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O “eu não quero” estraga tudo!


O problema vem de longe. É uma tradição na história humana. Isaías registra que na sua época, setecentos anos antes de Cristo, os israelitas “são gente rebelde, pessoas mentirosas, que “não querem” ouvir a lei do Senhor” e “não querem” fazer o que Deus disse (Is 30.9,15).

O “eu não quero” aparece várias vezes na Bíblia. O mais atrevido e mais infeliz está no Evangelho de João. Está escrito: o Verbo se fez carne e “veio para o seu povo, mas eles “não o quiseram”” (Jo 1.11). Em outras versões, lemos: mas o Senhor “não foi aceito”, ou “não o acolheram”, ou “não o receberam”. No final de seu ministério, em sua última viagem a Jerusalém, Jesus sofre muito e chora (Lc 19.41) por ter sido rejeitado. E exclama: “Jerusalém! Jerusalém! Assassina de profetas! Matadora dos mensageiros de Deus! Quantas vezes desejei abraçar seus filhos como a galinha recolhe seus pintinhos debaixo das asas, mas você “não quis”” (Mt 23.37).

Que tragédia! Poucos anos mais tarde, no ano 70, depois de um longo cerco, a cidade foi completamente destruída pelo jovem General Tito (29 anos), aquele que viria a ser imperador de Roma (79 d.C.). Nesta ocasião, o templo ficou em escombros e tanto o sacerdócio como o Sinédrio foram abolidos. Tempos depois, uma cidade romana foi erguida no local e Jerusalém foi considerada lugar proibido para os judeus. Apenas em 1919, quase dois milênios depois, sob a liderança dos oficiais britânicos na Palestina, Jerusalém reconquistou sua posição como capital.

A carta escrita ao pastor da igreja de Laodiceia pressupõe que aquela igreja, por ser rica, por estar bem de vida e por achar que não precisava de nada, possuía bancos estofados, órgão de tubos, púlpito de ouro, sistema de som e de ar refrigerado, vestes talares para seus ministros e cantores, mas não contava com a presença daquele que é o cabeça de toda a igreja. Na carta, Jesus se dirige aos crentes:
Atenção! Eu tenho permanecido à porta [que está fechada] e estou batendo constantemente. Se alguém ouvir a minha voz e [quiser] abrir a porta, eu entrarei e farei companhia a ele [o pastor], e ele a mim (Ap 3.20, NBV).

O “eu não quero” significa rebeldia e revolta contra Deus. Depois de ser enganada pela serpente, a mulher disse para si mesma: eu não quero dar atenção à voz de Deus e vou comer do fruto da árvore que dá conhecimento do bem e do mal. Como eram uma só carne, ela deu ao marido e ele fez o mesmo. O “eu não quero” começou aí no Éden, provocou a queda do ser humano e continua até hoje!
O Espírito Santo precisa retirar o maldito “eu não quero” e colocar no lugar dele o bendito “eu quero e quero muito”. Não temos força suficiente para fazer isso sozinhos. Na maioria dos casos, só um milagre da graça pode realizar essa contraposição.

Jesus conta a história de certo pai que mandou seus dois filhos trabalharem na sua plantação de uvas. O mais velho respondeu: “Eu não quero ir”. Mas, depois, mudou de ideia e foi. O outro respondeu prontamente: “Mas é claro, com prazer”. Mas nunca foi. Ao final da história, Jesus perguntou ao público: “Qual deles fez o que o pai queria?” (Mt 21.28-31).

Mesmo que haja inicialmente uma resistência qualquer, todos nós temos de agir como o primeiro rapaz, porque o “eu não quero” estraga tudo!

Fonte:
Ultimato - Pastorais

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