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Quando a prosperidade mente




Você pode chamar Amós de Agitador. De pregador da catástrofe. De coletor de figos com ideia fixa de julgamento na cabeça. Mas não o chame de profeta (especialmente de um profeta de carreira).

“Eu não sou profeta”, disse Amós. “nem pertenço a nenhum grupo de profetas, apenas cuido do gado e faço colheita de figos silvestres. Mas o Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: “Vá, profetize a Israel, o meu povo.” (Am 7:14-15).

Assim, Amós fez o que lhe foi pedido. Deixou a sua casa e seus campos, a pouco mais de dezessete quilômetros ao sul de Jerusalém, e viajou para o norte a fim de advertir o povo dali de que sua postura materialista e idólatra receberia o feroz julgamento de Deus. A nação desfrutava um período de extraordinária prosperidade, graças ao declínio de seus oponentes de longa data, os sírios.

Não tendo mais a necessidade de manter um exercito de prontidão, canalizaram seus recursos para os negócios, expandindo as rotas comerciais e auferindo lucros imensos. Cidadãos comuns que passaram a desfrutar nova riqueza começaram a construir mansões que antes estavam ao alcance apenas da nobreza. Escavações arqueológicas daquele período revelaram muitos exemplos da opulência que Amós condenou em nome de Deus: “Derrubarei a casa de inverno junto com a casa de verão; as casas enfeitadas de marfim serão destruídas, e as mansões desaparecerão; declara o Senhor”.

No lugar de demonstrações religiosas vazias e de atos de piedade sem sentido, Amós exigia que o povo de Deus tratasse o pobre com justiça e o oprimido com misericórdia. “Em vez disso, corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene” (3:15).

É claro que aqueles que estavam confortáveis e os convencidos não receberam sua mensagem muito bem. “Vá, embora, Vidente!”, exigiram eles. “Vá profetizar em Judá; vá ganhar lá o seu pão. Não profetize mais em Betel” (7:12-13).

Mas Amós continuou pregando, e o povo se recusou a dar ouvidos. “Como tal desastre poderia nos atingir”, pensavam eles, agora que desfrutamos tamanha prosperidade? Eliseu, quarenta anos atrás, não havia profetizado esse tempo (2Rs 13:17-19)? E Jonas não repetira isso mais recentemente (2Rs 14:25)?, reclamavam eles a Amós.

A grande surpresa chegou em 722 a.C., quando o selvagem exercito assírio despedaçou a complacência de Israel, queimando a cidade, matando os soldados e levando para o cativeiro distante os poucos cidadãos estupefatos que restaram. E assim se cumpriram as previsões nada bem-vindas, mas muito reais, de um fazendeiro catador de figos: “Certamente chegará o tempo em que vocês serão levados com ganchos, e os últimos de vocês com anzóis” (4:2).

Profeta Profissional? Certamente não. Apenas alguém que foi direto ao ponto.

Fonte: Bíblia de Estudo Desafios de Todo Homem | Via Sou da Promessa


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