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A Maldição Hereditária



Somos ensinados pela Bíblia, que no Senhor Jesus Cristo fomos completamente libertos do poder do império das trevas: "se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (Jo 8:36).

Em todos os tempos a Igreja de Cristo sofreu ataques espirituais visando contaminar a pureza que caracteriza sua doutrina. No Brasil de hoje, uma doutrina sutil e perigosa destaca-se pela grande confusão que tem causado no meio dos cristãos evangélicos. Trata-se da crença em Maldição Hereditária. É mais um dos terríveis ataques de Satanás em sua incansável luta para destruir vidas que já foram salvas por Jesus Cristo. E tem conseguido resultados positivos, especialmente, na vida de cristãos biblicamente imaturos e, consequentemente, frágeis em sua vida espiritual. A seguir conheceremos os conceitos dos defensores da Maldição Hereditária e a confrontação desses conceitos com a palavra de Deus.

Conhecendo os conceitos dos defensores da maldição hereditária.

A – Conhecendo o argumento da herança maldita.

De acordo com as pessoas que ensinam a existência de crentes amaldiçoados, a maldição hereditária é a autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem (o pai ou a mãe, por exemplo), para causar dano à vida do amaldiçoado, levando-o a viver completamente fora dos propósitos de Deus. Se uma pessoa não for chamada para quebrar essa cadeia de maldição, a herança maldita, maligna e invisível vai se espalhando e alcançando misteriosamente e indefinidamente os seus descendentes, de geração à geração, trazendo-lhes problemas de ordem espiritual, familiar, relacional, emocional e física. Acredita-se, portanto, que a maldição tem o poder de auto-concretizar-se. Como é isso na prática? É assim: Se há na família alguém com problemas de prostituição, de alcoolismo é devido à presença de um espírito maligno atuante nos ancestrais da família. Por trás do pecado da pessoa, está o pecado do ancestral familiar. Esse ensinamento é fundamentado principalmente em Ex 20:5-6 que afirma: Eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. Os outros textos usados nesse sentido são: Lv 26:39, Nm 14:18, Dt 30:19.

B – Conhecendo o argumento das palavras malditas.

Os que defendem a existência da maldição hereditária também afirmam que as palavras humanas ditas de forma impensada e precipitada têm poder em si mesmas para liberar a ação do diabo na vida de uma pessoa, família ou geração. Para ensinar isso, fundamentam-se em Tg 3:8-10 que nos diz: a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição.

Assim, um garoto pode, por exemplo, tornar-se um homossexual simplesmente porque o seu pai o amaldiçoou chamando-o de mulherzinha! Veja que segundo essa estranha crença o rapaz tornou-se homossexual não porque escolheu ou decidiu pessoalmente. Mas a sua homossexualidade foi despertada e alimentada pelas palavras de maldição ou de zombaria proferidas e lançadas pelo seu próprio pai. Resultado: por ser tanto amaldiçoado, acabou se tornando homossexual! A palavra humana gerou a imoralidade.

Observa-se que o rapaz mesmo não teve nenhuma responsabilidade sobre esse seu comportamento sexual pecaminoso. Na verdade, segundo os defensores da maldição hereditária, qualquer pecado é precedido por palavras de maldições de famílias. Se uma pessoa é mentirosa, homicida, invejosa, violenta, nervosa, briguenta é porque foi vítima de palavras de praga, pronunciadas principalmente pelos pais. Assim, as palavras têm poder para determinar o futuro, o destino, o caráter das pessoas! Elas serão bem ou mal sucedidas de acordo com o que se falar delas ou para elas.

C – Conhecendo o argumento dos nome malditos.

Os que acreditam em Maldição Hereditária também defendem que a maldição pode atingir a pessoa dependendo do nome que tenha. Afirmam que há nomes que trazem maldição em si, pelo seu significado. O "bom nome" é equivalente ao "bom destino". O "mal nome" é equivalente ao "mal destino". O caráter de uma pessoa dependerá não de suas escolhas ou decisões pessoais, mas exclusivamente do seu nome.

Ao observarmos o que se ensina sobre maldição dos nomes, constatamos que esse "ensino" é basicamente fundamentado e sistematizado sobre uma série de experiências pessoais, subjetivas. E aí citam várias experiências de pessoas que por causa dos nomes "ruins" que tinham, sofreram inúmeros fracassos espirituais, financeiros, conjugais, etc. Nessa condição, a pessoa só se verá livre desses transtornos se a maldição do nome for quebrada ou o nome mudado.

Esclarecendo os conceitos dos defensores da maldição hereditária.

A - Esclarecendo o argumento da herança maldita.

Segundo as explicações da maldição hereditária, não somos responsáveis diretamente pelos nossos próprios pecados. Somos, sim, vítimas das escolhas pecaminosas do nossos antepassados.

Esse conceito é bíblico? Quem ensina Maldição Hereditária diz que sim. Com que base? Baseando-se principalmente em Ex 20:5-6, onde encontramos Deus dizendo que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

Mas seria realmente esse o ensino de Ex 20:5? Antes de fazermos algumas considerações sobre esse texto, vamos lê-lo em outras versões bíblicas para entendermos melhor o seu sentido. Na Bíblia de Jerusalém está assim: (...) eu, Iahweh teu Deus, sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração dos que me odeia, mas que também ajo com amor até a milésima geração para aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

A Nova Versão Internacional traduziu como se segue: (...) eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos.

Em a Nova Tradução da Linguagem de Hoje encontramos a seguinte tradução: (...) eu, o Senhor, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os seus bisnetos e trinetos. Porém sou bondoso com aqueles que me amam e obedecem aos meus mandamentos e abençôo os seus descendentes por milhares de gerações.

Pois bem, esse texto está ensinando a existência da maldição hereditária?
Vejamos a opinião de alguns comentaristas.

De acordo com o comentarista bíblico R. Alan Cole, a expressão até a terceira e quarta geração "se aplica aos que aborrecem (odeiam) a Deus, que se recusam a viver em consonância com Sua vontade. Já que este mundo pertence a Deus, e já que estamos todos envolvidos uns com os outros, qualquer violação da lei de Deus numa geração fatalmente irá afetar as gerações futuras." (Êxodo - Introdução e Comentário, p. 150).. R. N. Champlin sobre o texto em questão escreve o seguinte em seu comentário o Antigo Testamento interpretado versículo por versículo: "A idolatria e o uso de imagens eram considerados uma tão grave iniquidade que foram ameaçados poderosos juízos de Deus contra os idólatras, envolvendo até a quarta geração dos mesmos. (...) Podemos ter certeza de que o juízo de Deus são justos, e envolvem os filhos dos idólatras porque geralmente participam dos pecados de seus pais. Mas em casos de inocência, esses juízos eram suspensos. Todavia, persistiam as circunstâncias adversas, criadas anteriormente. Ademais, existe aquela genética espiritual que transmite atitudes e costumes para os filhos, provocando assim a ira divina."

Que os filhos podem sofrer indiretamente os resultados dos pecados cometidos pelos pais ninguém duvida. Repetindo: resultados, não uma maldição! Sabemos que as conseqüências do pecado não atingem somente o indivíduo que pecou, mas também a sua comunidade, os seus relacionamentos. Os resultados destrutivos do pecado podem continuar através das gerações, atingindo até os descendentes inocentes. A própria herança biológica transmite os resultados dos pecados dos pais aos seus descendentes.

Como assim? Da seguinte forma: Um pai que fuma pode criar e transmitir defeitos genéticos a seus filhos, netos e bisnetos. Além disso, o testemunho do pai influencia negativa ou positivamente na vida do filho, dependendo da personalidade deste. A Aids em uma criança pequena pode ser o resultado da prostituição da mãe ou do pai. E se a mãe ou o pai da criança tiver pedido perdão para Deus pelo seu pecado? O resultado continua? Sim! A não ser que Deus faça um milagre e remova do corpo o vírus HIV. Não acontecendo isso, o resultado é este: Deus perdoa o pecado da prostituição, mas o julgamento ou a conseqüência permanece. Sofremos pelo mal que praticamos, apesar do perdão divino: Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que a pessoa plantar, é isso mesmo que colherá (Gl 6:7, Sl 62:12, Jr 17:10, I Pd 1:17).

Portanto, fica claro que o pecado sempre acarreta conseqüências. A primeira conseqüência do pecado de uma pessoa é a vergonha. A segunda é a punição, o castigo. Todo pecado traz punição. Mais: o julgamento divino é para remediar e corrigir, não somente para castigar.

Agora, o filho ou a filha dizer que se prostitui porque a sua mãe foi uma prostituta é outra história. Entendemos que a vida deste filho ou filha pode até ter sido influenciada pelo exemplo negativo da mãe, mas jamais determinada. Se o filho se prostitui é porque ele escolheu e decidiu pessoalmente se prostituir. Os filhos não se prostituem por causa da mãe. Não se prostituem devido a uma maldição familiar! Por que não? Porque esse não é o conceito de pecado ensinado pela palavra de Deus. O conceito de pecado na Bíblia é muito diferente do conceito de pecado ensinado pelos admiradores da crença na Maldição Hereditária que não leva em conta a responsabilidade pessoal pelo pecado.

E o que diz a Bíblia? Bem, na Bíblia o pecado é sempre pessoal. O pecado é sempre o resultado do livre-arbítrio do ser humano. É o seu ato livre. É resultado de uma decisão consciente. O ser humano é livre para escolher entre o bem e o mal. Os pecadores são responsáveis por suas escolhas, atitudes e ações. A responsabilidade pelo pecado é pessoal. (Dt 9:6-24; Jr 2;4-28; Ez 16:14-58; Am 2:6-8; 5:10-12; 8:4-6; Mq 2:1 e 2; 7:2-7; Is 59:1-8, Jr 7:9-11; 29:23).

O teológo Ralph L. Smith em seu livro Teologia do Antigo Testamento, ensina que o indivíduo, no antigo Israel, estava subordinado a seu grupo. Jamais, porém, o indivíduo estava subordinado a ponto de não ser responsável por seus atos pessoais. Várias passagens enfatizam a independência do indivíduo do grupo (veja Dt 24:16; 2 Rs 14:6, Jr 31:29). Portanto, a palavra de Deus deixa bem claro que o pecador é culpado e responsabilizado por qualquer ofensa que cometer, mesmo sem estar ciente de algum pecado pessoal (Lv 5:17).

A responsabilidade pessoal pelo pecado é ainda mais claramente ensinada e destacada por Deus através do profeta Ezequiel, no capítulo 18 versículos 1-32. O profeta poderosamente inspirado por Deus combate o ditado popular que o povo vivia repetindo na terra de Israel: os pais comeram uvas verdes, mas foram os dentes dos filhos que ficaram ásperos. A palavra do Senhor afirma que a pessoa que pecar essa morrerá. O filho não responde pelo pai. Cada um responde por si! O Mestre dos mestres, Jesus Cristo descartou qualquer possibilidade de alguém ser castigado pelo pecado se seus ancestrais. (Jo 9:1-3).

O castigo do pecado do pai só será aplicado ao filho se este também cometer iniqüidade. Cada um será punido pelas suas próprias obras iníquas! Não há nem maldade hereditária, nem bondade hereditária. Um pai bondoso não gera necessariamente um filho bondoso nem um pai maldoso gera um filho maldoso. Nesse caso, filho de peixe, peixinho não é! E também nosso ditado de que tal pai, tal filho é biblicamente falso. O filho de um pai obediente a Deus pode ser rebelde a Deus, se individualmente optar pela rebeldia.

A Bíblia mostra que o iníquo Manasses, o mais perverso rei da história de Judá, era filho do piedoso Ezequias! Isso prova que a retidão do pai não se transfere automaticamente para o filho. Cada um carrega a sua própria culpa. Mesmo recebendo maus exemplos do pai/mãe biológico, um filho pode vencer na vida (espiritual, relacional, material), se cultivar pessoalmente no seu coração o temor ao Senhor. Não foi assim com Josias, filho do terrível Amom? Amom comeu uvas verdes, mas os dentes de Josias não foram afetados! Josias não herdou a maldade do seu pai Amom! Não foi assim com Ezequias filho do deplorável Acaz? Acaz comeu uvas verdes? Comeu! Os dentes de Ezequias foram afetados? Não! Ezequias foi o que escolheu ser! Assim, o provérbio popular citado pelo povo de Deus é desmentido pela própria história do povo de Deus (2 Rs capítulos 16, 18, 21-22).

Aqui fica um alerta: Não basta citar textos bíblicos para fundamentar uma doutrina. É preciso interpretá-los corretamente, observando e respeitando o contexto de toda a palavra de Deus. A principal regra da hermenêutica, uma disciplina que ensina princípios de interpretação bíblica, é: a Escritura se interpreta a si mesma. Isto quer dizer não podemos interpretar um texto isolando-o dos demais textos da Bíblia. O restante de toda a Bíblia precisa ser analisado com honestidade e seriedade.

B - Esclarecendo o argumento da palavra maldita.

E as palavras impensadas que pronunciamos podem determinar negativamente o caráter, o destino, o futuro de quem as ouve? Uma jovem pode repetir o mal caráter da mãe só porque ouvir dizer "quando você crescer vai ser igual a mãe"? Um filho pode mesmo não dar em nada só porque ouviu várias vezes da boca do pai "quando você crescer não vai dar em nada". As palavras humanas tem mesmo todo esse poder de destruição? Se essas palavras de maldição não forem "quebradas", se cumprirão plenamente?

Vamos raciocinar o contrário: por exemplo, uma pessoa pode ser bem sucedida profissionalmente só porque em sua infância ouvi palavras positivas da sua mãe do tipo: você será um grande empresário? Se as palavras negativas se cumprem, as positivas não deveriam também se cumprir? Então as palavras humanas não tem em si mesmas poder para realizar aquilo que dizem? A resposta é não! As únicas palavras que tem poder criativo são as palavras pronunciadas por Deus. (Gn 1:1-20).

Concordamos que as palavras humanas empregadas erradamente podem prejudicar, machucar e influenciar nossos relacionamentos. Por isso é que a palavra de Deus freqüentemente recomenda que usemos as nossas palavras com responsabilidade: Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem (Ef 4:28).

É preciso ter cautela na comunicação interpessoal. Muita gente tem confundido liberdade de expressão para falar sem respeitar os outros. O crente deve zelar pelo falar. A Bíblia não é a favor da linguagem intemperante e precipitada. (Pv 15:1, 17:27, 25:11, Tt 2:8, Tg 3:2). Nisto todos pensamos a mesma coisa.

Agora, presumir que as palavras humanas podem por si mesmas determinar o sucesso ou o fracasso de quem as escuta é ignorar o ensino bíblico. Não somos vitimas cegas nem da hereditariedade nem das palavras humanas de maldição pronunciadas contra nós, sem forças para mudar nossos destinos. As palavras de maldição no passado não tem que ser permanente, como uma espécie de amuleto de má sorte, pendurado em nosso pescoço, para nos prejudicar o resto da nossa vida.

C - Esclarecendo o argumento dos nomes malditos.

Vimos no começo que os pregadores da maldição hereditária também ensinam que há nomes que trazem maldição em si, pelo seu significado. O nome de "significado bom" é equivalente ao "bom destino" e o nome de "significado mal", é equivalente ao "mal destino". Em qual parte das Escrituras há o ensino da maldição no nome? Quando foi que Jesus ou os apóstolos apareceram quebrando a maldição do nome de alguém? Se o nome é garantia de sucesso, porque personagens bíblicos com "bons nomes" fracassaram?

Por exemplo, Abiú, filho de Arão (Ex 6:23), tinha um nome hebraico com um significado maravilhoso (Deus é pai), mas o fim da sua vida é descrito assim: Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor (Lv 10:1-2).

Anás, o sumo sacerdote que viveu nos tempos de Jesus, era outro que tinha um "bom nome" ("Javé compadeceu-se" ou "Javé mostra graça"). O significado do seu nome afetou o seu caráter? O evangelho de João diz que não. Ele viu Jesus ser injustamente esbofeteado pelo soldado romanos, mas não demonstrou a mínima compaixão por Jesus (Jo 18:12-24)!

Epafrodito é um exemplo de pessoa cujo nome tem um significado "mau" ("encantador", ou seja, "aquele que faz encantamento"). Quem foi ele? Vamos deixar o próprio apostolo Paulo apresenta-lo: meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades (Fp 2:25). Será que ele teve a maldição do nome quebrada antes de ser cooperador de Paulo? Ele deixou de ser um bem sucedido missionário só por causa do seu nome? Claro que não!

A experiência do profeta Daniel e seus companheiros é bastante esclarecedora. Escravos na pagã Babilônia, seus nomes hebreus foram trocados por nomes pagãos: Daniel recebeu o nome de Beltissazar, 1:7 (que significa "Príncipe de Bel", um dos principais deuses dos babilônicos - Dn 4:8; Is 46:1; Jr 50:2). Seus amigos receberam os seguintes nomes: Hananias foi chamado Sadraque (que significa "Servo de Aku", o deus da Lua Sin); Misael (que significa "semelhante a Deus"), foi chamado Mesaque (que significa "Quem é igual a Aku"); e Azarias foi chamado de Abednego (que significa "Servo de Nebo"). Em nenhum momento a Bíblia apresenta esse grandes homens de Deus preocupados com maldições espirituais provenientes de seus nomes pagãos.

A Bíblia afirma que, mesmo com esses nomes, Deus os abençoou, a ponto de o rei Nabocodonozor decretar que o Deus desses rapazes, o Senhor Todo-Poderoso, é o Deus dos deuses. Eles eram pessoas abençoadas por Deus apesar de terem nomes pagãos. Por que? Porque eram obedientes e tementes a Deus! Seus nomes não determinaram bênçãos e nem maldições, pois, quem determina essas situações é unicamente Deus. E o que dizer de Apolo ("Destruidor"), Judas Iscariotes ("Louvável, louvor"), Davi ("Amado"), Paulo ("Pequeno"), Filipe ("Amigo de cavalos"), Tiago ("Forma moderna de Jacó – Enganador") e outros? Concordamos com a afirmção do teólogo Isaltino Gomes Coelho que diz "presumir que o caráter de uma pessoa dependerá do seu nome se choca com o ensino bíblico sobre a responsabilidade pessoal, a individualidade, a capacidade humana de decidir sua vida". Portanto, também não existe base bíblica para a maldição do nome!

Conclusão:

O crente em Jesus pode ainda estar sendo, em algum sentido, afetado por uma maldição hereditária? Aprendemos através da palavra de Deus que não.

A palavra de Deus afirma, em Cl 1:13-14, que ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. A palavra de Deus afirma, em 1 Jo 5:18, Sabemos que os filhos de Deus não continuam pecando, porque o Filho de Deus os guarda, e o Maligno não pode tocar neles.. (NTLH).

A palavra de Deus afirma, em 2 Co 5:17, que se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

A palavra de Deus afirma, em Rm 8:1-2, que agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte (Rm 8:1-2).

A palavra de Deus afirma, em Jo 3: 6, que o que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito, é espírito. A palavra de Deus afirma, em Rm 8:17, que somos filhos e também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (os cristãos não herdam maldições).

A palavra de Deus afirma, em At 26:17 e 18 que, a pessoa que é liberta por Cristo, é totalmente livre do poder de Satanás e, em vez de maldição, recebe remissão de pecados e herança pertencente aos santos.

Portanto, Deus não exige que creiamos em nada sobre si mesmo ou sobre sua obra redentora que não se encontra nas Sagradas Escrituras. O ensino da palavra de Deus deve ser suficiente para os filhos de Deus permaneçam firmes, aguardando a redenção final.

Irmãos, diante do exposto, tomemos para nós as palavras de exortação que o apóstolo Paulo disse aos colossenses. Ele alertou: Tenham cuidado para que ninguém os torne escravos por meio de argumentos sem valor, que vêm da sabedoria humana. Essas coisas vêm dos ensinamentos de criaturas humanas e dos espíritos que dominam o Universo e não de Cristo (Cl 2:8).

Tomemos também para nós as palavras ditas sob a inspiração do Espírito Santo pelo mesmo apostolo aos gálatas: Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão (Gl 5:1).

Somos ensinados pela Bíblia, que no Senhor Jesus Cristo fomos completamente libertos do poder do império das trevas: se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (Jo 8:36).


DEC
PCamaral

Tema foi debatido em Assembléia Geral – Realizada nos dias 29 e 30/11 e 01/12/2002 na Estância Árvore da Vida - Sumaré – SP

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