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O escândalo do perdão




Vivendo em um ambiente hostil a alguns valores cristãos. Onde a justiça é reverenciada e os olhos de centenas de pessoas vigiam seus passos procurando falhas, é fácil as vezes nos depararmos com o escândalo que o perdão pode causar a todos os que aceitam tal trégua moral. Quando nos sentimos ofendidos, inventamos uma centena de razões contra o perdão. Ele precisa aprender uma lição. Não quero incentivar um comportamento irresponsável. Vou deixa-lo na geladeira por um tempo (perdi as contas de quantas vezes vi mulheres usando este). Ela precisa aprender que suas ações têm consequências (esse eu já usei). Eu fui a parte ofendida, não cabe a mim dar o primeiro passo. Como posso perdoar se ele nem sequer está arrependido?

No meu caso eu organizo argumentos como os citados na esperança de endossar minhas atitudes até que finalmente, movido por Deus creio eu, dou um salto em direção ao perdão contrariando todos meus instintos primários. Os motivos?

Somente o perdão pode interromper o ciclo da culpa e dor, interrompendo a corrente da não graça. Sem ele, nós permanecemos presos às pessoas a quem não podemos perdoar. Quantas vezes você já viu alguém que sente ódio mortal de uma pessoa a ponto de adoecer? Quantas vezes alguém sentiu raiva de você por algo que tinha feito e que nem tinha dado conta?

Em segundo lugar o perdão afrouxa o golpe estrangulador da culpa em quem a causou, possibilitando assim, a transformação da parte culpada mesmo que a punição ainda se faça necessária para reparar uma eventual ofensa.

Por último, e mais importante, o perdão cria uma ligação entre quem perdoa e quem recebe o perdão colocando-os no mesmo patamar. Por meio do perdão percebemos que, em verdade, não somos tão diferentes do autor a ofensa. Sobre isso escreveu Simone Weil “Também sou diferente daquilo que imagino ser. Saber disso é perdão.” O perdão (imerecido, indevido) pode cortar as amarras e deixar o peso opressivo da culpa desaparecer. Cristo deve gostar dessa ideia, pois foi sobre as costas de pecadores transformados (perdoados) que construiu a igreja.


Fonte: Crentassos - Dica da Haja Hope

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