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Continuem Atentos! Vigiai, Pois, Porque Não Sabeis O Dia Nem A Hora.

Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo (I Pe 1:13).

Vivemos em um tempo em que a maioria das pessoas, mesmo se dizendo cristã, vive em flagrante desacordo com os ensinamentos da palavra de Deus. E, embora não se aperceba, é muito carente de Deus. Observadas de fora, essas pessoas, mesmo sem Deus na lista de suas prioridades, nunca precisaram tanto Dele como agora. A despeito de tudo o que, porventura, lhes tenha sido ensinado, estão cada vez mais ávidas por prazeres e diversões. Isso tem sido muito observado no mundo, mas pode estar acontecendo, também, entre os nominalmente cristãos.

A intemperança prevalece e marca o comportamento da maioria das pessoas, em toda parte. E, sem o controle da vontade, essas pessoas não conseguem viver de acordo com os padrões de comportamento estabelecidos por Deus. São imediatistas, creem apenas no que veem, e parece não ter qualquer esperança com relação ao futuro. Falta-lhes sobriedade, santificação, obediência, gratidão e amor fraternal. Devemos despertar nossa consciência a respeito dessas coisas. Deus quer que sejamos santos, obedientes, agradecidos e fraternos.

I. PERSEVERANDO ATÉ O FIM

No passado, Israel foi censurado várias vezes pelo Senhor, por ter sido desatento (Sl 106:7; Pv 4:20) e inconstante para com Deus e para com a Palavra de Deus. Atualmente, a advertência que temos é a seguinte: Portanto convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas (Hb 2:1). A palavra de ordem é “continuem atentos”. Prontos para agir; santos em tudo o que fizermos; obedientes, agradecidos e amorosos uns para com os outros.

1. Estejamos prontos para agir: Chamo à atenção para a parte “b” do versículo 13 de I Pedro capítulo 1. Na versão Almeida Revista e Atualizada, lemos: ... na graça que vos está sendo trazida; na NVI (Nova Versão Internacional), temos: ... na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado. A “graça”, neste texto, se refere às bênçãos inimagináveis que aguardam o discípulo fiel do Senhor.[Shedd (1993:26).]; está ligada, aqui, com a segunda vinda de Cristo. Por que essa diferença nas traduções? Devemos esperar na graça que “vos está sendo trazida” (presente), ou na “que lhes será dada” (futuro)?

Na verdade as duas traduções estão corretas. As palavras “trazida” (ARA) e “dada” (NVI) são traduções do verbo grego phero, que, neste texto, está em um tempo grego chamado “particípio presente”, que descreve um processo, uma ação continuada ou repetida. Esse verbo mostra, então, que a esperança dos cristãos é tanto presente como futura. Presente porque a presença de Cristo em nós, tornada real pelo Espírito Santo, proporciona uma alegria antecipada em relação a sua segunda vinda; já desfrutamos, em certo sentido, as bênçãos “que estão sendo trazidas”. Futura porque, um dia, esse evento ocorrerá. Cristo voltará, e essa graça, enfim, nos “será dada” em sua plenitude. Para evitarmos surpresas desagradáveis, por ocasião desse evento, Pedro alerta: Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, se sóbrios e esperai inteiramente (I Pe 1:13a). A expressão “cingir os lombos” lembra a ordem dada por Deus aos filhos de Israel, na ocasião da noite em que saíram do Egito: Desta maneira o comereis – disse Deus – lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão (Ex 12:11), ou seja, prontos para agir. Como no passado, o Senhor quer que essa seja a nossa disposição, nestes dias que antecedem a segunda vinda Cristo. Quanto à expressão “sede sóbrios”, refere-se a ter lucidez. Essa palavra era usada para descrever uma pessoa não afetada pelo álcool. Precisamos concentrar os nossos pensamentos na esperança da revelação de Cristo.

2. Sejamos santos em tudo que fizermos: ... segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sedes santos porque eu sou santo (I Pe 1:15-17). Esse texto deixa claro que a santidade é uma dos principais atributos de Deus. E, como Deus santo, ele quer que seus filhos também sejam santos. “Os filhos herdam a natureza dos pais. Deus é santo; portanto, como seus filhos, devemos ter uma vida de santidade. Somos ‘coparticipantes da natureza divina’ (II Pe 1:4)”.[ Wiersbe (2008:511).]

Em harmonia com as palavras de Pedro, temos o conselho de Paulo: Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados (Ef 5:1). O ser humano jamais será tão santo quanto Deus, mas isso não significa que não possa ser santo. Para sermos santos, como Deus requer, o modelo existente no mundo e seguido por aqueles que nele estão não nos serve de parâmetro. Daí a advertência divina: Não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância. Essa é uma alusão ao passado de impurezas que caracterizou o modo de viver daqueles crentes antes de crerem no evangelho.

Ao lermos I Pe 1:15-17, lembramo-nos, também, do que foi dito por Paulo em sua carta aos Romanos: E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento (Rm 12:2). “Conformar-se” com alguma coisa significa adotar a mesma forma; “amoldar-se” significa adotar o mesmo molde ou modelo. O nosso melhor exemplo de santidade é o que nos foi deixado por Jesus, pois, quando insultado, não revidava; quando sofria não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça (I Pe 2:23). Só uma pessoa santa pode comportar-se assim.

3. Sejamos obedientes e agradecidos: Ser obediente é dizer “sim”, quando Deus diz “sim”, e dizer “não”, quando Deus diz “não”. O cristão obediente nunca anda na contramão da vontade de Deus, pois rege sua vida pelos sãos ensinamentos do evangelho. A orientação dada pela Palavra de Deus é a seguinte: Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância (I Pe 1:14).

Não é possível ser santo sem ser obediente. Aliás, a santidade é demonstrada pela obediência. Aquele que se diz cristão e desconhece isso ainda não entendeu a essência do evangelho (Rm 16:26). “Os filhos da obediência não devem se entregar aos pecados que caracterizavam sua vida antes da salvação. Agora que são cristãos, devem seguir o exemplo de Cristo, pois levam seu nome” [Macdonald (2008:911).] Eles têm, perante Deus, não só o dever de ser obedientes, mas também o de ser agradecidos, pela importância que lhes foi dada, pois, para resgatá-los de sua “vã maneira de viver”, Deus recorreu a algo muito mais precioso do que a prata e o ouro. Usou o sangue de Jesus Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado (I Pe 1:18-19). Esse gesto de bondade demonstrado por Deus jamais deverá ser esquecido. Deus nos amou e enviou Cristo para nos resgatar, antes mesmo da fundação do mundo: O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós; e por ele credes em Deus que o ressuscitou dos mortos (I Pe 1:20-21). O remédio pelos nossos pecados foi providenciado, antes mesmo de eles serem cancelados. Nesse fato, podemos ver “mais plenamente a indizível bondade de Deus, em que ele antecipou nosso mal ao remediá-lo com sua graça e ofereceu a restauração à vida antes que o primeiro homem tivesse caído na morte”.[Kistemaker (2006:96).]

4. Sejamos amorosos uns para com os outros: Purificando as vossas almas na obediência à verdade, para caridade fraternal, não fingida, amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro (I Pe 1:22). A maneira como esse amor deve ser praticado entre os irmãos está enfatizada através do advérbio de intensidade “ardentemente”. Esse é o melhor sinal que podemos ter da mudança que se operou na vida de uma pessoa que foi purificada em obediência à verdade, que é a palavra de Deus: A obediência a Deus e o amor aos irmãos, com um coração puro. Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre (I Pe 1:23). Esse é o efeito que a palavra de Deus produz na pessoa que crê. Sua vida e seus hábitos são mudados, porque essa pessoa se tornou, em razão de sua nova fé, uma nova criatura. O velho homem foi desfeito, e, com ele, tudo aquilo que o caracterizava. Assim se cumpre o que foi dito por este mesmo escritor sagrado: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança (I Pe 1:2).

Comparando a transitoriedade daquele que nasceu da carne (Jo 3:6) com a perpetuidade da palavra de Deus, a semente incorruptível, através da qual o cristão foi gerado, Pedro afirma: Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do Senhor permanece para sempre (I Pe 1:24-25). Portanto, aquele que nasceu apenas como resultado da vontade da carne continua sendo frágil e transitório como a flor da erva, ao passo que aquele que nasceu da vontade de Deus (Jo 1:13) permanece como a palavra de Deus, vivo e firme para sempre.

II – PRATICANDO A PALAVRA DE DEUS

Continuemos atentos quanto a nossa expectativa - Esperai inteiramente na graça que vos é oferecida na revelação de Jesus Cristo (I Pe 1:13). “Revelar”, neste texto, não retrata tanto do retorno de alguém que esteve ausente, mas da revelação de alguém que esteve conosco o tempo todo. [Carson (2009:2060).] Esta deve ser a nossa grande expectativa: a revelação de Jesus Cristo. Nunca podemos perder de vista tal acontecimento. Apesar de ele já estar conosco (Mt 28:20), um dia o veremos como ele é (I Jo 3:2). Um dos riscos que correm os membros da igreja, nestes últimos tempos, é o de estarem despercebidos e distraídos quando Cristo voltar; por isso, ele advertiu: E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se sobrecarreguem de glutonaria, de embriaguez e dos cuidados da vida e venha sobre vós de improviso aquele dia (...) Vigiai pois em todo o tempo (Lc 21:34 36).

Continuemos atentos quanto a nossa santificação - Sede também santos em toda a vossa maneira de viver (I Pe 1:15). Essa “toda maneira de viver” é abrangente. Envolve o nosso pensar, o nosso falar e o nosso agir. Por isso, mesmo o cristão é aconselhado a pensar nas coisas que são de cima e não nas que são da terra (Cl 3:1-2); falar apenas aquilo que possa ser edificante para si e para as outras pessoas (Ef 4:29), e, finalmente, fazer apenas o que é justo e contribui para a glória de Deus (Cl 3:17; I Co 10:31), porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação. Cultivemos, pois, a santificação e sejamos santos como o nosso Deus é santo.

Continuemos atentos quanto a nossa importância - Não foi com coisas corruptíveis, como a prata ou ouro que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver (...), mas com o precioso sangue de Cristo (I Pe 1:18-19). O texto nos esclarece que somos muito importantes para Deus, pois, mesmo reunindo todas as riquezas do mundo, juntas, não teríamos como para pagar o preço do nosso resgate (Sl 49:7-8). Entendemos que muito alto foi o preço de nossa redenção. Mas Deus nos resgatou, através de Jesus Cristo, e nos fez seus filhos e herdeiros de suas promessas. Precisamos, pois, reconhecer o alto grau dessa importância e valorizá-la.

CONCLUSÃO

Estamos conscientes de que, para nos prepararmos para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos estar sempre prontos a agir, santos em tudo o que fizermos, obedientes, agradecidos a Deus e amorosos para com os nossos irmãos em Cristo Jesus. Precisamos estar sempre atentos, quanto aos sinais que anunciam a volta do Senhor Jesus Cristo, quanto a nossa santificação e quanto à importância que nos foi dada por Deus. Qualquer falta de atenção de nossa parte poderá redundar em prejuízo espiritual. Portanto, se, ao examinarmos a nossa conduta, constatarmos que há algo que precisa ser corrigido ou aprimorado, para ajustamento de nossas vidas à vontade do Senhor, não hesitemos em fazê-lo. Ele espera de cada um de nós a melhor resposta possível aos seus apelos. Deus, através do seu Espírito Santo, começou uma obra em nossas vidas e é desejo seu completá-la, até o dia de Jesus Cristo (Fp 1:6). Isso torna clara a ideia de que essa obra é continuada e, por isso mesmo, precisa ser cultivada e incentivada.

Que o Senhor nos encontre atentos a essas coisas.

Que Deus nos abençoe!

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Fonte: DEC - PC@maral

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