabedoria do Criador. O que você empregaria, porém, para ilustrar a situação do coração humano diante de Deus? Em suas conversas com Jó, Elifaz e Bildade usaram a mariposa e o verme. Quando Deus falou a Jó, Ele apenas se referiu à futilidade da natureza humana.

A incapacidade do homem (Jó 4.17-21 ; 25.4-6; 40.6-14)

A incapacidade do homem, como descrita na Palavra de Deus, está ligada à visão que Deus tem dele. A sua incapacidade diante de Deus não prejudica sua capacidade de fazer o bem perante outros homens. A incapacidade do homem, com a qual Deus se preocupa, é a de salvar-se a si mesmo de suas aflições, dos inimigos (tais como Satanás) e do pecado.

Do Senhor é a salvação; e sobre o teu povo a tua bênção (Salmo 3.8)

Essa incapacidade é manifestada em três pontos principais: sua existência limitada ou finita sobre a terra, sua impureza diante do Deus santo, e sua impotência com respeito à salvação espiritual. Elifaz falou com respeito ao primeiro ponto, Bildade ao segundo e Deus ao terceiro.

Elifaz fez a importante pergunta: "Seria porventura o homem mais justo do que Deus?” (Jo 4.17) O contraste da pergunta está entre o Deus da criação e o homem mortal. É impossível para o homem ser mais reto do que o seu Criador.

Se mesmo os anjos são moralmente inferiores a Deus, como pode o simples homem ser moralmente superior a Deus? (Jó 4.18) Os homens, como ovelhas, se desviaram dos caminhos indicados pelo grande Pastor. Alguns dos anjos também se apartaram das atividades que lhes foram delimitadas por Deus. A conclusão final dos desvios dos homens e dos anjos é o testemunho de que somente Deus é perfeitamente santo e incapaz de pecar. Somente em Deus “não pode existir variação, ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Deus “ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre” (Hb 13.8).

A substância física do homem é apenas barro que um dia deve voltar ao pó (Jó 4.19). (Gn 3.19.) O homem possui sua forma originalmente criada por apenas um breve intervalo de tempo antes de abandoná-la pela morte física.

O homem é uma criatura de pouca duração. Assemelha-se à mariposa insignificante que nasce pela manhã e morre à noite (w. 19,20). A partida da alma é comparada por Elifaz ao rompimento da corda que sustenta uma tenda (v. 21). Elifaz acrescentou que os homens morrem sem ter atingido a perfeita sabedoria (v. 21). Talvez estivesse fazendo referência às limitações morais da natureza humana. Jó poderia muito bem morrer sem ter ficado mais sábio através das aflições que Deus lhe permitira sofrer.

Enquanto Elifaz descrevia a existência finita do homem pelo exemplo da mariposa, Bildade passava a retratar o baixo caráter moral do homem com o exemplo do gusano e do verme (Jó 25.4-6). A pergunta de Bildade foi esta: “Como seria puro aquele que nasce de mulher?" (Jó 25.4). Davi demonstrou uma preocupação semelhante quando exclamou: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (SI 51.5).

A lua e as estrelas em Jó 25.5 podem ser uma referência aos servos, ou anjos de Deus, como as “estrelas da alva” em 38.7. Quando expostos à luz do julgamento de Deus, as estrelas (sejam anjos ou astros) e o homem, não se mostram limpos. O homem é também semelhante ao verme: insignificante. E é tão impuro quanto o verme que devora mortos. Sua esfera de ação na existência está em processo de deterioração.

Quando Deus falou a Jó de dentro do redemoinho, Ele primeiramente chamou sua atenção para a grandeza do poder divino e a futilidade do poder humano. Os amigos de Jó tinham enfatizado a futilidade do homem, a fim de fazer com que ele se submetesse a uma situação que não podia modificar. Os três amigos acreditavam que Jó deveria admitir que tinha pecado para sofrer tanto. Deus, porém, pacientemente ensinou a Jó que a futilidade do homem exige que ele confie em Deus e aceite as aflições sem questionar a Deus.

Usando o catecismo da natureza, Deus ternamente fez com que Jó voltasse a mostrar confiança nEle (Jó 42.1-6,8). Deus o desafiou a vestir-se com as vestes reais da divindade (Jó 40.10) e exercitar o julgamento divino, humilhando os orgulhosos e derrubando os perversos (vv. 11-13). Se Jó pudesse realizar todas essas coisas com o seu próprio poder, Deus então admitiria que ele podia livrar a si mesmo dos seus inimigos, suas aflições, e seu pecado (v. 14). A “mão direita”, ou “braço” nas Escrituras simboliza o poder pessoal para triunfar sobre os inimigos. Todavia, o poder de Jó era inútil. Todas as tentativas do homem para salvar a si mesmo são inúteis. (SI 98.1; Is 59.16; 63.1-6.)

A capacidade de Deus (Jó 4.17,18; 25.4,5; 40.6-14)

Sem discutir a capacidade de Deus para salvar, o estudo da incapacidade do homem em salvar a si mesmo seria um exercício inútil. Desde que Deus desafiou Jó para que tentasse substitui-lo, é lógico que tinha todo o poder para fazer aquilo que Jó não podia. Deus é o Deus da salvação. Ele e “poderoso para salvar” (Is 63.1). “Do Senhor é a salvação” (SI 3.8).

Existem duas características de Deus que o capacitam a salvar os homens de seus pecados: Sua perfeita pureza e Seu perfeito poder. As comparações oferecidas por Elifaz, indicam claramente a santidade ou pureza do Criador (Jó 4.17). Os homens podem pensar que são moralmente puros e justos, mas Deus não julga como o homem. O discernimento do caráter moral do homem por parte de Deus abrange o mais profundo conhecimento da consciência humana. Deus julga cada palavra, cada pensamento e cada motivo. (Mt 12.36,37; Gn 6.5 — compare Jó 42.2; 1 Co 4.5.)

O Criador possui a superioridade moral para condenar até mesmo os anjos que pecam (Jó 4.18). Bildade comentou também a respeito do caráter impuro do homem e de certas “estrelas” (Jó 25.4,5). A implicação evidente é que Deus não está sujeito a tal impureza. A própria pergunta sobre como o homem pode ser justo diante de Deus, implica em que Deus é justo. Sem uma determinada qualidade de retidão é impossível ter comunhão com Deus.

O redemoinho manifestou o poder de Deus sobre os elementos da natureza (Jó 40.6). O desafio de Deus demonstrou Seu poder sobre a humanidade (vv. 7-9). A superioridade de Deus sobre os seres espirituais é evidenciada pelo fato de serem chamados Seus “servos” (Jó 4.18).

Em Jó 40.11,12, os “soberbos” poderiam abranger tanto homens como anjos. Satanás desviou-se da posição indicada por Deus por causa do orgulho (Is 14.12-14). Deus tem o poder de destruir os “principados e potestades” do mundo espiritual (Cl 2.14,15), assim como os homens orgulhosos.

Pelo Seu poder ilimitado, Deus é perfeitamente capaz de fazer aquilo que a própria “mão direita” de Jó não podia (Jó 40.14). Deus pode salvar. Deus pode livrar os homens de seus inimigos. Jesus Cristo se fez sangue e carne, para que “destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2.14,15).

É de admirar que Paulo pudesse exclamar: “Porque sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (2 Tm 1.12)? Você está confiando na sua capacidade ou na de Deus para a sua salvação e libertação diária do poder do pecado? Lembre-se, Ele é capaz!

Examine sua vida

O homem é incapaz de salvar a si mesmo. Você já foi salvo? O que está fazendo nesse sentido? Deus pode salvar. Você está dependendo dEle para isso? O pecado nos tenta diariamente, e precisamos de uma âncora segura para nos afastar dele. Jesus é essa âncora. Você confia nEle? Pode alguém tomar o lugar de Deus? Você alguma vez já tentou fazer esse papel?



Fonte:
EstudosGospel - Josias Moura


Nenhum comentário:

Todos os comentários serão moderados. Me reservo o direito de não publicá-los caso o conteúdo esteja fora do contexto, ou do assunto, ou seja ofensivo ao autor do texto.


..

Tecnologia do Blogger.