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Somente a Escritura como regra de fé e prática



Por Mathias Quintela de Souza em Instituto Jetro

“Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver” (2 Timóteo 3.16 – NTLH).

No dia 31 de outubro deste ano celebraremos o 497º aniversário da Reforma Protestante do Século XVI, da qual somos herdeiros. Por isso, este texto traz à nossa memória os princípios que foram a base deste extraordinário movimento do Espírito Santo na vida da Igreja. A Reforma foi uma reação da igreja como organismo vivo para se libertar de corpos estranhos que tinham sido introduzidos nela, principalmente a partir do Século IV.

Uma das principais razões deste desvio foi a substituição do ensino claro da Escritura Sagrada por tradições humanas que foram aos poucos invalidando a Palavra de Deus (Mateus 15.6). Sempre que isto acontece, cabe a advertência que Jesus fez aos escribas e fariseus, líderes religiosos nos seus dias: “Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição” (Marcos 7.9). Essas tradições, baseadas nas conveniências pessoais e experiências subjetivas, eram também instrumentos que líderes inescrupulosos usavam para manipular e oprimir multidões que estavam “aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor’ (Mateus 9.36). Na época que antecedeu a Reforma, o povo não tinha acesso à Bíblia, que ficava sempre escondida. Lutero, por exemplo, descobriu uma cópia acorrentada num convento da ordem agostiniana.

Bendita descoberta de Lutero! Ele era um monge sincero e zeloso e por isso buscava pela prática dos preceitos da igreja acalmar a consciência atribulada pela consciência do pecado. Tudo inútil. Quanto mais ele se afligia no espírito e flagelava o seu corpo com uma disciplina rigorosa, mais atribulado ficava. Até que um dia ele leu na Bíblia: “Livra-me por tua justiça” (Salmo 31.1). Aos poucos ele foi entendendo que somos salvos pela fé na justiça perfeita de Deus realizada plenamente em Jesus Cristo. A verdade do Evangelho brilhou na sua mente e o seu coração ficou cheio da alegria pela presença do Espírito Santo. Por isso, ele traduziu e difundiu a Bíblia entre o povo.

Lutero passou a ensinar com entusiasmo a Escritura Sagrada tanto nas pregações como nas aulas que ele ministrava na Universidade de Wittemberg. Foi uma revolução! Cristãos nominais se convertiam e passavam a ser ardorosas testemunhas do evangelho. As multidões aflitas e exaustas por fim encontravam pastores que as conduziam aos pastos verdejantes e às águas tranquilas. As noventa e cinco teses que Lutero afixou na porta do templo da igreja de Wittemberg eram um desafio para discutir as tradições da igreja à luz da Escritura Sagrada. Elas se alastraram rapidamente por toda a Europa. O movimento cresceu. Outros líderes como Zwinglio e Calvino surgiram. Por fim, ainda que tardiamente (Século XIX), chegou até nós.

Somente a Escritura Sagrada, registrada no Antigo e no Novo Testamento, é regra infalível de fé e prática. “Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver” (2 Timóteo 3.16). A tradição viva da Igreja é aquela que passa pelo crivo da Escritura. Corrigimos as nossas tradições pela Escritura e não a Escritura pelas nossas tradições. Esta é a herança que devemos assumir com alegria e responsabilidade.


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