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A manutenção da obra, dízimos e ofertas.


Por PCamaral

Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. (Ef 5:15-16).

Deus estabeleceu três instituições no mundo: (1) a família (Gn 9:1-7; Ef 5:18-6:4), o governo (Gn 9:1-17; Rm13:1-7) e a igreja (M 16:16-19; At 2). É muito bom que o cristão entenda a importância de cada uma delas no plano soberano de Deus e que também saiba que papel deve desempenhar em cada uma delas. Neste estudo resumido destaco a doutrina que está diretamente ligada à igreja. Meu desejo, querido leitor, é levá-lo a refletir sobre este ponto de fé que trata de um dever de todo cristão: a manutenção da obra através dos dízimos e das ofertas.

Manutenção da obra de Deus: Os dízimos e as ofertas.

Creio que existem duas práticas bíblicas que foram estabelecidas por Deus como meio de manutenção de sua obra aqui na terra: os dízimos e as ofertas. Tanto a Bíblia quanto a história testemunham que a igreja de Cristo sempre foi amparada financeiramente pelas contribuições de seus membros. São esses subsídios que têm permitido que ela cumpra sua missão no mundo. Entretanto, dízimos e ofertas não são compromissos que temos com a igreja, mas, sim, com o Senhor da igreja. Portanto, é fundamental conhecermos os ensinos e princípios bíblicos que regem as contribuições do cristão.

O que a Bíblia ensina sobre os dízimos?

A palavra “dízimo” significa a décima parte ou dez por cento de um todo que deveria ser consagrado e entregue ao Senhor. (2) Foi Deus, o Criador, quem ordenou: ... todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor (Lv 27:31). E, posteriormente, confirmou sua ordem, dizendo: Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro (Ml 3:10a). O dízimo não é uma invenção da igreja atual, é um princípio estabelecido pelo Criador.

Não deve ser encarado como uma doação à igreja, mas como um ato de adoração e gratidão por tudo que Deus nos concede. Nem é opcional, é um dever de todo crente. (3)

A Bíblia está repleta de referências sobre dízimo. Ela nos mostra que esse ato é anterior ao monte Sinai (Gn 14:20) e está presente tanto no Antigo (Ne 12:44; Pv 3:9-10; Ml 3:8-12) quanto no Novo Testamento (Mt 23:23; Hb 7:8).

Há três princípios bíblicos relacionados a esse ato.

Primeiro: o reconhecimento de que tudo pertence a Deus (Sl 24:1).

Segundo: a gratidão a Deus pela sua generosidade (Gn 28:20-22); por isso, o dízimo não é sobra, mas primícia (Pv 3:9).

Terceiro: a destinação do dízimo é para a manutenção da obra de Deus (Ml 3:10b). Sonegar o dízimo é algo muito sério. É infidelidade e roubo contra o próprio Deus! Por outro lado, dizimar é um gesto de fé que resulta em bênçãos, principalmente espirituais.

O que a Bíblia ensina sobre as ofertas.

Outra maneira de honrarmos a Deus é entregando-lhe as ofertas. Diferentemente dos dízimos, elas são presentes que entregamos a Deus e somos nós que escolhemos o valor. Enquanto dizimar é um dever determinado pelo Criador, ofertar é um ato natural de agradecimento.

As ofertas são sempre voluntárias! Quanto ao critério para trazer a oferta, foi assim ensinado a Israel: Cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o Senhor, seu Deus, lhe houver concedido (Dt 16:17).

No Novo Testamento, o ato de contribuir é considerado um privilégio que Deus nos concede. É a graça de participar da assistência aos santos (2 Co 8:4). Na segunda carta de Paulo aos Corintos, nos capítulos 8 e 9, encontramos importantes orientações sobre as ofertas.

Primeira: as ofertas devem ser espontâneas (2 Co 8:8).

Segunda: as ofertas devem ser proporcionais, ou seja, deve-se ofertar de acordo com as bênçãos recebidas e segundo as posses (2 Co 8:11).

Terceira: as ofertas devem ser planejadas. Disse Paulo: ... julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada (2 Co 9:5a). Se não planejarmos o que vamos ofertar, nossas ofertas serão sempre mirradas e impróprias.

Quarta: as ofertas devem ser generosas. Paulo completa dizendo: ... para que esteja pronta como expressão de generosidade e não de avareza (2 Co 9:5b).

Quinta: as ofertas devem ser agradáveis. Precisamos nos sentir bem quando contribuímos. Se a oferta é um presente, não podemos oferecê-la com pesar no coração. Diz-nos o texto: ... não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem doa com alegria (2 Co 9:7b).

Amém!

Os dízimos e as ofertas são igualmente atos de gratidão ao Senhor. Portanto, faça as suas contribuições não pensando no que você vai receber, mas no seu amor a Deus, como gratidão a ele, desejando agradar-lhe, não querendo que sua obra fique desamparada.

Essa é a motivação correta para dizimar e ofertar.



Bibliografia:
1. WIERSBE, W. W. Comentário Expositivo: Novo Testamento 1. Santo André: Geográfica, 2006, pág. 724.
2. DAVIS John D. Dicionário da Bíblia. 13 ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1987, pág. 164.
3. LOPES, H. D. O melhor de Deus para sua vida. Belo Horizonte: Editora Betânia, 2005, Vol. 3. Pág. 80.

Fonte: DEC - Revista de estudos na Escola Bíblica 293 - 2010 | Adaptado para o blog por PCamaral

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