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Amigos conforme a vontade de Deus!



“Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”. (Sl 1:1-2)

Sem dúvida, a santificação pessoal envolve a área financeira. No artigo anterior, “Principios Bíblicos Sobre Finanças.”, estudamos sobre a importância de agirmos com sabedoria em relação ao nosso dinheiro. Muitos, infelizmente, têm tropeçado nesta área e, por conta disso, causado muitos transtornos a si próprios e aos outros. Neste estudo, porém, abordaremos a amizade. Assim como em nossas finanças, deve haver santificação também em nossas amizades. De que modo estamos lidando com nossas relações de amizade? Que tipo de amizade está sendo preservada por nós? Quais os benefícios colhidos de tal relacionamento?


Comentário inicial

As redes sociais na internet congregam 29 milhões de brasileiros por mês. Nada menos que oito em cada dez pessoas conectadas no Brasil têm o seu perfil estampado em algum site de relacionamentos. (...) Os brasileiros já dominam o Orkut e, agora, avançam sobre o Twitter e o Facebook. A audiência do primeiro quintuplicou neste ano e a do segundo dobrou. Juntos, esses dois sites, Twitter e Facebook, foram visitados por 6 milhões de usuários em maio de 2009, um quarto da audiência do Orkut. Para cada quatro minutos na rede, os brasileiros dedicam um a atualizar seu perfil e bisbilhotar o dos amigos, segundo dados do Ibope Nielsen Online.

Em nenhum outro país existe um entusiasmo tão grande pelas amizades virtuais. Qual é o impacto de tais sites na maneira como as pessoas se relacionam? Eles, de fato, diminuem a solidão? Recentemente, sociólogos, psicólogos e antropólogos passaram a buscar uma resposta para essas perguntas. Eles concluíram que essa comunicação não consegue suprir as necessidades afetivas mais profundas dos indivíduos. A internet tornou-se um vasto ponto de encontro de contatos superficiais. É o oposto do que, segundo escreveu o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), de fato aproxima os amigos:

“Eles precisam de tempo e de intimidade; como diz o ditado, não podem se conhecer sem que tenham comido juntos a quantidade necessária de sal”.

Por definição, uma rede social on-line é uma página na rede em que se pode publicar um perfil público de si mesmo – com fotos e dados pessoais – e montar uma lista de amigos que também integram o mesmo site. Como em uma praça, um clube ou um bar, esse é o espaço no qual as pessoas trocam informações sobre as novidades cotidianas de sua vida, mostram as fotos dos filhos, comentam os vídeos caseiros uns dos outros, compartilham suas músicas preferidas e até descobrem novas oportunidades de trabalho. Tudo como as relações sociais devem ser, mas com uma grande diferença: a ausência quase total de contato pessoal. É como se os participantes dessas páginas na internet estivessem sempre rodeados de pessoas, mas não pudessem contar com nenhuma delas para uma relação mais próxima.[1]

A orientação bíblica

Quando falamos de seres humanos, inevitavelmente, estamos nos referindo a seres sociais que possuem, em sua essência, a necessidade de se relacionar com outros indivíduos da sua espécie. A amizade faz parte da nossa vida. Querendo ou não, todas as pessoas, sendo elas “boas” ou “más” têm uma relação de amizade com alguém. O escritor Ricardo B. de Sousa, define amizade da seguinte maneira:

“A amizade é a alegria de dar e receber, de amar e sofrer, de confiar e entregar sem reservas. É estar com o outro, mesmo quando não podemos nem aumentar a alegria, nem diminuir a tristeza”.

As pessoas precisam de amizades saudáveis! Vamos, então, analisar cinco características de uma amizade saudável.

1. O alicerce da amizade saudável:

O texto básico, no inicio do artigo, expressa a sabedoria de quem, na prática, entende de amizade. Davi experimentou os “dois lados da moeda”: a frustração e a felicidade na amizade. Entre erros e acertos, ele aprendeu que é impossível conservar relacionamentos saudáveis, se, neles, Deus não estiver presente. Davi encontrou em Jônatas (filho de Saul), o refúgio de uma amizade verdadeira. A amizade de ambos era santa e envolvia amor verdadeiro: Então Jônatas fez um pacto com Davi, porque o amava como à sua própria vida (I Sm 18:3). Davi podia contar com a amizade de Deus, mas também podia contar com a de Jônatas. Deus é o alicerce da amizade. Se a amizade não estiver alicerçada Nele, será abalada, à semelhança de uma casa construída na areia, a qual facilmente pode ser derrubada pela chuva (Mt 7:26-27). A amizade de Davi e Jônatas perdurou por toda a vida porque ambos permitiram o agir de Deus em seu relacionamento: E disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto nós temos jurado ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua descendência perpetuamente (I Sm 20:42). A amizade fundamentada em Deus será “maior que as circunstâncias, maior que os riscos que o pecado humano naturalmente cria nas amizades”.


2. A escolha da amizade saudável:

Embora tenha vivido uma incrível e positiva experiência de amizade ao lado de Jônatas, Davi havia experimentado a dor de uma amizade frustrada e machucada pela inveja e pela traição ao lado de Saul: Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar (Sl 41:9). Devemos concordar que ele havia errado na escolha da amizade. Davi via em Saul o seu melhor amigo, porém, Saul via em Davi o seu maior rival. Verdade é que, à semelhança de Saul, nem todas as pessoas são confiáveis. Nem todas as pessoas estão dispostas a aprofundar uma eterna amizade. Infelizmente, nem toda amizade produz edificação; nem toda amizade produz santidade; nem toda amizade produz frutos espirituais; nem toda amizade é saudável. O salmista nos faz um apelo urgente e honesto quanto à escolha das nossas amizades: Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores (Sl 1:1). Devemos ter cuidado ao escolher aqueles que ouvirão os nossos segredos mais ocultos. Precisamos de pessoas em nossas vidas que sejam honestas conosco, nos digam quando estamos errados e se precisamos mudar.


3. A cumplicidade da amizade saudável:

... mas há um amigo que é mais chegado do que um irmão(Pv 18:24b). Além de confiança, sinceridade e honestidade, a amizade saudável também envolve cumplicidade. Como seres humanos que somos, temos problemas, ansiedades, dúvidas e segredos, que não costumamos manifestar com facilidade às pessoas, mesmo que estas sejam membros da nossa família ou da nossa igreja. Quando temos um amigo, porém, nos sentimos à vontade para “desabafar”, visto que há uma sincera cumplicidade. A verdadeira amizade “proporciona o dobro da alegria e divide a tristeza pelo meio”. Ela alivia a nossa dor. Cristo é o principal exemplo de cumplicidade na amizade: Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer (Jo 15:15). Jesus, no sermão de despedida, disse que não chamaria mais seus discípulos de servos, mas de amigos. A razão é muito simples: não haveria mais segredos entre eles; tudo que ele e o Pai compartilhavam, agora seus amigos também compartilhariam. Amizade sem cumplicidade é como uma “comida sem sabor” ou um “perfume sem cheiro”. Portanto, “amigos saudáveis” cumprem o mandamento: ... alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram (Rm 12:15).


4. A durabilidade da amizade saudável:

Foquemo-nos, novamente, na amizade de Davi e Jônatas: E disse Jônatas a Davi: Vai-te em paz, porquanto nós temos jurado ambos em nome do Senhor, dizendo: O Senhor seja entre mim e ti, e entre a minha descendência e a tua descendência perpetuamente (I Sm 20:42). Esta amizade não era como um belo sol de verão que acaba no inverno. Pelo contrário, era uma amizade perpétua. Não era descartável, mas durável. Há os “amigos de estrada” e os “amigos do peito”. Qual a diferença entre eles? Aqueles criam vínculos de amizade transitória, que logo passa; estes, porém, criam vínculos que permanecem por toda a vida. Estes são simplesmente inesquecíveis. Durante toda a nossa vida conhecemos e fazemos amizades com pessoas na escola, no trabalho, na igreja, etc. Porém, o tempo passa e muitas dessas pessoas são automaticamente “deletadas” da nossa mente. Temos amizades que terminam naturalmente, não por causa de alguma decepção ou falta de interesse, mas simplesmente porque a estrada termina. Por outro lado, somos capazes de construir amizades duradouras, que subsistem em meio às mais adversas circunstâncias. Davi enfrentou a fúria de Saul; porém, tal fato não foi suficiente para destruir a amizade que ele havia conquistado de Jônatas.


5. A lealdade da amizade saudável:

Infelizmente, não seria incoerente afirmar que faltam amigos leais na praça. Há muitos que se dizem “amigos”; porém, só mantém a amizade enquanto esta estiver beneficiando os seus interesses pessoais, mesmo que estes possam prejudicar ao outro. É esta situação que o escritor de Provérbios 19:4 denuncia: As riquezas granjeiam muitos amigos; mas do pobre o seu próprio amigo se separa. Quem é leal não falta com sinceridade, pois faz da honestidade o pivô dos seus relacionamentos pessoais. O amigo leal está com o outro “para o que der e vier”. O amigo leal não põe em risco a amizade pela prática da traição. Qual é o “tipo certo” de amigo? Quando um amigo é “bom”? Todo mundo sabe que ser amigo somente nas boas horas não é desejável. A pessoa fica ao nosso lado nos dias ensolarados, mas desaparece quando o tempo fecha. Se você é uma das raras pessoas do mundo que têm amigos leais, faça de tudo para preservá-los. Não os despreze, mas considere-os dignos de seu amor e atenção, pois é justamente dessa maneira que eles lhe consideram. Não há amizade saudável sem lealdade! É impossível haver durabilidade e cumplicidade na amizade, se esta não estiver amparada pelo sentimento e princípio da lealdade. O nosso fiel amigo de todas as horas foi leal para conosco, a ponto de doar a própria vida (Jo 15:13). Há muitas pessoas decepcionadas e frustradas, em razão de terem vivido uma amizade conturbada por fatores negativos, como traição, deslealdade, mentiras, etc. A palavra de Deus é uma rica fonte de conhecimento na qual devemos buscar as soluções para os nossos problemas relacionais. Quando olhamos para a Bíblia com fidelidade, temos a capacidade de produzir amizades saudáveis. Quando, porém, não tomamos tal atitude, estamos sujeitos a escolher de modo negativo as nossas amizades. Se uma amizade não tem princípios, como honestidade, confiança, lealdade, amor, bondade, etc., devemos evitá-la, pois está fora dos padrões divinos.


Aplicação e mudança de atitude


A amizade será santa, quando nela houver sinceridade.

Fiéis são as feridas dum amigo; mas os beijos dum inimigo são enganosos (Pv 27:6). Em uma amizade santa e saudável, sempre haverá um intenso interesse mútuo de crescimento espiritual e pessoal. Tal crescimento se faz pelo uso respeitoso da sinceridade. O mandamento bíblico é muito claro em relação ao uso desse princípio: ... não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos (Cl 3:9). Diante disso, reflita: A sua amizade tem sido marcada pela verdade ou saturada pela mentira? Importe-se em mostrar aquilo que é correto para o seu amigo. Seja sincero! Busque uma amizade santa!


A amizade será santa, quando nela houver compreensão.

Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos (Rm 15:1). Muitos estão à procura de uma amizade e amigos perfeitos. Porém, não há relacionamento perfeito, muito menos, pessoas perfeitas. Nós mesmos não somos perfeitos (I Jo 1:8). Portanto, é possível haver atrito nos relacionamentos, por mais saudáveis que eles sejam. É aí que entra em cena uma arma poderosa chamada perdão. Quando se perdoa, se compreende. Nem todo erro que cometemos ou que se comete contra nós, é proposital. Tome cuidado para não fazer julgamentos precipitados. Tente compreender o seu amigo.


3. A amizade será santa, quando nela houver edificação.

Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua(Rm 14:19). Amizades que afetam negativamente o nosso modo de pensar, de falar e de agir, certamente, não são saudáveis. Querendo ou não, nossas amizades podem nos influenciar facilmente de modo positivo ou negativo. Por isso, cresce ainda mais a nossa responsabilidade em escolher amizades edificadoras que nos levem a praticar e pensar em tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama (Fp 4:8). Amizades assim, devemos preservar.


Conclusão

Neste estudo, pudemos analisar as características de uma amizade saudável. Se você possui amizades em que Deus é o alicerce, se as pessoas que você escolheu para se relacionar amigavelmente são confiáveis, se há cumplicidade entre vocês, se tal relacionamento é durável e é desenvolvido com lealdade, então você está no caminho certo. Porém, se este não for o seu caso, ainda há tempo para se construir amizades saudáveis. Lembre-se que estamos buscando desenvolver a nossa santificação pessoal; por isso, não podemos deixar de buscá-la em nossos relacionamentos, por meio da sinceridade, da compreensão e da edificação.

Seja santo na amizade!


Notas:

1 - SCHELP, Diogo. Nos laços (fracos) da internet. Disponível em: Veja On line (http://veja. abril.com.br/080709/nos-lacos-fracos-internet-p-94.shtml) Acessado em 28\09\2009


DEC

Um comentário:

  1. Olá! Gostei da sua postagem. Eu tenho perfil no orkut, mas só add pessoas de Deus e alguns parentes. Prefiro a amizade virtual pq nunca tive sorte com a real. Na real só encontrei pessoas que queriam me explorar de uma forma ou de outra. Agora no orkut é uma amizade sem compromisso e isso me agrada, não possuo msn pq acho que isso prende a pessoa e eu não gosto. O twitter eu achei sem graça e o facebook não conheço. No orkut não add qualquer um, como disse, pq realmente há pessoas que só trazem prejuizo em todas as áreas.

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