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Jesus Cristo Sempre Existiu!


No artigo Jesus Vida e Obra fizemos a introdução para uma série aqui no blog PCamaral com o mesmo titulo: Jesus Vida e Obra. Ao longo desta semana o assunto vai girar em torno da vida e da obra do nosso Senhor Jesus.

Nos livros de Teologia Sistemática, esse assunto é chamado tecnicamente de “cristologia”, termo derivado de duas palavras gregas christos e logos, das quais a primeira significa “Cristo” e a segunda “estudo”. A cristologia, portanto, estuda Cristo. E toda cristologia confiável começa, primeiramente, tratando não da encarnação, mas, sim, da preexistência de Cristo. E é sobre esse assunto que vou discorrer: A preexistência de Cristo.

Encontramos facilmente na Bíblia Sagrada textos que mostram que antes de se tornar gente Jesus sempre existiu como um ser pessoal e divino. Esses textos, afirmam, explicitamente, a existência eterna de Jesus. Mas, antes vamos tratar, brevemente, daqueles que aparentemente negam a existência eterna de Jesus. E quais são eles? Um deles está no livro de Provérbios: O SENHOR Deus me criou antes de tudo, antes das suas obras mais antigas (PV 8:22 NTLH). Muitos acreditam e ensinam que este versículo refere-se ao próprio Jesus, que afirma ter sido criado por Deus. Não há, neste texto, nenhuma referência explicita ou implícita a Jesus. O assunto central deste capítulo é a sabedoria, que, de maneira poética, é tratada como se fosse uma pessoa que clama, que instrui, que chama, que adverte, que orienta [GEISLER, Norman L.& RHODES, Ron. Respostas às Seitas – um manual popular sobre as interpretações equivocadas das seitas. São Paulo: CPAD. 2ª edição. 2001. PP. 187-188].

Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. (Jo 8:28)

O segundo texto que parece negar a eterna existência de Jesus está na epístola de Paulo aos Colossenses, em que lemos: Este [Jesus] é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Cl 1:15). Com base na expressão o primogênito de toda a criação, alguns afirmam que Jesus foi o primeiro a ser criado por Deus, em toda a criação. Seria este o ensino deste texto? Não! O ensino é outro. De acordo com a Chave Lingüística do Novo Testamento Grego [RIENECKER, Fritz & ROGERS, Cleon. Chave Lingüística do Novo Testamento Grego, São Paulo: Edições Vida Nova. 1985 p. 420], a palavra prototokos (primogênito) enfatiza a pré-existência e singularidade de Cristo, bem como a sua superioridade sobre a criação. O termo não indica que Cristo foi criado; pelo contrário, indica que ele é o soberano da criação.

O terceiro texto que parece negar a eterna existência de Jesus está no livro de Apocalipse: Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o principio da criação de Deus (Ap 3:14). Muitos se apegam à expressão principio da criação de Deus para, também, defender que Jesus teve um começo ou um principio. Este, porém, não é um ensino do texto em questão. Segundo os autores do livro Resposta às Seitas – um manual popular sobre interpretações equivocadas das seitas, o termo prego, arché, traduzido como “principio”, neste versículo, traz o sentido de “aquele que começa”, “origem”, “fonte”, ou “causa fundamental”. Este versículo enfatiza que Jesus é o arquiteto da criação (Hb 1:2).

Mas quais os textos que afirmam que Jesus sempre existiu? Um deles está em Isaías, o livro do Antigo testamento, que contém as mais detalhadas e mais explicitas profecias messiânicas: Porque um menino nos nasceu, um filho se vos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9:6). Um menino vos nasceu, diz o profeta. Isaías se refere ao nascimento desse menino como se já fosse uma realidade, mas, naquele momento, ainda não era. E este não é um menino qualquer, porque o governo está sobre os seus ombros. Ele nasceu para governar. Este menino será um Rei, na verdade, o Rei dos reis.

Na sequencia do versículo, o profeta começa a descrever a pessoa e a natureza desse menino: “a essência daquele menino é excessivamente gloriosa para ser captada em uma palavra, de forma que o seu nome se torna quatro títulos descritivos: (...) o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9:6) [RIDDERBOS, J. Isaías – Introdução e Comentário. São Paulo: Edição Vida Nova e Mundo cristão, 1996, p. 116]. O titulo Deus Forte, como observa Ridderbos, refere-se à natureza supra-humana do Messias. Este titulo ensina que o Messias possui a natureza de Deus. O titulo Pai da Eternidade, por sua vez, tem o sentido de alguém que possui a eternidade.

O livro do profeta Miquéias, que oferece uma das melhores descrições veterotestamentárias do justo reinado de Cristo sobre o mundo inteiro (2:12-13, 4:1-8; 5:4-5), também predisse que nasceria em Belém aquele que seria o governador de Israel, ou seja, de todo o povo de Deus: E tu, Belém-Éfrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti sairá o que há de reinar em Israel (Mq 5:2a). Naquela pequena cidade judaica, cujo nome significa “Casa do Pão”, nasceria aquele que declararia: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome (Jo 6:35a), cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade (Mq 5:2b). Esse profeta, portanto, mostra a pré-existência eterna do Messias com muita força.

O apostolo João, que escreveu o seu evangelho com objetivo principal de convencer as pessoas que Jesus é Deus manifestado em carne, afirma-nos, de modo muito claro, que, antes de ser criado o mundo, Jesus existia eternamente: No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no principio com Deus (Jo 1:1). Há, porém, quem diga que a expressão no principio não está ensinando a “eternidade” do Verbo (no grego: logos), mas, simplesmente, a sua “preexistência”. Todavia, o Verbo não era (e não é) somente um ser existente, mas era (e é) também, um ser pessoal divino: era (e é) Deus! Se o Verbo era (e é) Deus, logo o Verbo era (e é) eterno, pois como se sabe, um dos muitos atributos de Deus é a eternidade.

Dizer que Jesus é eterno, então, significa dizer que ele não tem começo, nem término, nem sucessão de momentos em seu próprio ser. O tempo jamais teve ou terá efeito sobre a sua natureza, as suas perfeições, os seus propósitos, as suas promessas, pois, como disse o escritor da epístola aos Hebreus, Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13:8). Nunca houve um tempo ou época em que Jesus não tenha existido. Ninguém o criou – ele sempre foi, é, e sempre será. Como traduziu a Versão Inglesa de Hoje: Desde o principio, quando Deus era, o Verbo também era; onde Deus estava, o Verbo estava com ele; o que Deus era, o Verbo era também. Logo, os mesmos textos que ensinam a eternidade do Deus Pai, podem ser também, aplicados ao Deus Filho.

Em outro texto do evangelho de João, o próprio Jesus aparece afirmando a sua eterna preexistência: antes que Abraão existisse EU SOU (Jo 8:58). Temos aí, uma das mais notáveis e explicitas afirmações das Escrituras Sagradas acerca da eterna pré-existência de Jesus. Aqui Jesus usa a mesma linguagem do Deus de Israel, que foi revelado a Moisés, por ocasião de sua chamada para libertar o povo de Israel do Egito (Ex 3:14). A prova de que os judeus entenderam claramente o que Jesus quis dizer com “EU SOU” é que eles quiseram apedrejá-lo por blasfêmia. Eles entenderam que Jesus estava reivindicando para si mesmo a pré-existência divina e, assim, fazendo-se igual a Deus. Jesus, de fato, é o eterno EU SOU, isto é, aquele que existe eternamente.

Em João 17:5, vemos Jesus, pouco antes da sua morte na cruz, orando para ser reintegrado na glória que teve com o Pai, antes de todo o mundo existir: (...) e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. Essa frase da oração de Jesus contém uma grande revelação da sua eterna preexistência. Aqui, está “em foco particularmente a grande glória na presença de Deus, aquela glória da qual o ‘Logos’ eterno havia participado na eternidade” [CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. São Paulo: Milenium. 1979, vol. 2 p. 574]. Bruce explica que “a glória que ele [Jesus] receberá do Pai é a mesma que gozou na presença dele antes da criação, naquele ‘principio’ em que a Palavra era eterna como o Pai (1:1)” [BRUCE, F. F. João - Introdução e Comentário. São Paulo: Edições Vida Nova e Mundo Cristão. 1987. p. 281].

Em sua primeira epistola, o mesmo apostolo João também retrata a eterna preexistência de Jesus, com igual clareza. Logo no primeiro capitulo, ele declara o seguinte: O que era desde o principio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (I Jo 1:1). Antes de Jesus se fazer carne e, assim, se apresentar aos três sentidos humanos mais elevados (audição, visão e tato), já preexistia eternamente, no principio de todas as coisas, juntamente com o Pai.

Quem se fez carne não foi o Jesus criado, mas o Jesus eterno. Com efeito, “não poderíamos ter visto Aquele que estava eternamente com o Pai se Ele não tivesse tomado, deliberadamente, a iniciativa de manifestar-se” [STOTT, John R. W.. I, II e III João – Introdução e Comentário. São Paulo: Edições Vida Nova e Mundo Cristão, 1982. p. 53].

O apóstolo Paulo também assevera a eterna preexistência de Jesus. Em sua carta à igreja de Filipos, ele afirma que, antes da assumir a forma de servo Jesus era (e é) Deus em sua natureza: Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus (Fl 2:5-6). O verbo grego traduzido por “subsistir” é hyparcho, que significa existir e declara que Cristo existia desde a eternidade [ARRINGTON, French L & STRONSTAD, Roger (Editores). Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. São Paulo: CPAD. 2003, p. 1292]. Em sua carta aos Colossenses, após enfatizar A supremacia e a suficiência de Cristo, Agente e Senhor de todas as coisas, quer de natureza espiritual, quer de natureza material (1:16), o apostolo declara a preexistência do Senhor, dizendo: Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

Aplicando a Palavra de Deus em nossa vida

Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre, em seu conhecimento

Quantas vezes não nos é dito pelos evangelistas que Jesus sabia de tudo, até aquilo que as pessoas pensavam (Jo 2:25). Se Jesus, ontem, conhecia a todos, como os evangelistas mostram frequentemente (Mc 2:8; Lc 7:39-50, 19:5; Jo 1:48, 4:17-19, 664, 16:30, 21:17), hoje ele nos conhece também. Jesus conhece as suas noites mal dormidas, quando você debate em busca de soluções para os problemas que lhe preocupam e inquietam o seu coração. Jesus conhece a suas horas de vigília ao lado da cama de um familiar enfermo. Jesus sabe da sua dedicação aos filhos, tantas vezes ingratos e injustos, ao esposo ou à esposa problemática. Jesus conhece suas ações nobres e percebe o desdém daqueles que só notam a frisam suas falhas. Jesus, o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo (Ap 2:18), conhece, enfim, a sua perseverança, o seu engajamento, a sua tribulação, a sua fidelidade, a sua fragilidade, caro leitor (Ap 2:2,9,13,19).

Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre, em sua autoridade

Se Jesus, ontem, transformava os pescadores de peixe em pescadores de homens e mulheres, os filhos do trovão em mestres de amor e tolerância, a mulher samaritana e outras mulheres em exemplos de piedade, hoje ele continua transformando todo aquele que aprende com ele e toma o seu jugo (Mt 11:29). Jesus não mudou em nada. Ontem e hoje é o mesmo. Ele ainda continua fazendo maravilhas nas famílias. O Senhor Jesus tem capacidade e autoridade para restaurar, também, a alegria lá na sua casa. Ele pode mudar a sua sorte, curar as suas feridas, restaurar a sua alma e refazer seu casamento. Ele pode derramar amor em seu coração, dar-lhe capacidade de perdoar. Ele pode transformar o seu deserto árido em manancial, fazer florescer, no seu coração, a esperança de uma vida nova, de um casamento restaurado. Ele pode, enfim, fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós (Ef 3:20). Creia nisto!

Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre em sua misericórdia

Os evangelhos, capitulo após capitulo, registram que Jesus era tocado e tomado pelo sofrimento alheio (Mt 9:35-38, 14:14, 15:32, 20:34). O seu ministério era movido pela compaixão. Por essa razão, muitos clamavam sem hesitação: Tem compaixão de nós, Filho de Davi (Mt 9:27). Se Jesus, ontem, se condoia do sofrimento humano (Mt 9:36, 11:28. 14:14, 20:34), hoje, mesmo na glória do Pai, ele é capaz de condoer-se dos que, atualmente, se encontram angustiados e atribulados, pois ele pode, hoje e sempre, salvar as pessoas que vão a Deus por meio dele, porque Jesus vive para sempre a fim de pedir a Deus em favor delas (Hb 7:25 NTLH). Jesus pode tomar nossa vida triste, inútil e insípida e torná-la alegre, útil e plena de significado. Portanto, não se desespere. Não importa quão grave seja a sua condição física, moral ou espiritual; Jesus é o mesmo, ontem, hoje e sempre, e sempre tem a ultima palavra.

Conclusão

Tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento atestam a condição preexistente de Jesus. Jesus é eterno! Ele sempre existiu; não teve principio e nunca terá fim. Se o tempo existe e “passa”, Jesus não passa nunca. Ele sempre foi o mesmo na sua essência eterna e jamais mudará em qualquer de seus atributos. Como disse o escritor da epistola aos Hebreus: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos; eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste; também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. (Hb 1:10-12)


Acesse aqui toda a série: Jesus Vida e Obra

Jesus Vida e Obra
Jesus Cristo Sempre Existiu
Jesus Cristo Homem - Deus se fez gente


Fonte:
DEC
Pb Paulo Cesar Amaral

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