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Haiti - Tropas brasileiras caçam 3.000 bandidos

Foto por Logan Abassi/Reuters - Policial haitiano reprime saqueador em Porto Príncipe; tropas brasileiras vão trabalhar na captura de presos que escaparam após terremoto

Número de fugitivos é duas vezes maior que o efetivo militar do Brasil na região

As tropas brasileiras que fazem parte da missão de paz da ONU no Haiti colocaram seu serviço de inteligência em operação para recapturar bandidos que fugiram da prisão durante o terremoto que atingiu o país no último dia 12.

Segundo o governo local, aproximadamente 3.000 criminosos voltaram às ruas após a destruição do presídio em que estavam detidos. Para efeitos de comparação, as tropas brasileiras no país contam com cerca de 1.300 homens.
O coronel Alan Sampaio Santos, integrante das forças de paz, explicou:

- A inteligência brasileira já está trabalhando na localização desses fugitivos. Estamos nos preparando para prendê-los logo após esse primeiro momento emergencial.
O forte tremor ocorrido dez dias atrás pode ter afetado 3 milhões de pessoas. O desastre dizimou a maior parte da capital haitiana, Porto Príncipe, matando entre 100 mil e 200 mil pessoas, segundo estimativas oficiais, e deixando outros milhares feridos de desabrigados.

O Brasil chefia a missão de paz no Haiti (Minustah) e, desde 2004, coordena a segurança local, junto à Polícia Nacional Haitiana (PNH).

A PNH, no entanto, viu-se completamente desmobilizada após o terremoto. Diversos policiais, com pouco ou quase nenhum treinamento, perderam familiares nos desabamentos.

O comando brasileiro da Minustah nega que tenha havido uma retomada da violência nos últimos dez dias e reage a relatos da imprensa, sobretudo internacional, dando conta de que alguns dos criminosos fugitivos se organizaram em gangues e tomaram o controle de Cité Soleil, a maior favela haitiana. Cerca 250 mil pessoas vivem em condições desumanas no local.

Os saques a supermercados destruídos pelos tremores fizeram aumentar a sensação de aumento da violência, mas um soldado da polícia civil disse à Reuters que esses episódios dificilmente são praticados por bandidos, e sim por pessoas famintas, desesperadas em sua busca por comida.

O Brasil está especialmente empenhado em impedir uma escalada da violência, já que não deseja ver quase seis anos de trabalho de estabilização do país soterrados pelo terremoto.

No entanto, com ou sem guarda civil organizada, a legião de presos foragidos tem sofrido reveses. Sete deles já teriam sido assassinados pela população, disse o coronel Santos.
No início desta semana, o corpo de um homem queimava na calçada de uma rua enquanto moradores atiravam contra o cadáver toda sorte de pedras, garrafas plásticas e sucatas.
Questionado sobre o motivo da raiva, um haitiano respondeu, apontando o dedo indicador:

- Ele era um criminoso.

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Fonte: R7.com

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