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A Voz e o Silêncio

Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. (Isaías 53:7)

É difícil termos controle sobre nossas palavras, embora isso seja de suma importância em qualquer relacionamento. Não podemos nos descuidar, mas buscar constantemente esta parte do fruto do Espírito: o domínio próprio (Gl 5:22).

Palavras certas, nos momentos certos, são verdadeiras maçãs de ouro em bandejas de prata (PV 25:11). Tiago, no seu terceiro capítulo, nos dá uma verdadeira aula sobre a importância de acertarmos em nossa fala. Nossas palavras podem fazer bem ou mal, ferindo ou ajudando quem nos ouve.

O falar e o silenciar produzem um equilíbrio tão importante quanto o que a música produz. O que seria das melodias, se não houvesse pausas? Um pensador disse que, para vencermos, devemos ser surdos de um ouvido e cegos de um olho. A isso, acrescento que deveríamos ter somente a metade de nossas línguas, ou seja: não deveríamos valorizar em demasia tudo que ouvimos e vemos, mas deveríamos falar apenas o essencial, o que edifica. Bom senso é, então, essencial para não cometermos o pecado da omissão.

Com Adão, aprendemos o que não devemos fazer com nossas palavras. Ele foi um anti-exemplo, quando encontrou sua esposa em pecado: ficou em silêncio e compartilhou o erro (Gn 3:6 ; I Tm 2:13-14); e, quando confrontado por Deus, lançou a culpa sobre Eva (Gn 3:12).

Com Jesus, o segundo Adão, podemos aprender o que é ser vitorioso nesta área. No ensino, Jesus sempre foi claro, contundente e, ao mesmo tempo, simples, usando os elementos que seus discípulos conheciam. Quando foi necessário agir com palavras duras, não as economizou: raça de víboras e sepulcros caiados, foi algumas delas (Mt 23:27,33). Mas, quando estava para ser crucificado, para morrer pelo mundo inteiro, no exato momento do seu julgamento, ficou em silêncio (Lc 23:9). Por que ele não respondeu nada às falsas acusações? A única resposta é a de que estava certo de que o Pai sabia daquela situação e faria o melhor.

Nós também somos convocados a repetirmos o exemplo de Jesus. Seríamos, com certeza, mais vitoriosos, se, em determinados momentos, calássemos e deixássemos o Senhor agir, como disse Jesus no Getsêmani: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade (Mt 26:42).

A nossa natureza sempre exige vingança; a carne sempre cobra comportamento da carne. Mas quanta destruição pode resultar de uma única palavra! Se estivermos seguros em Deus, ele intervirá em nosso socorro. Ele é fiel em tudo e nos promete singularmente: Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e o seu direito que de mim procede, diz o SENHOR. (Is 54:17).

Temperemos nossas vidas com a voz e o silêncio; sejamos felizes e trabalhemos para o Senhor.


DEC
PCamaral

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