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É muito rei pra pouco reino.



Expressões monárquicas estão presentes em nossa vida desde cedo. “Como reina esse menino!”, “Que linda esse menina, parece uma rainha!”, “Fulano pensa que tem o rei na barriga!”, “Toda garota sonha com o príncipe encantado”, etc.

Vamos crescendo e os símbolos vão nos acompanhando com ícones da realeza sempre marcando presença e, dentre as muitas expressões, crendo ou não, de alguma forma todos nós somos apresentados ao Reino de Deus.

Tal Reino, ensinam as escrituras, deve ser buscado em primeiro lugar, porque tudo o mais é acrescentado depois. Dado o ideal perfeito que é prometido para os que conquistam o Reino, nos aprofundamos no tema querendo conhecê-lo melhor. Aí descobrimos que o Reino já chegou, está entre nós, vive em nós, porém não ainda de forma plena.

Neste ponto começam confusões e bagunças. Os mais variados interesses vêm a tona, tanto individuais quanto institucionais. Alguns interesses são bons, carregados de bons ideais. Já outros são maus, carregados de planos e cálculos para fazer seus agentes se darem bem, como dizem os malandros declarados. E isso é mal, muito mal.

E por que é mal? Porque na disputa por espaço, posição, status, preferência e domínio sobre o coração do povo, misturam-se os reinos de homens com o Reino de Deus. Se ainda não leu a história de Absalão, leia, você vai entender claramente o que escrevo, principalmente sobre roubar o coração do povo.

O complicado é que os homens que brigam por seus reinos jamais admitem que é isso que fazem. Afirmam categórica e “piedosamente” que o que fazem é para defender e edificar o Reino de Deus e não os reinos deles, que infelizmente é o que se descobre ao final de cada aventura que termina em escândalos revelados.

Enfim, é muito rei pra pouco reino. Teimosamente volto aos evangelhos para procurar pistas nas ações dAquele que implantou o reino, o rei Jesus. E não encontro nada parecido com a agenda eleitoreira da maioria das denominações, como a mão que se pesa feito abutre faminto na hora de se fazer justiça e, na mão rala, feita de vapor, na hora de exercitar um mínimo de amor.

Do reino de Jesus o que estes tais buscam se restringe as benesses do palácio, ao valor monetário da lã das ovelhas, as facilidades e aos confortos que determinadas posições garantem. Trocando em miúdos, querem o céu que idealizaram já, agora. Como se fosse possível definir o céu, a eternidade, a plenitude do Reino que esperamos, enfim, estes sentimentos que acomodamos na poesia da fé guardada em nossos corações.

Quando digo “pouco reino”, o faço para os homens que traem colegas e irmãos, torcem interpretações de leis e estatutos, chutam antigos amigos e lambem inimigos de outrora com vistas a garantir posições, passam como trator por cima de tudo e de todos que representem uma pálida ameaça aos seus planos. É para estes que uso a expressão “pouco reino”, pois apenas para a cabecinha maculada deles e seus doentes corações é que o reino é “pouco”. Então que briguem e se matem pelos anêmicos reinos que criam com seus slogans, frases aparentemente espirituais, “santas” vinganças justificadas em rasas teologias e discursos milimetricamente calculados para cada tipo de grupo e pessoa que se comunicam.

Vivemos tempos de crise em nossa nação. Tempos difíceis que abalam empresas, instituições educacionais, imprensa, associações, famílias. Ora, por que tal quadro de crise também não afetaria igrejas? Afeta com certeza. E são tempos assim que vivificam o que jamais deveria ser esquecido: temos uma cruz para carregar, a nossa. Tal cruz pode ser percebida nas mais variadas situações, dor, sofrimento, humilhação, doença, vergonha, calúnia, perseguição, fadiga espiritual, lágrimas.

Ou seja, não importa quão duro e difícil seja o momento atual, o Reino de Deus, e somente o Reino dEle, vale nossa entrega, nosso sonho, nossa luta, nossa esperança. O Reino que a fé bíblica vive, vislumbra e ao mesmo tempo aguarda, é gigante, é eterno e tem para todo o sempre um só Rei, o Senhor Jesus. O resto se resume a briga de homens por demandas e poderes em reinos mambembes e fugazes e, bem, é só o resto.

Paz!

Por: Pr. Edmilson Mendes no portal Sou da Promessa

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