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O desperdício da oração



A primeira multiplicação de pães e peixes foi muito grande. Deu para alimentar mais ou menos 5 mil homens, sem contar as poucas mulheres e crianças (Mt 14.21). “Todos comeram à vontade” e ficaram satisfeitos (Jo 6.11-12). Mesmo assim, muitos pedaços de sanduíches de pão com peixe ficaram sobre a grama. Isso chamou a atenção de Jesus, não tanto por causa da sujeira que deixariam para trás, mas em razão do desperdício. Daí a ordem dada por ele: “Recolham os pedaços que sobraram a fim de que não se perca nada” (Jo 6.12). As sobras eram tantas que os discípulos encheram doze cestos (e não doze sacolinhas). O texto deixa claro que não se pode desperdiçar os dons de Deus!

Se não se pode desperdiçar pães de cevada (naquela época, o pão mais em conta, consumido pela camada pobre da sociedade), muito menos deve-se desperdiçar a oração, outro dom de Deus, maior do que o anterior!

Entre as passagens que abrem os nossos olhos para o desperdício da oração, encontramos as seguintes:

Logo no Sermão da Montanha, seu primeiro sermão, Jesus declara: “Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate” (Mt 7.7-8).

Em seu estilo contundente, Tiago é mais objetivo. Depois de escrever: “Vocês querem muitas coisas”; “vocês as desejam ardentemente” e “vocês não conseguem possuí-las”, o autor da carta afirma categoricamente: “Vocês não conseguem o que querem porque não pedem a Deus” (Tg 4.2). A razão da pobreza espiritual não tem nada de complicado, é uma só: o desperdício da oração. Ele já havia demonstrado isso no início de sua carta, dirigida “a todo o povo de Deus espalhado pelo mundo inteiro” (Tg 1.1): “Se alguém tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, e ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos” (Tg 1.5). Parafraseando, “se alguém não tem sabedoria, não continue ignorante, não fique complexado, não desista, não dê um tiro no ouvido, pois para solucionar a carência há uma porta continuamente aberta pela riqueza do amor de Deus – a oração”.

Precisamos aprender a desdobrar essa passagem de Tiago. Sabedoria pode ser a maior necessidade de algumas pessoas, e não de todas. Outras precisam de alegria, de amor, de ânimo, da bênção de Deus, de caráter, de companhia, de consolação, de cura, de direção, de discernimento, de estabilidade emocional, de fé, de felicidade, de humildade, de livramento, de ousadia, de paciência, de perdão, da plenitude do Espírito, de poder espiritual, de refrigério, de resistência, de santidade, de saúde, de vitória sobre o pecado ou algum outro empecilho e assim por diante.

Cada um reescreva a passagem de Tiago de acordo com a sua carência pessoal (tanto no singular como no plural). Por exemplo: “Se alguém tem falta de felicidade, peça felicidade a Deus, e ele a dará com alegria”. Ou: “Se alguém tem falta de caráter, não peça felicidade, mas peça a Deus, sem o menor rodeio, caráter, e ele o dará porque é generoso e dá com bondade a todos”.

Outras duas passagens que apontam para o desperdício do admirável recurso da oração estão em Provérbios e na Carta aos Efésios. A primeira diz: “Peça a Deus que abençoe os seus planos, e eles darão certo” (Pv 16.3). A segunda afirma que toda glória deve ser dada a Deus porque ele “pode fazer muito mais do que nós pedimos ou até pensamos” (Ef 3.30).

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